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Os riscos de ser jornalista

O International Women’s Media Foundation (IWMF) quer saber: quais riscos as mulheres enfrentam no exercício da profissão?

A pesquisa faz parte de um projeto mais amplo, vinculado à Unesco, e que tem como objetivo minimizar globalmente os perigos de ser jornalista hoje.

O levantamento está à disposição das coleguinhas até o dia 20 de setembro.

Brasil vota contra plano da ONU para proteger jornalistas

Países como o nosso, Índia e Paquistão (onde é alto o índice de crimes contra jornalistas) embarreiraram na ONU a aprovação de uma iniciativa da Unesco que, em linhas gerais, pretende ampliar as instâncias de discussão da importância da liberdade de expressão, além de mecanismo de proteção aos profissionais de imprensa.

O Comitê de Proteção aos Jornalistas da ONU estima em 900 colegas mortos apenas nas últimas duas décadas.

ATUALIZAÇÃO: De acordo com a assessoria de comunicação do Ministério das Relações Exteriores, o Brasil é a favor do plano de ação, mas contrário ao procedimento para aprová-lo e também a alguns trechos do texto. O país diz não ter dito voz na formatação do plano e questiona, por exemplo, a definição do que seriam “situações de conflito e não conflito” enfrentadas por jornalistas.

 

Livro debate o jornalismo comunitário

A Unesco disponibilizou na rede, de graça, o livro Community Media: A Good Practice Handbook, organizado por Steve Buckley.

A obra, focada em rádio, se debruça sobre experiências de jornalismo comunitário. Vale a pena dar uma passada de olhos.

A proposta da Unesco para o ensino de jornalismo

A Unesco publicou em português uma proposta de modelo curricular (em PDF) para o ensino do jornalismo elaborada em 2007. Omissões absurdas poderiam, a princípio, ser creditadas apenas ao tempo (quatro anos é uma eternidade na internet), mas parecem deliberadas.

O órgão resume assim o processo: quatro “especialistas” da entidade elaboraram um esboço depois apresentado a 20 professores “com reconhecida experiência na profissão” (de professor ou de jornalista? Não sabemos). Eles se encarregaram da descrição de cada disciplina e do esboço “das competências fundamentais do jornalismo”.

Depois, um grupo ainda mais numeroso espalhado pelos cinco continentes escreveu o programa das 17 disciplinas fundamentais. Foi um trabalho valoroso que, pese a bibliografia desatualizada, não faz feio ao que hoje se ensina nas faculdades de jornalismo brasileiras.

Mas há outros problemas. A palavra “inovação” não aparece no texto de 161 páginas.

Assim como “empreendedorismo”, que é um tema importante a se debater com pessoas que trabalharão numa área na qual iniciativas individuais cada vez mais conquistam espaço e remuneração.

Insuficiente também a preocupação com o avanço tecnológico, que na proposta da Unesco aparece associado apenas ao jornalismo on-line, quando precisa estar espalhado por toda e qualquer disciplina de um bom curso.

Não existe menção a dispositivos móveis, e o termo “celular” aparece uma única vez quando se fala sobre SMS. Em 2007, o iPad nem existia.

Precisa de um banho de loja essa grade curricular.

A qualidade jornalística passa pela autorregulamentação, diz Unesco

Rogério Christofoletti comenta as publicações da Unesco sobre a qualidade do jornalismo no Brasil.

Diz a Folha que os documentos apontam a autorregulamentação como a melhor maneira para equilibrar e vigiar a qualidade editorial.

Vale dar uma passada.