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Triunfo de Trump põe em xeque estratégia eleitoral de Hillary

O desfecho da eleição americana colocou em xeque uma estratégia do marketing político tão controversa quanto famosa por ter dado com os burros n’água em outras oportunidades: a campanha democrata torrou US$ 33 milhões (ou 68% de todo o custo da empreitada) em anúncios, na TV e na internet, que tinham como único objetivo desconstruir o republicano Donaldo Trump, enfim vencedor.

Na web, nada menos do que todas as dez peças mais compartilhadas pelos usuários partiram da campanha de Hillary Clinton, mas não falavam dela – ressaltavam desatinos verbais do adversário, convidando o receptor das mensagens a confrontar suas convicções morais (veja outros comerciais da eleição americana).

Os conteúdos (em outra decisão polêmica do ponto de vista comunicacional) muitas vezes foram conduzidos sem porta-voz, ou seja, era da boca da própria Hillary que partiam as críticas ao adversário. Enquanto o tiroteio corria frouxo, a agenda positiva foi deixada de lado – e o país ficou sem saber o que Hillary realmente podia fazer pela América.

Durante muito tempo acreditou-se, no Brasil e no mundo, que o caminho escolhido pela campanha democrata era fadado ao fracasso. Análises mais recentes (inclusive a de um pesquisador brasileiro) mostraram, porém, que quem bate não necessariamente perde. Desta vez, mais uma vez, perdeu.

Impossível não voltar a refletir sobre a eficácia deste surrado método e a conclusão, imediata, de que cada eleição tem uma história.

Notícias do LinkedIn

Como praticamente todas as ferramentas de relacionamento social, o LinkedIn é uma caixa-preta – pouco se sabe sobre o serviço além dos autodeclarados 300 milhões de usuários no mundo.

Agora o Social Bakers fez um levantamento interessante das marcas que promovem mais interação, além dos países onde há mais oferta de vagas (nesse aspecto a Ásia leva de lavada, com cinco países nos dez primeiros postos).

A recomendação final é a mais interessante: vale a pena produzir conteúdo específico para esse rede que, por tratar de trabalho, já foi considerada “a mais chata do mundo”.

Eu vejo pessoas mortas

markun

Como você reagiria a um projeto que se propõe a entrevistar grandes personalidades da história do Brasil, evidentemente já mortas e representadas por atores? O Canal Brasil levará essa aventura ao ar. Uma experiência de conteúdo interessante num momento em que o mais do mesmo justifica, ao menos em minha opinião, a desvalorização que atinge em cheio nossa área.

Um modelo de produção de conteúdo

Há tempos eu quero falar sobre o Buzzfeed, mas o amigo Rafael Sbarai chegou primeiro e fez a análise certeira.

O modelo ali é o que mais se aproxima de uma abordagem moderna de produção de conteúdo. Estamos todos ainda mal acostumados à ideia de que, se há textos e relatos, deve haver jornalismo. Nada mais equivocado.

Não bastasse o jornalismo ser um convite à burocracia e à ausência de criatividade, ele também crê possuir o monopólio sobre determinados formatos. Daí o nariz torcido ao BuzzFeed, muitas vezes.

Mas o segredinho do BuzzFeed se chama tecnologia. Um mago da viralização trata de analisar o que será distribuído loucamente. Está explicado.

Nos EUA, opinião é coisa da web

Saudada como a salvação dos jornais impressos, a opinião tem cada vez menos espaço nas publicações americanas – que estão optando pela web para desovar esse tipo de conteúdo.

A constatação, revelada em pesquisa do Pew, desmente mais uma “máxima” da era da informação total.

Conteúdo e conveniência

Conveniência é absolutamente tudo no que diz respeito à entrega de conteúdo. Nesse aspecto, Evan Williams (criador do Twitter) tem alguns insights bacanas sobre o papel da internet nessa seara.

As marcas e o Pinterest

O Pinterest é uma de minhas redes sociais favoritas. Como as marcas podem abordar esse espaço tão interessante e especialmente avesso ao texto?

Algumas ideias para te inspirar.

Seria o fim da modinha do paywall?

San Francisco Chronicle e Dallas Morning News vão remover seus paywalls – no caso do primeiro, erguido há menos de quatro meses. Estaria acabando a modinha da cobrança por conteúdo generalista na internet?

Talvez não, pondera Paul Gillin. O fracasso dessas experiências revelaria, no mínimo, que o modelo de paywall não serve para todos os veículos.

Nunca é demais lembrar que a prática é uma simplificação da monetização por conteúdo premium, quando uma pequena parcela da audiência é convidada a pagar por conteúdos eseciais. No paywall, todo mundo é solicitado a meter a mão no bolso, o que pode não se revelar uma boa estratégia.

O noticiário da filantropia

Juro que eu não sabia da existência do Chronicle of Philantropy, um produto que trata jornalísticamente sobre o tema os EUA.

Isso sim é que é nicho…

A caminho do digital total

Meu professor José Luis Orihuela menciona o conceito do jornalismo pós-digital, defendendo que 20 anos após a chegada dos jornais à web, agora todos os fluxos são digitais. Isso ainda não é exatamente real, mas estamos a caminho.

Vivemos num mundo em que a plataforma pouco importa (conteúdo em papel e ondas de rádio e TV pode ser consumido num único lugar), e a ideia do digital total” parece ir nesse sentido.

Rótulos, porém, estão aí para serem desmascarados pelos acontecimentos.