Volto já

Hoje é dia de um compromisso inadiável. Amanhã estaremos aí.

Eles não desistem

Nesta semana mais uma vez há a expectativa da apreciação no Senado, pela segunda vez, de uma PEC (proposta de emenda constitucional) que restitui a exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.

Que preguiça…

A vida começa aos US$ 38,23

Depois do buzz, as ações do Facebook – partindo de US$ 38,23 – voltam a ser negociadas no mercado nesta segunda. Vida que segue.

Seu criador, Mark Zuckerberg, levou tão a sério a abertura de capital de sua criatura que se casou – afinal de contas, agora é um homem sério.

A empresa de US$ 105 bilhões tem novos parceiros, os acionistas. E terá de deixar de ser uma caixa-preta – condição, aliás, indispensável para quem capitaliza ações nos Estados Unidos.

Não compartilho o gostinho de fracasso que IPO do maior site de rede social deixou na sexta-feira. Pelo contrário, preocupava-me muito mais o valor estabelecido como preço inicial da ação (aliás onerado em US$ 3, subindo a US$ 38, quase na véspera do começo dos negócios).

A sombra da bolha existe, mas foi o próprio mercado quem tratou de dar uma pitada de realidade à coisa toda: diante de um papel supervalorizado, nada como uma ducha de água fria.

Veremos, de hoje em diante, qual é exatamente a estratégia.

ATUALIZAÇÃO: O texto acima foi publicado por volta de 1h da madrugada desta segunda. Acompanhe em tempo real a negociação das ações do Facebook – que chegaram a cair 15%.

58 exemplos do uso de dados no jornalismo

Se você gosta de dados e procura o tempo todo saber o que eles podem fazer pelo jornalismo, vale a pena dar uma olhada na lista dos 58 indicados ao Datajournalism Awards 2012, cujo resultado final será anunciado no dia 31.

Bom domingo!

A desimportância das homepages, revisitada

Um novo levantamento nos Estados Unidos traz a última quantificação sobre a (ir)relevância das home pages para alavancar a audiência de fatos noticiosos.

Na média, 75% dos acessos ocorrem de fontes externas e, portanto, apenas 25% dizem respeito a notícias que o usuário viu na página principal e teve interesse em clicar.

Partindo desse ponto, a Associação Mundial de Jornais comenta o barulho provocado pela capa da última edição impressa da revista Time e diz que, entre as revistas, a primeira página ainda é a rainha.

Jack Lail fala sobre o assunto (o hábito das primeiras páginas) num post bastante recente.

A era do ‘datatainment’

Com base em informações reais, a MTV americana colocará em breve no ar seu newsgame relativo às eleições presidenciais.

O jogo usa dados dos sites Politifact, RealClearPolitics, GetGlue e Foursquare para, com base no dia a dia das candidaturas democrata e republicana, fazer os usuários ganharem ou perderem pontos. Funciona mais ou menos como os fantasy games tão difundidos por ligas esportivas.

É uma vertente agora apelidada de “Datatainment“, ou seja, uma mistura de dados e entretenimento com uma boa pitada de jornalismo.

Acomodação nas redes sociais

Será que, após tanto barulho, as coisas finalmente estão se acomodando nos sites de rede social, bombados por uma falsa percepção de que o mundo todo está ali falando sobre os assuntos que realmente importam?

Estagnado, o Twitter não representa mais o drive de audiência de outrora e, agora, a General Motors – um dos maiores anunciantes do mundo – avisa que deixará de promover seus produtos pagando ao Facebook porque essas ações simplesmente não ajudam a vender carros de verdade.

Um estudo quantifica o tamanho da encrenca: só 3% dos usuários da rede clicam em banners publicitários.

É o momento de se discutir o velho mantra de que essas ferramentas servem, para as marcas, como instrumentos de relacionamento – e a longo prazo, coisa que a urgência por cliques ou o ROI (retorno do investimento) publicitário, positivamente, não estão a fim de esperar.

Projetos inovadores em jornalismo

A Facultat de Periodisme Universitat Pompeu Fabra, em Barcelona (devo dizer na Espanha ou na Catalunha?) exibe nesta quarta quatro projetos em jornalismo considerados inovadores.

Se servir de inspiração, dá uma olhada.

O sucesso da autorregulamentação da mídia na Escandinávia

Num país em que se pretende utilizar a regulamentação da mídia como clara forma de censura (o tal “controle social” nada mais é do que garantir que a agenda do governo seja contemplada pelos meios de comunicação), é até ridículo tratar do case de sucesso da Escandinávia, onde a autorregulamentação, bem-feita, venceu.

É o que mostra interessante raio-x do Columbia Journalism Review sobre os conselhos expressos de mídia, modelo existente em Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia.

Lá, as reclamações do público são deliberadas de forma expressa por grupos independentes cujas decisões são, via de regra, acatadas de imediato.

A nação Instagram

Vendido ao Facebook por US$ 1 bilhão (mas, principalmente, acessível aos usuários de Android), o Instagram definitivamente entrou na moda. O infográfico abaixo disseca o fenômeno.