58 exemplos do uso de dados no jornalismo

Se você gosta de dados e procura o tempo todo saber o que eles podem fazer pelo jornalismo, vale a pena dar uma olhada na lista dos 58 indicados ao Datajournalism Awards 2012, cujo resultado final será anunciado no dia 31.

Bom domingo!

A desimportância das homepages, revisitada

Um novo levantamento nos Estados Unidos traz a última quantificação sobre a (ir)relevância das home pages para alavancar a audiência de fatos noticiosos.

Na média, 75% dos acessos ocorrem de fontes externas e, portanto, apenas 25% dizem respeito a notícias que o usuário viu na página principal e teve interesse em clicar.

Partindo desse ponto, a Associação Mundial de Jornais comenta o barulho provocado pela capa da última edição impressa da revista Time e diz que, entre as revistas, a primeira página ainda é a rainha.

Jack Lail fala sobre o assunto (o hábito das primeiras páginas) num post bastante recente.

A era do ‘datatainment’

Com base em informações reais, a MTV americana colocará em breve no ar seu newsgame relativo às eleições presidenciais.

O jogo usa dados dos sites Politifact, RealClearPolitics, GetGlue e Foursquare para, com base no dia a dia das candidaturas democrata e republicana, fazer os usuários ganharem ou perderem pontos. Funciona mais ou menos como os fantasy games tão difundidos por ligas esportivas.

É uma vertente agora apelidada de “Datatainment“, ou seja, uma mistura de dados e entretenimento com uma boa pitada de jornalismo.

Acomodação nas redes sociais

Será que, após tanto barulho, as coisas finalmente estão se acomodando nos sites de rede social, bombados por uma falsa percepção de que o mundo todo está ali falando sobre os assuntos que realmente importam?

Estagnado, o Twitter não representa mais o drive de audiência de outrora e, agora, a General Motors – um dos maiores anunciantes do mundo – avisa que deixará de promover seus produtos pagando ao Facebook porque essas ações simplesmente não ajudam a vender carros de verdade.

Um estudo quantifica o tamanho da encrenca: só 3% dos usuários da rede clicam em banners publicitários.

É o momento de se discutir o velho mantra de que essas ferramentas servem, para as marcas, como instrumentos de relacionamento – e a longo prazo, coisa que a urgência por cliques ou o ROI (retorno do investimento) publicitário, positivamente, não estão a fim de esperar.

Projetos inovadores em jornalismo

A Facultat de Periodisme Universitat Pompeu Fabra, em Barcelona (devo dizer na Espanha ou na Catalunha?) exibe nesta quarta quatro projetos em jornalismo considerados inovadores.

Se servir de inspiração, dá uma olhada.

O sucesso da autorregulamentação da mídia na Escandinávia

Num país em que se pretende utilizar a regulamentação da mídia como clara forma de censura (o tal “controle social” nada mais é do que garantir que a agenda do governo seja contemplada pelos meios de comunicação), é até ridículo tratar do case de sucesso da Escandinávia, onde a autorregulamentação, bem-feita, venceu.

É o que mostra interessante raio-x do Columbia Journalism Review sobre os conselhos expressos de mídia, modelo existente em Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia.

Lá, as reclamações do público são deliberadas de forma expressa por grupos independentes cujas decisões são, via de regra, acatadas de imediato.

A nação Instagram

Vendido ao Facebook por US$ 1 bilhão (mas, principalmente, acessível aos usuários de Android), o Instagram definitivamente entrou na moda. O infográfico abaixo disseca o fenômeno.

Para entender as mídias sociais

Não indiquei aqui, por omissão, o volume dois de “Para entender as mídias sociais”, organizado pela dupla colega (pesquisadora e jornalista) – e, mais importante, amiga – Ana Brambilla.

Faça o download agora!

Quem quer saber o que você está lendo?

Aplicativos que compartilham tudo o que você lê com seus amigos no Facebook, depois de uma expansão extraordinária, estão baixa.

E alguns jornais estão descobrindo isso amargamente, casos de Washington Post e The Guardian.

A verdade é que é muito inconveniente ficar o tempo todo dizendo o que se está fazendo.

Não sei quanto tempo ainda leva, mas esse culto ao eu e à superexposição, certamente, não são sustentáveis e estão com os dias contados.

Como se fazia linguiça em 1942

Documento histórico disponibilizado pelo British Council mostra, da reunião de pauta à impressão, como era o processo de confecção de um jornal impresso em 1942. O pior é que não mudou muita coisa desde então – e isso explica tudo.