AP faz mudanças em manual de redação

A Associated Press (AP) anunciou algumas mudanças sutis em seu Manual de Redação.

Algumas estão relacionadas ao politicamente correto, mas houve reformas polêmicas (como a que trata de suicídio e a que considera o termo ‘Obamacare’ pejorativo).

Ah, os manuais de redação…

E o jornalismo, heim?

Polêmica à vista: o crítico de mídia Jack Shafer afirmou, numa entrevista recente, que o jornalismo nunca foi tão acurado. Seu ponto: nunca foi tão fácil checar uma informação em tempos de bancos de dados fartos e acessíveis a um clique.

A sensação, porém, é que há mais erros. Mas isso, convenhamos, acontece porque confirmar as notícias também se tornou uma tarefa quase universal.

É o cão correndo atrás do rabo?

Mamilos são polêmicos

mamilos_podcast

Aconteceu: estreei no Brainstorm9, aquele coletivo bacanudo que discute coisas legais (e nem tão legais) da vida e da comunicação e que há milênios eu referencio aqui.

A culpa foi da Cris Bartis (que nas horas vagas é diretora de criação, mas na verdade ganha a vida cozinhando) e da Juliana Wallauer (cujo disfarce de torcedora do Grêmio é só fachada pra figura quejá fez você chacoalhar o esqueleto num festival memorável).

Elas comandam o solerte Mamilos Podcast e cometeram o erro de me chamar pra falar de reforma política. Ainda bem que Luiz Yassuda estava lá pra botar ordem na casa.

Adorei o papo, divirta-se.

E o iTunes de notícias avança

Lembram que em novembro eu caçoei do Blendle, o “iTunes de notícias” holandês?

Pois agora o trio NYT, Washington Post e The Wall Street Journal aderiu ao projeto, vendendo reportagens a 20 centavos de dólar – o NYT, inclusive, é investidor do projeto.

Continuamos de olho.

Design também é comunicação

coca

Quando um ícone como a garrafa de Coca-Cola completa 100 anos, é evidente que a festa será grande. É um dos poucos exemplos de comunicação a partir do próprio design – o que é uma arte.

Nos festejos, 15 comerciais para marcar a data. Veja!

O governo como plataforma

Um governo como plataforma – única e centrada nas necessidades do usuário.

É essa a proposta do Reino Unido, cujo projeto Gov.uk está evoluindo a passos largos e olhos vistos baseado num grande banco de dados unificado e design minimalista que basicamente funciona por meio de busca.

É um exemplo simples e prático do que significa serviço digital.

Pós-atos

Vendo “Entreatos”, documentário dirigido por João Moreira Salles sobre a campanha de 2002 (mas lançado apenas em 2004), é impossível não imaginar como as coisas foram um dia – e tudo o que aconteceria depois.

YouTube, 10

Passou batido: nesta semana o YouTube fez 10 anos e é impossível pensar em vídeo on-demand sem lembrar dessa plataforma tão simples quanto revolucionária. Mais ainda de seu primeiro vídeo, publicado em 23 de abril de 2005 em meros 19s e a singeleza de uma paisagem num zoológico postada por Jawed Karim, um dos fundadores da rede social.

Mais do que uma mera plataforma, o YouTube transformaria de uma só tacada a TV e o jornalismo, proporcionando às pessoas a liberdade da programação on demand e, mais importante, a capacidade de produzir e divulgar conteudo em largo alcance. É uma contribuição inestimável para a comunicação.

Papel eterno

Para alguns, o papel jamais acabará. É o que mostra a série “Reis da Barganha“, exibida no Brasil pelo History Channel, que tem como protagonistas negociantes do Maine que precisam da “Bíblia” – ou melhor, do guia impresso semanal de anúncios Uncle Henry’s – para descolar bons negócios.

Apesar da tradição de passar de mão em mão, o guia está na web faz tempo (e tem até página no Facebook). Mas está longe de se diagladiar imaginando se o seu futuro será ou não em papel. Por enquanto, é também em papel – e por meio de um sofisticado sistema de assinaturas.

Havana Connection

http://player.mais.uol.com.br/embed_v2.swf?mediaId=15370196&ver=4

Vi e gostei: Havana Connection – referência e contraponto óbvios à conexão Manhattan que há anos está aí na TV fechada -, novo empreendimento de Leonardo Sakamoto na web.

O triste é ser TV, ignorando a liberdade da web – um dia saberemos fazer vídeo na web?

A mesa de bar não salva, mas o ritmo é ótimo.

Bem-vindo!