Ferramentas para storytelling

Uma coleção de ferramentas para storytelling – uma especialidade jornalística que o mundo da comunicação abraçou.

Uma luz para a publicidade on-line

Uma nova métrica destinada a apurar a exposição de usuários da web à publicidade pode dar novos argumentos para a cobrança desse tipo de espaço.

A principal descoberta da Chartbeat parece mesmo ser a maior eficácia dos anúncios que aparecem no meio dos conteúdos, em detrimento do bom, velho e mais valorizado banner do topo de página – que, descobriu-se agora, é menos visto porque o usuário faz rapidamente o scroll em busca do conteúdo que efetivamente interessa.

De toda forma, essa sistemática pode permitir que os webpublishers, a exemplo do que faz a TV, passem a cobrar a publicidade on-line por tempo de exibição, não por espaço ocupado. Seria uma mudança e tanto.

O futuro da internet

Uma coleção de links e livros que analisam de onde viemos e para onde vamos.

Capa colaborativa

Tapa-Página-12

A brilhante capa do jornal argentino Pagina 12 sobre a morte do ditador Jorge Videla nasceu, na verdade, no Twitter – a redação foi ao autor buscar autorização para a reprodução.

Demissões e qualidade devastada: um retrato do jornalismo

Por que as pessoas deixam de consumir conteúdo informativo dos produtos nos quais costumavam se informar?

O Pew fez essa pergunta nos EUA e chegou à conclusão de que um terço dos americanos abandona seu ex-veículo predileto porque ele se tornou incapaz de provê-lo com notícias e informação no mesmo nível que antes.

Sinal óbvio de que a desidratação, especialmente no jornalismo hardnews, é devastadora do ponto de vista da qualidade.

Um jeito novo de ver TV

Se pensarmos a TV como um dispositivo, sim, ela está fadada a acabar.

Se pensarmos a TV como uma entrega de conteúdo unidirecional e cronológica, também.

Se pensarmos a TV como produto (que é como deve ser), as novas possibilidades tecnológicas de acesso e personalização vão reforçar o caráter desse meio como o mais poderoso de todos os tempos.

As coisas que o Google não sabe

“O Google sabe tudo”.

Não, não sabe. A ponto de seu projetista-chefe de buscas, John Wiley, revelar que todos os dias pelo menos 500 milhões de coisas que o algoritmo não estava pronto para buscar são demandadas pelos usuários.

A colaboração segundo Jay Rosen

Jay Rosen, professor da Universidade de Nova York, é um dos primeiros caras a terem se tocado sobre o poder da mídia das pessoas – o avanço tecnológico dando às pessoas as mesmas condições que os jornalistas têm.

Ele relembra essa trajetória (com links preciosos) desde 1999 numa conversa que teve com o povo da Quartz, que vem transitando bem nesse novo ambiente da mídia.

Jornalistas-espiões também nos deixam nus

A descoberta de que jornalistas da Bloomberg espionavam os clientes de terminais de dados (responsáveis por 85% do faturamento da empresa) em busca de pistas de negócios é grave, ainda mais em se tratando da companhia cujo manual de estilo é considerado a Bíblia da ética jornalística.

No entanto, trata-se da ponta do iceberg do uso de dados (os meus, os seus, os nossos) pelo mundo corporativo.

Coisas muito sérias estão acontecendo e, ao virem à tona, talvez possam minimizar o ímpeto com que somos desnudados todos os dias ao acessar a rede.

O jornalismo fora da redação

A redação não é mais o habitat do jornalista. Um dado que corrobora essa impressionante realidade é a demissão, só em 2013 e só em São Paulo e Rio de Janeiro, de 300 jornalistas.

Outro dia mesmo comentei sobre a valorização que ofícios como marketing e publicidade estão dispostos a nos oferecer.

Ambientes corporativos estão interessadíssimos no nosso trabalho, como Jeremy Porter explora muito bem em artigo no Journalistics.

Por sinal, hoje, na Folha de S.Paulo, o publicitário Nizan Guanaes dá uma pista definitiva para entendermos o que está acontecendo. “Não deixa de ser irônico para a propaganda. Na época da comunicação total, a verdade tornou-se a maior arma de persuasão em massa.”

Até prova em contrário, os especialistas em verdade somos os jornalistas.