Política via teclado

A última edição da Wired (aquela revista maluca referência na Web e que em papel tem um design pra lá de arrojado, do tipo ame-o ou deixe-o) conta em detalhes uma história cujo moral você já imagina: turbinado pelo poder mobilizador das redes sociais, alguém fez alguma coisa acontecer.

O alguém em questão é o ativista político egípcio Ahmed Daher, 27, engenheiro civil de profissão. Milita partidariamente desde a vida off-line, sempre contra a Situação _o Egito é governado pelo mesmo mandatário, Hosni Mubarak, desde que Daher nasceu.

Ligado ao partido El-Ghad, o mais estruturado opositor do militar Mubarak, Daher utilizou o Facebook (rede social de quem volta e meia o Orkut, um de seus concorrentes menos expressivos, copia utilitários) para organizar um protesto pacífico no Cairo.

Em questão de dias, arregimentou mais de 70 mil pessoas para sua comunidade no site de relacionamento, foi perseguido, ameaçado e preso. A manifestação (e sua mensagem por democracia no país africano) foi um sucesso. O mensageiro, definitivamente, ajudou.

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