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Mamilos são polêmicos

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Aconteceu: estreei no Brainstorm9, aquele coletivo bacanudo que discute coisas legais (e nem tão legais) da vida e da comunicação e que há milênios eu referencio aqui.

A culpa foi da Cris Bartis (que nas horas vagas é diretora de criação, mas na verdade ganha a vida cozinhando) e da Juliana Wallauer (cujo disfarce de torcedora do Grêmio é só fachada pra figura quejá fez você chacoalhar o esqueleto num festival memorável).

Elas comandam o solerte Mamilos Podcast e cometeram o erro de me chamar pra falar de reforma política. Ainda bem que Luiz Yassuda estava lá pra botar ordem na casa.

Adorei o papo, divirta-se.

A economia dos aplicativos

A web ainda não acabou, como previu Chris Anderson, mas é inegável que a navegação está migrando – muito graças aos dispositivos móveis.

Meu amigo (todo corintiano é meu amigo) Carlos Merigo recebeu Cris Dias, Saulo Mileti, Alexandre Maron e Leonardo Dias para discutir a economia dos aplicativos.

A conversa, de cerca de uma hora e meia, é bastante interessante e com insights legais. Desmistifica, por exemplo, o grosso dos aplicativos que, na verdade, são apenas uma casca com uma releitura de html (ou seja, a boa e velha web).

Ah, uma bela dica de busca dada no podcast para se descobrir aplicativos novos e criativos “top dez aplicativos para…” ou “top ten apps”. Pergunte ao Google e seja feliz.

Hoje, dos dez aplicativos mais baixados, nove são jogos. Isso dá um indicativo claro de para onde está caminhando a plataforma que, quis a Wired, substituiria a web (sobre isso, aliás, Michel Lent fez uma boa apresentação recentemente).

Como sempre, calma lá.

A ressurreição da TV

Saiu o Global Media Habits versão 2010, um estudo coordenado por Greg Lindsay que a cada ano tem se mostrado mais útil para ajudar a compreender alguns fenômenos da tecnologia e da comunicação.

Por exemplo, a pesquisa mostra que o planeta está comprando aparelhos de TV como nunca e assistindo mais à programação que eles oferecem _a média mundial é de três horas e 12 minutos.

Ou seja: mesmo com a internet, estamos vendo mais TV, como comentei nesta semana em podcast na Folha (o áudio começa com um comentário sobre a estranha relação entre WikiLeaks e Twitter).

Ainda sugiro mais, mas faltam dados para atestar: que a web está ajudando decisivamente a TV a recuperar audiência e  prestígio.

Futebol, reality shows e novelas são os programas mais atraentes para os telespectadores, uma coincidência com a internet, onde estes assuntos capitaneiam o interesse do internauta.

Esse buzz se reflete nas redes sociais, lugar em que cada vez mais as pessoas falam do que estão vendo no sofá da sala.

A pesquisa aponta ainda a incrível expansão dos dispositivos móveis (no Brasil, 32% da população tem PC, enquanto 86% possui um celular).

O estudo completo custa US$ 249.

Mídia social para pequenos jornais, eis a questão

Uma inquietação entre colegas que trabalham em pequenas redações é como dar conta de tantas “obrigações” on-line, sobretudo as que dizem respeito a redes sociais.

É exatamente o tema da conversa entre Stephanie Romanski e Mark Coddington. Eles trabalham no Grand Island Independent, de Nebraska (EUA), jornal que possui cinco repórteres e quatro redatores. Árdua, portanto, a tarefa de manter a conversação em bom nível e frequência desejável.

Ela conta que sempre foi internauta de primeira hora. Então, é claro, isso a ajudou a elaborar estratégias para transformar o jornal, como notou Mark, numa pessoa, pelo menos nas redes sociais.

O Twitter concentra as atenções desses dois entusiastas da mídia social e, no bate-papo, que dura cerca de meia hora, eles falam sobre experiências (boas e ruins) que testaram num jornal bem pequeno _e que nem por isso deve deixar o barco do diálogo com a audiência passar.

Entender que pequenos jornais têm públicos específicos é a chave do processo. Ficar se lamentando sobre tamanho da equipe abre o caminho do fracasso.

“O valor da mídia social é bem maior que o dinheiro”, diz, com razão, Stephanie. Ali está um público que quer conversar, participar e que pode ser conquistado com medidas recíprocas. Pense nisso.