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A caminho do digital total

Meu professor José Luis Orihuela menciona o conceito do jornalismo pós-digital, defendendo que 20 anos após a chegada dos jornais à web, agora todos os fluxos são digitais. Isso ainda não é exatamente real, mas estamos a caminho.

Vivemos num mundo em que a plataforma pouco importa (conteúdo em papel e ondas de rádio e TV pode ser consumido num único lugar), e a ideia do digital total” parece ir nesse sentido.

Rótulos, porém, estão aí para serem desmascarados pelos acontecimentos.

Pouca notícia no encarte publicitário

Manifestação de leitor publicada pela Folha de S.Paulo ontem suscita dois pensamentos: 1) a mídia impressa e sua credibilidade ainda são um porto seguro para a publicidade; 2) a correlação entre conteúdo editorial e publicitário não tem sido respeitado pelos veículos.

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Gostaria de agradecer à Folha por trocar minha assinatura de um jornal por um grande informe publicitário com algumas poucas notícias no meio. O primeiro caderno de 25/5 tinha 24 páginas, sendo 17 de publicidade, sem contar a sobrecapa. “Cotidiano” tinha aproximadamente 70% do espaço com publicidade. Em “Mercado 1”, havia cinco páginas com publicidade num total de oito páginas. Isso sem contar os cadernos de publicidade propriamente ditos. De fato, é bom saber que eu pago mensalmente para receber publicidade.
Silvio Oksman, arquiteto (São Paulo, SP)

A moda do paywall

O paywall será o grande personagem do jornalismo em outras plataformas (que não a impressa) em 2013. Até o Politico, projeto pioneiro sem fins lucrativos nos EUA, vai testar o modelo.

Ressuscitado num movimento exponencial de jornalões como The New York Times e Folha de S.Paulo, a cobrança por conteúdo web e móvel tem dado sinais auspiciosos de que seus críticos (entre os quais me incluo com orgulho) provavelmente se equivocaram.

Paul Gillin discorre mais sobre o tema num texto obrigatório para quem tenta entender a mudança do ecossistema informativo.

Um jeito novo de ver TV

Se pensarmos a TV como um dispositivo, sim, ela está fadada a acabar.

Se pensarmos a TV como uma entrega de conteúdo unidirecional e cronológica, também.

Se pensarmos a TV como produto (que é como deve ser), as novas possibilidades tecnológicas de acesso e personalização vão reforçar o caráter desse meio como o mais poderoso de todos os tempos.

Nova lei no Reino Unido permitirá a ‘adoção’ de conteúdo on-line

A partir de agora, qualquer pessoa no Reino Unido pode se apropriar de conteúdo disponibilizado na internet que não esteja devidamente identificado de acordo com lei aprovada na semana passada.

A maior polêmica diz respeito aos “trabalhos órfãos”, conteúdo sem identificação do autor, que poderá ser “adotado” por qualquer um. Vem polêmica por aí…

 

 

O triunfo do smartphone

A previsão de que os smartphones iriam dominar o mundo até 2015 se concretizou bem antes disso. Só no Brasil, a venda desse tipo de aparelho cresceu 78% em 2012, um recado claro de tendência de produção de conteúdo.

Na comparação com o uso de PCs, o domínio é ainda mais devastador.

Se havia alguma alguma dúvida de para onde o jornalismo vai caminhar, esses dados escancaram a necessidade de se rever os planejamentos editoriais e, definitivamente, investir no mobile. Pensar em multimídia apenas em produção para websites, por mais incrível que pareça, é muito pouco.

E pensar que, em 1973, tudo começou com um aparelho que deveria ser “apenas” um telefone móvel…

Novas narrativas jornalísticas

Meu mestre Jose Luis Orihuela reuniu uma coleção respeitável de conteúdo documental com o conceito de novas narrativas jornalísticas. Vale a pena checar um por um e, quem sabe, se inspirar a fazer algo diferente.

O presente é ‘esperto’

O presente é móvel, e mais, em dispositivos “inteligentes” e que permitem maior consumo de conteúdo.

Entre janeiro e agosto, a venda de smartphones no Brasil cresceu 55%, ao mesmo tempo em que o bom e velho “celuca”, aquele de tela minúscula e que só faz receber e permitir chamadas telefônicas, encalhou nas prateleiras com uma queda de 7%.

É justamente esse movimento, das pessoas adquirindo a interface adequada, que vai revolucionar no país o conteúdo digital. É cada vez mais para essas plataformas que estaremos trabalhando, no caso do jornalismo.

Como cobrar por seu trabalho na internet

Em 1998, Michel Lent já falava sobre essa dúvida existencial que persiste até hoje. E o texto está incrivelmente moderno.

Dicas para verificar a autenticidade de conteúdo publicado em mídia social

O Poynter (o centro de estudos de jornalismo que tem um jornal) fez uma compilação, a cargo de Craig Silverman, sobre verificação de conteúdo em redes sociais – principal matéria-prima do jornalismo cidadão.

São ao todo oito links com procedimentos de grandes empresas de comunicação (como BBC e CNN) e ouras dicas valiosas. Divirta-se.