Como os publicitários se veem?

Como fizemos isso com os jornalistas, cabe agora homenagear nossos colegas…

Aprendendo a jogar

Responsável pelas operações do Facebook na América Latina, Alexandre Hohagen dá um choque de realidade em gente que, a exemplo de Carlos Nascimento, ficou indignada com o buzz provocado por Luíza, a que estava no Canadá.

“A nova mídia na verdade não determina qual a profundidade ou quais temas interessam mais para a sociedade. Novas tecnologias e plataformas digitais permitem, sim, o acesso ubíquo a um número muito maior de assuntos. Se assuntos como o intercâmbio de Luíza se tornaram relevantes, é resultado do que a sociedade se interessa em ler e compartilhar”.

Nascimento (a quem respeito muito), na verdade, está zangado porque não é mais ele quem define o que seu público vai ver, comentar e passar adiante.

Nova classe média impulsiona venda de jornais no Brasil

Mais uma vez o bordão “é a nova classe média” serve de explicação, agora para o satisfatório resultado dos jornais impressos brasileiros, que em 2011 registraram um consumo 3,5% superior ao de 2012.

O detalhe aí é que foi a venda de jornais populares (os que custam menos de R$ 2) o que garantiu o fechamento (e num belíssimo azul, dadas as circunstâncias) positivo da mídia impressa.

Sabíamos, e faz tempo, que a ameaça ao jornalismo em papel (realidade na Europa e nos Estados Unidos) ainda está longe de acossar nações emergentes como a nossa.

Dados como os revelados agora mostram exatamente o ponto.

 

As marcas estão desvalorizando as redes sociais

Quanto vale um follower ou um like? Muito mas, em várias vezes, nada.

Excelente texto de Alexis Dormandy para o The Telegraph com uma conclusão: as marcas, com sua busca por uma única métrica (a quantidade de gente associada a suas páginas) estão desvalorizando as redes sociais.

Palmas para o Twitter

O Twitter fará seis anos em 2012 (foi criado em março de 2006), mas só explodiria mesmo um ano após lançado.

É por isso que e-book recém publicado na Colômbia festeja os cinco anos “da ferramenta que virou plataforma” e mudaria a maneira como nos relacionamos a rede.

A obra é de autoria de Bárbara Pavan, Elías Notario, Juan Jesús Velasco, Inti Acevedo, Miguel Jorge, Carlos Rebato, Eduardo Arcos e Marilín Gonzalo, que organizou a publicação.

De toda forma, o momento do Twitter agora é de reflexão: todo mundo já descobriu que ele infla demais seu sucesso (os alegados 100 milhões de usuários seriam muito, muito menos) e que precisa verdadeiramente de uma novidade para sair da estagnação.

É o desafio de 2012.

Vada a bordo, cazzo

Meios on-line não podem ignorar o que se passa na internet e afins (leia-se aplicativos móveis). É seu habitat.

Por mais que eu ache que estamos cedendo fácil demais à webceleb da vez, é uma obrigação de quem cobre o mundo pendurado num aplicativo ou na rede explicar aos frequentadores de seus ambientes o que se passa ao redor.

O episódio Luíza dá outro indício de que inevitavelmente nos colocamos em nossa nova (ainda?) posição: somos reféns de quem, por séculos, foi escravizado por nós.

O controle não é da mídia, é do consumidor.

A ponto de mestre Carlos Nascimento, que entende do riscado, esbravejar.

Não definimos mais o que nosso público acha relevante. Ao contrário, temos de nos dobrar às irrelevâncias (em nossa visão) que o público nos força a discorrer.

Vada a bordo, cazzo.

Jornalistas sem edição

Parece que o romance “Os Imperfeccionistas”, do ex-jornalista Tom Rachman, retrata como nunca as agruras desta profissão amada.

Ao menos é que descreve meu amigo Fabio Victor em resenha publicada ontem pela Folha de S.Paulo.

Só jornalistas conseguem reproduzir esse hospício diário com fidelidade.

Qual é a do jornalismo infantil?

Até que ponto é eficiente a sistemática de alguns jornais impressos de manter cadernos infantis?

Algumas respostas são imediatas: se a ideia é (como já foi, em outros tempos) tentar cultivar um futuro leitor, neste caso nativo digital, o propósito tem tudo para ser um rotundo fracasso. Ler jornal não necessariamente amestra as pessoas para ler jornal – consumir um produto útil sim.

Por outro lado, do ponto de vista comercial, a criança é hoje um consumidor em potencial, com forte poder de decisão sobre as compras de seus pais.

Logo, faz todo sentido falar comercialmente com essa galerinha – e garantir a sobrevivência do produto jornal impresso em sua versão mais compreensível, para o público adulto.

Prefeito fica rico, e jornalistas são ameaçados no interior de SP

Jornalistas que cobrem o escândalo administrativo em Limeira (próspera cidade do interior de São Paulo) estão recebendo ameaças via internet por e-mails remetidos de servidores que ficam no exterior.

Limeira é a terra do prefeito Silvio Félix (PDT) , afastado do cargo sob a acusação de enriquecimento ilícito.

Já há uma investigação em curso, mas é bom ficarmos bem atentos a essa situação, insuportável sob quaisquer pontos de vista.

Jornalismo sem fins lucrativos dá sinais de vigor nos EUA

Jornalismo sem fins lucrativos e financiado pelo público são expressões que há algum tempo não figuram aqui no Webmanario.

Pois agora chega a notícia de que o Texas Tribune já levantou US$ 11 milhões (com seu público e entidades) desde o começo de 2010 para manter no ar a operação on-line.

O projeto esperava atingir esse objetivo apenas em 2013. “É um modelo sustentável”, diz o editor, Evan Smith.

O site está prestes a sair do vermelho, e esta é realmente a maior notícia.