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24 horas nas redes sociais

Videozinho de agência americana com algumas estimativas interessantes, ainda que sem referências. Por elas, o Facebook ganha 700 mil usuários novos por dia, enquanto o Twitter aumenta sua base em 300 mil no mesmo período.

Para nosso conhecimento.

O primeiro grande vazamento do WikiLeaks

A divulgação de mais de 250 mil correspondências entre embaixadas americanas no mundo todo e o Pentágono ainda vai ocupar as páginas dos jornais por um bom tempo _nem 10% desse conteúdo foi revelado até agora.

No Brasil, quem publica os papéis vazados pela ONG WikiLeaks é o jornal “Folha de S.Paulo“.

Bom momento para relembrar o primeiro grande vazamento (no jargão jornalístico, conteúdo passado de forma anônima pela fonte) ao projeto de Julian Assange.

O vídeo é inesquecível: uma desastrada incursão de duas patrulhas aéreas das Forças Armadas Americanas que culminaram com a morte de vários civis em Bagdá no dia 12 de julho de 2007.

A imagem que abre este post é o momento do ataque que matou dois cinegrafistas da agência de notícias Reuters. Os diálogos dos pilotos americanos beiram o patético: eles confundiram as câmeras com armas pesadas.

Foi o que tornou o WikiLeaks famoso, em 18 de abril de 2010 _quando o site completou quatro anos no ar.

Apocalipse jornalístico

Baita animação da The Economist feita no auge da crise financeira, meados de 2008. Pegada jornalística e tudo.

É a descrição do fim do mundo tendo o jornal impresso como metáfora.

Simplesmente sensacional.

(Via @contrafactos)

Jornalismo visual: os segredos do NYT

Qual o segredo do New York Times para conceber algumas das peças de informação visual mais bem-sucedidas (ou seja, funcionais) da web global?

É o que conta o editor Steve Duenes neste vídeo, com direito a muito making of recapitulando o ponto alto da produção do jornalão (que acredita que a plataforma on-line será sua mais importante fonte de renda em dez anos).

Filme de 1982 sugere ‘inovações’ ao jornalismo de hoje

Koyaanisqatsi, filme de 1982, é uma lição de colagem de imagens e edição de trilha sonora.

Muita coisa a se aproveitar no jornalismo, mas especialmente a câmera fixa, conceito antigo que consiste em monitorar por várias horas determinado lugar com a intenção de exibir transformações.

Insisto nisso como algo supermoderno.

Muito moderno e absolutamente antigo

Coisas modernas também podem ser antigas. Como o programa Ensaio, da TV Cultura, transmitido na década de 70/80 e que voltou nos 90, para jamais se firmar. Depois, sumiu.

A ideia era sabatinar um ídolo da MPB, mas sem que o entrevistador aparecesse. Nem sua voz vazava (ocorria de quando em quando, momento em que nós, os telespectadores, vibrávamos).

Achei um trechinho de Adoniran Barbosa em meados da década de 70 (deve ter sido um dos programas de maior audiência da rede “educativa” de São Paulo).

As perguntas eram feitas, os pedidos de música, enfim, tudo sem o que era demandado. Só o microfone do entrevistado estava “aberto”. Era o tempo todo ele falando, à vezes dizendo ‘heim?’, pedindo a repetição da questão.

Muito moderno, e absolutamente antigo.

Mais ideias pra gente refletir…

Uma saída multimídia para complementar o jornal impresso

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, em sabatina da Folha registrada pelo Garapa

A linguagem de vídeo na web foi tema de uma conversa nesta semana com a nova turma de trainees da Folha. Antes, é preciso entender de que tipo de site falamos: a versão eletrônica de um jornal impresso, ou seja, que deve produzir uma boa dose de conteúdo complementar _além, é claro, de muitíssimos voos solo.

Complementar no sentido estrito do termo, ou seja, agregador, não replicador.

Por isso eu não me canso de mostrar os vídeos do coletivo de fotógrafos Garapa, no caso uma cobertura específica dos bastidores de sabatinas da Folha com candidatos à prefeitura de São Paulo em 2008 (como a de Gilberto Kassab).

Mistura de slideshow com vídeos, mínima intervenção de texto e muito som ambiente. Fórmula ideal para acompanhar o que o veículo impresso traria efetivamente (a transcrição editada da entrevista).

A única imitação de TV que considero válida no caso dos jornais de papel com edição on-line são as já famosas (e bem antigas no formato) entrevistas de estúdio. Ainda assim, o pior que pode acontecer é nossos bravos repórteres do impresso caírem na armadilha de imitar os coleguinhas da telinha _e é o que vemos por aí. Vídeo, na web, virou fazer TV.

Vamos aprender um pouco mais com o Garapa.

Trabalhos que dão vontade de copiar

O uso do Google Earth num viral do Discovery é o tipo de trabalho que me dá ideias para aplicar no jornalismo.

É óbvio que coisas irrompendo, em geral, só funcionam na publicidade _e que você, para entender do que estou falando, terá que jogar o jogo.

A proposta é pensar numa forma mais ágil e moderna de agregar vídeo às incríveis imagens de satélite (que não são em tempo real, bem entendido) que compõem este aplicativo do Google.

Pense em sobrevoar São Paulo e clicar, digamos, no Parque Antarctica e ser direcionado para gols de partidas que aconteceram ali. Ou então selecionar o Teatro Municipal, na Praça Ramos, e ter acesso ao preview em imagens das produções em cartaz.

Deixando, para isso, o player totalmente sob o controle do usuário. Básico. O jornalismo não invade _a publicidade, sim.

É claro que há toneladas de exemplos de vídeo associado ao Google Earth. Mas a nossa parte quase sempre é a mais modesta (o público parece manejar melhor essa linguagem do que a gente).

Isso acontece em boa medida porque falta o respaldo para a inovação.

A Argentina ficou na mão

De verdade, há umas coisas no noticiário que deixam a gente constrangido, triste, estranho.

E quem está a falar é alguém que sempre diz que jornalista tem uma pedra no lugar do coração e que não deve reagir emocionalmente ao apurar, decupar e analisar acontecimentos.

Mas eu desmenti toda minha teoria repetida há milênios ao ver a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, com a mão estendida em vão enquanto seu similar norte-americano, Barack Obama, passava solerte para cumprimentar Stephen Harper, primeiro-ministro do Canadá, durante a cúpula do G20. Justo Cristina, que chegou antes para guardar o melhor lugar.

Vendo a cena mil vezes, até tento criar a hipótese de que a mandatária argentina percebeu a situação e,   com a mão cerrada (gesto pouco típico do aperto de mão), preparou-se mesmo apenas para tocar o   presidente dos Estados Unidos.

Deu dó. E ocorreu apenas dois dias depois da histórica surra que a Argentina de Maradona levou da Bolívia (1 a 6),   placar que igualou a pior derrota da vida do selecionado argentino (os mesmos 1 a 6 para a  Tchecoslováquia na Copa da Suécia-58).

Mas… e se a hipótese do “tapinha nas costas” estiver correta?