Nova ferramenta para visualização de dados

Conheça o Guesstimate, ferramenta que auxilia na produção de estimativas estatísticas e é mais um recurso para quem trabalha com comunicação em dados.

O sindicato quer você

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Com o mote “quando você diz não ao sindicato, você diz sim à precarização do trabalho do jornalista”, a entidade paulista de classe iniciou uma nova campanha em busca de novos sócios – e, consequentemente, mais dinheiro em caixa (a taxa anual para se associar pode chegar a R$ 660).

O sindicato dos jornalistas quer você, mas e você, quer o sindicato?

 

O malfadado algoritmo

Talvez o tema sobre o qual sou mais acionado para discorrer seja o funcionamento do feed de “notícias” do Facebook – hoje um poderoso drive que, para muita gente, significa o único contato do virtual para o mundo exterior.

O problema é que esse mecanismo está envolto por uma grande caixa preta e, mais, passa por modificações por todo o tempo.

De toda forma, Will Oremus esteve em Menlo Park e explica com suas palavras o que ele entendeu sobre essa misteriosa máquina de fazer virais. O resultado é absolutamente técnico, ciência da computação pura. Por essa narrativa, no final das contas, o algoritmo serve muito mais para prever do que para decretar.

Feliz dia novo

Não acredito em Ano Novo, mas no dia a dia. Se a gente não mudar, não adianta o ano mudar – é só uma formalidade de calendário definida por alguém (um Papa, por sinal) séculos atrás.

De toda forma, tudo de bom pra você!

Barrigas

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Dirigido por Greg Barker, o documentário The Thread aborda como o registro pessoal do cotidiano – potencializado pela evolução dos dipositivos e da rede celular – e o acesso público a dados concorre (e às vezes supera em audiência e credibilidade) o conteúdo produzido pela mídia formal.

O paradigma aqui é o atentado da Maratona de Boston e o que aconteceu no Reddit, uma rede de fóruns baseados em tópicos criados pelos usuários. Naquele dia, curadores amadores e uma rede de nerds espalhada pelo planeta reuniu informações sobre o ataque e ainda ajudou na caçada aos suspeitos. Mas também teceu milhões de teorias furadas usando frames de pessoas com mochilas e falando a celulares – quase todas negros ou estrangeiros, claro.

O pior é que muitas dessas teses de araque foram reproduzidas pelo jornalismo formal, este também forrado de conjecturas, invasão de privacidade e erros factuais. Tem barriga para todos os gostos neste filme, na verdade.

Nota importante: no Reddit, o anonimato dos usuários é regra (exatamente como quando a web foi criada). Logo, estamos falando de uma curiosa cobertura jornalística absolutamente anônima e sem créditos.

Um momento hilário é o relato de como o BuzzFeed ficou sabendo do atentado. O produto também tem jornalismo e jornalistas, mas em escala tão insignificante que só se deu conta do tamanho do incidente após avisos de usuários. Queriam que o Buzz Feed cobrisse o atentado. E, de certa forma, esse momento acabou mudando a percepção do site sobre notícias.

15 dicas para menus de sites e aplicativos

Essas vêm direto do mestre da usabilidade, Jakon Nielsen.

O buraco negro do direito de resposta

Projeto de lei que versa sobre o direito de resposta sancionado nesta quarta (12/11) pela presidente Dilma Rousseff tem dois aspectos interessantes a se levar em consideração no que diz respeito à digitalização da informação.

Primeiro, explicita que não abarca comentários em sites, ou seja, deixa de fora um manancial importante de calúnia e difamação com a qual a mídia formal jamais soube lidar.

Mais importante, o projeto trata especificamente de “empresas jornalísticas”, o que exclui blogs e outras iniciativas pessoais – como perfis em redes sociais. Um buraco negro sem fim.

Mídia para quem precisa

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Insólita para os padrões brasileiros (onde a legislação eleitoral proíbe compra de mídia durante a chamada “campanha oficial”), na Argentina a propaganda eleitoral obedece ao padrão americano – o famoso “pagando tá bom”. Foi assim nesta quarta, durante a decisão da copa nacional entre Boca Juniors (afinal campeão) e Rosario Central.

Em meio a anúncios de doce de leite e serviços, surgiu em meio à partida a mensagem política de Daniel Scioli, candidato do kirchnerismo à eleição presidencial que será realizada no próximo dia 22. Uma mídia e tanto.

PSB faz propaganda política sem políticos

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É isso mesmo: uma propaganda política sem nenhuma fala ou mesmo aparição de político por dez longos minutos. Isso existe e foi ao ar na noite de quinta-feira (22/10) no espaço concedido “gratuitamente” (pagamos nós todos em renúncias fiscais dos veículos que têm sua probgramação sequestrada) pelo TSE todo santo semestre aos partidos políticos com representação no Congresso.

O PSB imaginou uma narrativa gráfica muito bem amarrada, pronta para ser remixada (vários de seus trechos valem pílulas na web e nas redes), embora ainda afetada – ainda que bem menos – pelo discurso de praxe nessas ocasiões.

Uma nova fronteira, arejou esse formato denso e quase imexível. Veja.

Prefeitura de SP diz que cidade é mal-humorada e que Curitiba faz ‘perfumaria virtual’ no Facebook

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ATUALIZAÇÃO: Num longo texto publicado nesta quinta (o ‘textão’, em internetês), Curitiba aborda o assunto com a leveza que lhe é peculiar

Interessante: provocada por um internauta, a Prefeitura de São Paulo expôs pela primeira vez o seu planejamento editorial para a presença da administração no Facebook.

À estudante Natália Horta, que perguntou publicamente na página se São Paulo não entraria na onda da “realidade despojada das redes sociais”, os social medias do prefeito Fernando Haddad foram nus e crus.

“A gente acredita que administração pública não é entretenimento (…), e colocar capivaras voando não ajuda a pessoas a ser mais cidadã ou participativa”, afirma a resposta, citando diretamente aquele que é um case de sucesso nas redes, a Prefeitura de Curitiba.

Tem mais: “A gente tem certeza que grande parte das pessoas que curtem a página de Curitiba não moram lá, portanto não se interessam se aqueles memes representam alguma mudança real no dia a dia delas ou se são apenas perfumaria virtual”.

E mais: “São Paulo é uma cidade um tanto mal-humorada e tem uma imprensa que não curte nada dessa gestão, portanto qualquer piada poderia virar uma polêmica gigantesca”.

Faz bastante sentido, especialmente a parte que toca sobre Curitiba (efetivamente a linguagem nerd utilizada não fala com o todo da população, nem mesmo com o todo que está na internet). Quanto à questão do entretenimento…

Ora, a internet tem uma linguagem específica e o controle é do público. Se o pressuposto é “essa linguagem da internet me dá nojinho”, o melhor a fazer seria retirar o time de campo e nem sequer ter ingressado na brincadeira. Ninguém é obrigado a ter perfis em redes sociais, muito menos marcas. As feridas podem ser sempre maiores se não há disposição ao diálogo – e isso a Prefeitura de São Paulo já havia demonstrado, no mesmo Facebook, ao promover interações agressivas, algumas até parentes do entretenimento (citando Madonna, por exemplo).

Vivendo e aprendendo, não é mesmo?