A vigília da morte dos jornais

Agora é a Advertisig Age que, na primeira reportagem de uma série especial, analisa a gradual perda de dinheiro, leitores e importância dos jornais impressos.

A análise se restringe aos Estados Unidos, seus 1.437 diários (desde 1940, 441 fecharam) e um cenário com gigantescas quedas de faturamento publicitário.

No Brasil, a realidade é outra: em boa parte por causa do aquecimento de lançamentos imobiliários, a receita dos jornais subiu (é por isso que aos sábados e domingos você recebe cadernos extras, como “Cotidiano 1” e “Cotidiano 2” ou “Internacional 1” e “Internacional 2”, forrados de anúncios: simplesmente não há páginas suficientes para abrigá-los).

A estrada rumo à irrelevância, porém, parece sem volta, tanto cá como lá.

“Quando um leitor offline morre, ele não é mais substituído”, diz Jeffrey Cole, do Center for the Digital Future da Universidade da Carolina do Sul, citado pela Ad Age.

Cole é mais um a se aventurar no perigoso terreno das previsões, como já fizeram o acadêmico Philip Meyer e até o Fórum Econômico Mundial. “Quanto tempo os jornais ainda resistirão? Uns 20 ou 25 anos”, decreta.

A matéria relata iniciativas interessantes de periódicos que tentam prolongar sua sobrevida. Como o pool de oito jornais de Ohio que, para reduzir custos, intercambiam reportagens. Ou a medida desesperada do Lakewood Observer, que restringiu sua publicação em papel para edições quinzenais, mas é atualizado diariamente on-line.

A opinião mais severa é de Lauren Rich Fine, ex-analista de mídia da Merryl Linch. “Eu não acredito mais nessa indústria como algo lucrativo”.

A ver.

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