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Inspirador do Pasquim será digitalizado

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O jornal que inspirou o Pasquim vai ter a memória preservada. A Biblioteca Central da UFMG já está digitalizando a doação da coleção completa da publicação, que nos 50 e 60 ironizou os costumes e a política mineira e nacional.

Um personagem se destaca nessa história: Terezinha, a irmã de um dos fundadores, que foi espirituosa o suficiente para resgatar da redação, no dia do golpe de 1964, a coleção de exemplares – que provavelmente seriam destruídos pelos militares.

O acervo deverá ser disponibilizado on-line em breve.

A vida no circo em 1949

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É muito provável que hoje existam crianças que não sabem o que é o circo. Eu mesmo jamais fui a um.

Em 1949, porém, tratava-se da principal atração destinada ao público infantil. E esse ensaio da revista Life mostra de forma maravilhosa esse esplendor.

Entre as mudanças culturais, uma se destaca: hoje nem sequer é permitido aos poucos circos que restam ter animais como elefante e girafa.

O mundo ficou mais chato.

China: a história em imagens

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Na China, ainda hoje o trabalho jornalístico segue regras rígidas e impostas pelo governo. Imagine na Revolução Cultural (1966-1976), período em que Mao Tse-tung tentou riscar do mapa qualquer arremedo capitalista no país a custa de perseguição política e muitas mortes.

O fotógrafo Li Zhensheng olhava (e clicava) para onde era proibido, e assim construiu um acervo de imagens surpreendentes sobre aquele período tão sombrio quanto único.

Sua coleção de negativos é história pura. E ele próprio, um ótimo contador de histórias.

O Globo está todo na rede

Não posso deixar de mencionar que todo o arquivo do jornal O Globo, um dos mais importantes do país, agora está à disposição de todos nós graças à digitalização do acervo.

Viva!

As antológicas entrevistas da The Paris Review

Fundada em 1953, a revista literária The Paris Review ganhou uma antologia agora traduzida para o português.

Trata-se de entrevistas célebres da publicação, que desde sua criação sempre deu mais espaço aos autores do que aos críticos.

Além da qualidade dos entrevistados, nem é preciso dizer que os textos (e os diálogos) são primorosos.

Quem dispensar o trabalho de mediação do curador que organizou o livro pode ir direto ao acervo da revista, aberto na internet.

Folha de S.Paulo disponibiliza arquivo desde 1921

São 1,8 milhão de páginas: o acervo digitalizado da Folha de S.Paulo.

Muito a ver.

Em 1933…


…até Lampião, no sertão nordestino, lia jornal impresso.

(fotografia sensacional do acervo do jornal O Globo)

Um passeio pelo acervo do JB


Já foram digitalizadas pelo Google (e há algum tempo) quase todas as edições do saudoso Jornal do Brasil.

Entre elas uma das mais célebres, a de 14 de dezembro de 1968, que anunciava o AI-5, decreto que endureceu a ditadura militar e, consequentemente, diminuiu as liberdades civis (fora o “recesso” forçado do Congresso).

A previsão do tempo (que você vê acima) é talvez a peça mais clássica da capa da edição, que tem ainda uma série de fotos non-sense com legendas sensacionais (como a de Garrincha na semifinal da Copa de 1962 sob o título “A hora dramática”.

A não perder.

(a dica é de outra viúva do Jota, o repórter Bernardo Mello Franco).

Arquivo público põe na rede jornais raros de São Paulo

Uma grande notícia: o Arquivo Público do Estado de São Paulo colocou na web grande parte de seu acervo de jornais e revistas que circularam por aqui e que ajudaram a construir a história da imprensa no Brasil.

O acervo digitalizado tem exemplares raros de Correio Paulistano (1867), Diário de Santos (1907), La Barricata (1913), A Lanterna (1914), Acção (1936) e, como não citar, uma coleção bastante interessante da Última Hora, criada em 1951 por Samuel Wainer e que circularia até 1971. Isso sem contar uma série de revistas.

Vale a pena fazer essa viagem.