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O triunfo do branco

Detalhe da nova homepage do portal UOL

Detalhe da nova homepage do portal UOL

Com algumas horas de diferença, os dois principais portais brasileiros na Internet mudaram suas homepages _no caso do Terra, as capas internas também.

A constatação mais fácil e direta que se pode fazer é o notável triunfo do branco, uma tendência que vem acompanhando o redesenho dos sites de veículos noticiosos como o inglês Independent e o canadense Globe and Mail, apenas para ficar em dois exemplos.

No caso do UOL, a mudança teve motivação física: colocar mais conteúdo na página inicial (a empresa diz que o novo desenho permitiu 23% a mais de conteúdo). No Terra, tudo faz parte de um projeto (o Átomo) que está sendo tratado como uma “revolução” pela companhia.

Agora é o tempo que dirá se as alterações, de fato, terão implicação na vida dos internautas. Tudo que venha ao encontro da interação e da clareza na transmissão da notícia é muito bem-vindo.

Porém revolução mesmo, para quem trabalha com jornalismo na Internet, para mim é outra coisa: a adoção ampla, geral e irrestrita da linkagem externa. Creio nisso como o passo decisivo para um comunicação transparente, direta e utilitária.

Afinal, se o conteúdo é rei, a linkagem é a rainha. Sobre o “link journalism”, por sinal, quem tem as infos mais atuais é Scott Karp.

Detalhe da nova homepage do portal Terra

Detalhe da nova homepage do portal Terra

Notícia vira fotonovela

O UOL recorreu ontem a uma espécie de fotonovela para ilustrar importante hardnews do dia (o início da extração de um imenso campo petrolífero).

Fotos e frases do dia, tendo o presidente Lula como protagonista, foram exibidos em formato de HQ na home do portal.

É óbvio que fica a pergunta: é jornalismo?

O tremor, a interação e o microblogging

São Paulo sentiu a força do tremor de 5.2 na escala Richter a 270 km de distância, e quando isso acontece (um fato que irrompe no cotidiano de muitos), o jornalismo participativo ganha destaque nos portais. É a ocasião em que a pauta, essa ferramenta quase esquecida no cotidiano das iniciativas que contam com a ex-audiência, surge e ordena o trabalho do cidadão jornalista, corrigindo grave distorção.

A priori, um terremoto sem danos não é fotografável, mas sim digno de registro em vídeo (coisas balançando sozinhas fazem tremendo sucesso). Na falta disso, sobram apenas os relatos. “Apenas” porque a gente sempre quer (e precisa ter) mais na Internet.

Na hora em que escrevo (0h45 desta quarta), só o G1 havia levado o assunto para sua página interativa. E ninguém, entre os portais que incentivam a interferência dos leitores, tinha vídeos “caseiros” para exibir.

UOL e Terra preferiram abrir fóruns de discussão. Estadão e O Globo, sempre ligados na liturgia da interação, nem sequer tinham pautado seus leitores sugerindo que enviassem material sobre o raro abalo sísmico genuinamente tupiniquim.

A Folha, que raramente incita o usuário a interagir, já estava lá de madrugada pedindo participação dos leitores.

Bem antes disso, quando a metrópole mal acabara de sacudir, o 8bitsemeio notava que o furo de reportagem, desta vez, foi do Twitter.

E viva o microblogging, ferramenta jornalística sim, e cidadã também, como não?

A máquina do tempo, revisitada

Atendendo a pedidos: falei outro dia do bacana Wayback Machine, que nada mais é do que um arquivo de páginas da web. Daí me perguntaram: como funciona?

Explico: vai e coloca, no espaço correspondente, o site ao qual você pretende “voltar no tempo”. Pronto. O arquivo vivo da Internet diz ter hoje mais de 2 bilhões de páginas arquivadas.

A tela aí de baixo, por exemplo, é exatamente a que o portal UOL (o de maior tráfego do Brasil) exibia em 23 de dezembro de 1996…

A home do UOL em dezembro de 1996