A comunicação na favela, do alto-falante às redes sociais

Cultura digital_02

Com edição de Raquel Paiva, a revista Viva Favela de dezembro aborda a comunicação nas comunidades, com ênfase na Maré, na Rocinha e no Alemão, refazendo uma trajetória comunicativa que vai do serviço de rádio comunitária em alto-falantes ao poder e alcance das redes sociais. Ótima leitura.

A internet sitiada

O fim do serviço Google News é apenas o primeiro efeito colateral da legislação que a partir de 1º de janeiro muda muita coisa na internet da Espanha.

A Lei de Propriedade Intelectual estabelece, além da obrigatoriedade de agregadores remunerarem produtores de conteúdo (o motivo da saída de cena do serviço noticioso do Google), a criação de uma superpoderosa comissão que deliberará sobre o fechamento de sites e retirada do ar de links.

Medieval – e aparentemente até o patronato dos jornais achou exagerado.

Inspirador do Pasquim será digitalizado

binomio
O jornal que inspirou o Pasquim vai ter a memória preservada. A Biblioteca Central da UFMG já está digitalizando a doação da coleção completa da publicação, que nos 50 e 60 ironizou os costumes e a política mineira e nacional.

Um personagem se destaca nessa história: Terezinha, a irmã de um dos fundadores, que foi espirituosa o suficiente para resgatar da redação, no dia do golpe de 1964, a coleção de exemplares – que provavelmente seriam destruídos pelos militares.

O acervo deverá ser disponibilizado on-line em breve.

O plágio na infografia

plagiarism

O famigerado control c + control v, tão mencionado quando falamos de textos na internet é tão (ou mais) popular na infografia. Meu mestre Alberto Cairo tem falado constantemente sobre o assunto.

Inspiração não tem nada a ver com cópia.

Narcoestado mexicano

A britânica Sky mergulhou na tragédia da guerra do narcotráfico no México e traz um dado impressionante numa série de reportagens: estima-se em 27 mil o número de desaparecidos no país em ações vinculadas à violência dos cartéis da droga.

Sabe de nada, inocente

Se eu tivesse de apontar uma única novidade em comunicação política na eleição que passou, seria o vídeo acima, apresentado pela campanha do peemedebista Paulo Skaf. Limito-me aqui à essência da inovação na linguagem (apesar de que há muito a melhorar, como limpar o excesso de texto, por exemplo).

Evidente que a mensagem política nesse caso foi desastrosa – e provocou a ira do PMDB contra Skaf, em parte explicando seu naufrágio no pleito. Mas foi um sinalm, em meio a tanta coisa “old school”, de que é possível fazer diferente.

A ofensiva do rádio

Um levantamento da Associação Brasileira de Rádio e TV (Abert) aponta que 99% dos smartphones considerados “econômicos” (entre R$ 300 e R$ 700) já saem de fábrica com a função rádio FM acoplada.

Para tentar sensibilizar os fabricantes dos produtos mais caros (os quais, segundo a entidade, só 62% dispõem da opção), a Abert está lançando a campanha “Smart é ter rádio de graça no celular”.

É um passo interessante na direção certa, a da associação entre mídia e plataforma – o famoso “ir onde o povo está”.

A relação entre jornalismo e RP

Na era da convergência dos campos da comunicação, estudo do Instituto Reuters joga alguma luz na relação entre jornalismo e RP – concluindo que o jornalismo depende cada vez mais do trabalho de RP, que depende (por causa dos novos canais oferecidos pela tecnologia) cada vez menos do jornalismo.

Jornalismo sem jornalistas

O polêmico Jorge Lanata, um Michael Moore do jornalismo, conduziu há dias um bom programa sobre o ofício na era dos governos “progressistas”. Ele é o titular do programa de TV que, além de pedra nos sapatos da presidenta Cristina, já bateu em audiência até clássicos de futebol (programados para o mesmo horário por ordem de… Cristina).

“Só percebemos o que é a liberdade de expressão quando a perdemos”, diz Lanata.

O assunto, claro, é a Ley de Medios, o “controle social da mídia” que nossos vizinhos põem em marcha. E que admitimos debater no Brasil.

A partir de uma declaração da presidenta numa videoconferência que marcou a incorporação de um canal de TV russo (!!!) à grade da TV argentina, o programa discute o “jornalismo sem jornalistas”.

Daí aparece uma atriz representando a mandatária e põe tudo a perder. Como fica a discussão e a apuração jornalística ao lado dessa pantomima?

Livro sobre webjornalismo

livro_canavilhasAlguns dos pesquisadores mais interessantes na área do webjornalismo estão reunidos no livro “Webjornalismo: 7 caraterísticas que marcam a diferença”, disponível gratuitamente na rede.

Nomes como João Canavilhas, Paul Bradshaw e Ramón Salaverría, entre outros, acrescentam ingredientes a essa eterna discussão sobre as peculiaridades do meio e sete características que o constituem.