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Infância roubada

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Uma série de fotos que mostra como a infância se adapta (ou não) a um campo de refugiados.

A vida no circo em 1949

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É muito provável que hoje existam crianças que não sabem o que é o circo. Eu mesmo jamais fui a um.

Em 1949, porém, tratava-se da principal atração destinada ao público infantil. E esse ensaio da revista Life mostra de forma maravilhosa esse esplendor.

Entre as mudanças culturais, uma se destaca: hoje nem sequer é permitido aos poucos circos que restam ter animais como elefante e girafa.

O mundo ficou mais chato.

A rede social da rua

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Numa era em que se banalizou o ato de fotografar, chega a ser emocionante a iniciativa de Tatiana Altberg (o projeto Mão na Lata, que pôs jovens da comunidade da Maré, no Rio, a registrar seu cotidiano com um equipamento pra lá de rudimentar).

Como fotografar pessoas

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Gostei dessas dicas do documentarista Russ Taylor sobre a arte de registrar pessoas.

Se há algo que a popularização da fotografia destruiu, desgraçadamente, foi o conceito da candid photo, da imagem não-posada. Hoje as redes sociais estão forradas de instantâneos não espontâneos, o que é um saco – e um tiro no pé, fuja disso.

Histórias de fotógrafos

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O Chicago Sun-Times demitiu toda sua editoria de fotografia, mas existe um belo registro das imagens registradas por esses profissionais em 60 anos de história do jornal.

A história da Magnum

Mais uma dica do sempre ligado Gerardo Albarrán: um documentário que mostra a trajetória da mitológica agência Magnum, fundada em 1947 por gente como Henri Cartier-Bresson. A não perder.

Um dia sem fotografia

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Para marcar o dia de abertura do Salão de Fotografia de Paris, o jornal francês Libération ousou de novo: foi às bancas sem nenhuma foto para, em suas palavras, para ressaltar seu “valor e energia“.

É uma velha briga minha: a fotografia, evidente, é gênero autônomo de informação. O problema é que os editores (com as exceções de praxe) a usam meramente como ilustração e tapa-buraco. Aí fica difícil reconhecer sua importância jornalística.

O “Libé”, nunca é demais lembrar, é um jornal pra lá de revolucionário: fundado em 1973 por gente como Jean-Paul Sartre, andou sempre na contramão e na oposição. Nesta segunda, por sinal, um homem entrou na sede do jornal e abriu fogo, deixando um ferido.

China: a história em imagens

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Na China, ainda hoje o trabalho jornalístico segue regras rígidas e impostas pelo governo. Imagine na Revolução Cultural (1966-1976), período em que Mao Tse-tung tentou riscar do mapa qualquer arremedo capitalista no país a custa de perseguição política e muitas mortes.

O fotógrafo Li Zhensheng olhava (e clicava) para onde era proibido, e assim construiu um acervo de imagens surpreendentes sobre aquele período tão sombrio quanto único.

Sua coleção de negativos é história pura. E ele próprio, um ótimo contador de histórias.

Os mestres do photoshop (sem photoshop)

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A manipulação na fotografia muito antes do Photoshop. É esse o tema de uma exposição que a National Gallery of Art, em Washington, exibe até 5 de maio.

O assunto é uma realidade tanto no jornalismo quanto na publicidade.

 

Imperícia jornalística alimenta corporativismo

Uma “reportagem” da revista feminina popular Viva Mais está provocando algum barulho em redes sociais por esses dias.

Em resumo, o texto incentiva as leitoras a se transformarem em fotógrafas “em um dia”, amealhando um salário inicial que pode chegar a R$ 4 mil.

Uma fonte mencionada na matéria foi à web para manifestar seu repúdio à forma como suas informações foram utilizadas pela revista. Bravo.

Porém, erra a mão ao acusar “desrespeito aos fotógrafos”, em vez de simplesmente provar (e ele prova, publicando a íntegra da troca de mensagens com o autor do texto) uma sacrossanta imperícia jornalística.

Qualquer coisa além disso é mero corporativismo. As pessoas nãoprecisam da Viva Mais para decidir fotografar – aliás, se é que você não reparou ainda, há montes de gente por aí registrando seu cotidiano, profissional ou amadorísticamente.

Agora só faltava acharmos que, para fotografar, é preciso pertencer a uma classe especial de pessoas. Bobagem.

O texto da revista é apenas mais uma lápide para o jornalismo. Fiquemos por aí.