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Banner on-line completa 15 anos hoje

Hoje o banner publicitário na internet completa 15 anos. Em 27 de outubro de 1994, o site HotWired (a primeira revista web da história, fundada em 1994) criou o formato, cobrando US$ 60 mil (os valores são da época) da AT&T por 24 semanas de exibição.

No início, a novidade provocou problemas hoje inimagináveis. Claro, boa parte dos potenciais anunciantes nem sequer possuía um site. Logo, linkar pra onde o banner? Alguns optaram por sites ainda em construção, estratégia certamente catastrófica.

Saudado como a grande possibilidade de monetização das operações digitais, o banner ainda persiste, hoje sem carregar o peso dessa (falsa) responsabilidade.   Pudera: Jakob Nielsen, mestre da usabilidade, comprovou em suas pesquisas que o usuário simplesmente ignora essas mensagens publicitárias _tudo que está fora do campo de visão do padrão f é como se não existisse.

Amado e odiado, o banner veio pra ficar? Não responda ainda: a publicidade on-line também evoluiu. E está descobrindo maneiras mais efetivas de chamar a sua atenção.

O site da Casa Branca dissecado

A Smashing Magazine fez uma excelente análise do novo site da Casa Branca, cujo principal morador agora se chama Barack Obama.

O raio-x aqui é absolutamento técnico e de usabilidade (sobre a gestão on-line de Obama, eu mesmo já tinha dado alguns pitacos aqui antes, e voltarei à carga mais para diante, quando alguns processos já estiverem consolidados).

Via Contra a Clicagem Burra.

O triunfo do branco

Detalhe da nova homepage do portal UOL

Detalhe da nova homepage do portal UOL

Com algumas horas de diferença, os dois principais portais brasileiros na Internet mudaram suas homepages _no caso do Terra, as capas internas também.

A constatação mais fácil e direta que se pode fazer é o notável triunfo do branco, uma tendência que vem acompanhando o redesenho dos sites de veículos noticiosos como o inglês Independent e o canadense Globe and Mail, apenas para ficar em dois exemplos.

No caso do UOL, a mudança teve motivação física: colocar mais conteúdo na página inicial (a empresa diz que o novo desenho permitiu 23% a mais de conteúdo). No Terra, tudo faz parte de um projeto (o Átomo) que está sendo tratado como uma “revolução” pela companhia.

Agora é o tempo que dirá se as alterações, de fato, terão implicação na vida dos internautas. Tudo que venha ao encontro da interação e da clareza na transmissão da notícia é muito bem-vindo.

Porém revolução mesmo, para quem trabalha com jornalismo na Internet, para mim é outra coisa: a adoção ampla, geral e irrestrita da linkagem externa. Creio nisso como o passo decisivo para um comunicação transparente, direta e utilitária.

Afinal, se o conteúdo é rei, a linkagem é a rainha. Sobre o “link journalism”, por sinal, quem tem as infos mais atuais é Scott Karp.

Detalhe da nova homepage do portal Terra

Detalhe da nova homepage do portal Terra

Os hábitos de leitura on-line revistos e ampliados

Saiu hoje um novo estudo sobre as características da leitura on-line. Nosso amigo Jakob Nielsen, um especialista no assunto, analisou o trabalho de pesquisadores alemães para dar uma atualizada em seus escritos, que já têm mais de dez anos.

A conclusão agora é que as descobertas de 1997 ainda estão valendo, com o acréscimo da seguinte constatação, feita após a análise da leitura de 59.573 page views: na média, um ser humano lê apenas 20% das palavras escritas num texto emitido por um monitor (o máximo que esse número chega é 28%).

Isso confirma a descoberta do próprio Nielsen, de que as pessoas simplesmente não lêem quando estão no computador, mas escaneiam palavras.

Outro dado bacana levantado pelos pesquisadores alemães é que o “back” (essa função aí no canto superior esquerdo do seu navegador e que serve para voltar à página visitada imediatamente antes) foi relegada à terceira mais clicada pelos internautas, atrás do hiperlink e, agora, de botões diversos que novas plataformas espalharam pelas páginas. 

A usabilidade, por um doido

Para quem quiser se aprofundar na usabilidade, que está para a Internet como a diagramação está para o jornal papel, recomendo o Usabilidoido, mantido por Frederick van Amstel.

É um ponto de encontro de jornalistas, webdesigners e simpatizantes. Ali rolam discussões bacanas que interessam diretamente a nós.

Fora que o Amstel colocou apresentações (em vídeo e áudio) sobre temas que discutimos freqüentemente aqui, como a colaboração.

Como lemos na Internet?

O comportamento do olho humano diante de uma tela de computador

Um novo estudo sobre o comportamento do olho humano diante de uma tela de computador foi feito pelo Poynter Institute. A imagem aí acima mostra um esquema do que foi descoberto pelo experimento com 46 pessoas.

A tendência de dar mais atenção ao canto esquerdo corrobora as descobertas de Jakob Nielsen e seu Padrão F. Mas há um detalhamento mais apurado sobre as outras áreas do monitor. Lembrando que são pesquisas como essas que ajudam jornalistas a valorizar coisas nas homes pages e páginas internas. E, claro, auxiliam anunciantes a saber onde exporem suas marcas.

O site Acessibilidade Legal analisa a pesquisa aqui. Ou vá direto aos originais em inglês ou espanhol.

A dica foi de Leopoldo Godoy, que comanda o valoroso 8bitsemeio.

O Oscar do on-line só enxerga o texto

Saíram os “Oscar” do jornalismo nos EUA, concedidos pela Society of Professional Journalists. O quesito on-line eu deixo para o professor Mindy McAdams comentar.

Iniciativa louvável, porém com desvios: há prêmios, por exemplo, para textos não concebidos originalmente para o tempo real, como reportagem da Reuters sobre os mórmons de Salt Lake City (distribuída e publicada por jornais em papel no mundo todo).

Outra coisa notável: webdesign e usabilidade não contaram absolutamente nada no prêmio. Apenas o conteúdo. A matéria que ganhou a distinção mais importante é um horror sob o ponto de vista destas coisas tão importantes quanto o texto on-line.

Atenção, Jakob Nielsen está falando

Mestre Jakob Nielsen sai da tumba para apresentar mais um informe sobre usabilidade.

Desta vez, o “ómi” critica a distribuição de conteúdo por páginas de Internet escolhidas a dedo. E o recado é claro para quem edita: o uso de uma palavra, num pé de lista de notícias qualquer, pode fazer a diferença.

Combatido (ainda bem), Nielsen ainda dá as cartas.

Enfim, algo de novo na rede

A capa on-line do jornal holandês Volkskrant

Eu aqui apregoando o fim da home page, e gente como o webdesigner Wilbert Baan, do jornal holandês Volkskrant, pensando em soluções para a página inicial do veículo na Internet.

As novidades começam no topo, com o que Baan apelidou de “rio de notícias”: uma linha do tempo das últimas 24 horas mostrando a quantidade de notas publicadas pelo site.

Na coluna do lado direito, as notícias mais recentes. No pé, fotos recentes, links para redes sociais e listas de mais lidas e mais enviadas por e-mail.

E, viva, dane-se o Padrão F de Jakob Nielsen.

Quem analisa a novidade tim-tim por tim-tim é nosso amigo Paul Bradshaw.

E esquenta a discussão. Eu não disse, mas pensei: tava faltando webdesigner nessa conversa…

A diagramação da web na sua língua

Falamos tanto de usabilidade outro dia, e hoje descubro pelo utilíssimo Blog do Gjol (do pessoal de jornalismo da Federal da Bahia) que já tem site brasileiro falando só sobre o assunto.

Para quem reclamou que as pesquisas de Jakob Nielsen são todas em inglês, eis uma chance (quem sabe?). Mas aquele velho bordão persiste: o mundo é inglês, e normalmente sem legendas.

A usabilidade às vezes é chata, às vezes é muito técnica, é bastante teórica… Mas acredite: tem tudo a ver com edição. A usabilidade é a diagramação da web. Saber mais um pouco sobre isso não arranca pedaço, não… E tem mais, ajuda o jornalista a se livrar das cascatas do webmaster/designer.