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Jornais cada vez com menos fatias do bolo publicitário

Dados recentes sobre a distribuição do bolo da publicidade do governo federal mostram o tamanho da desidratação do produto jornal. De 2000 para cá, o meio – que detinha 21,1% deste mercado – foi reduzido a meros 8,2% em 2012.

No mesmo período, o investimento público federal na internet partiu do zero para 5,3% – e ainda estamos falando de um meio visto com desconfiança pelo mercado porque simplesmente não se sabe ao certo a sua eficiência.

Estes dados, somados a outros, levantam duas considerações que precisam ser levadas em conta: sem ações integradas e presença em várias plataformas, os jornais, sozinhos, correm sim o risco de naufragar.

A outra, ainda mais importante: num movimento que já começa a aparecer nos Estados Unidos, o jornalismo financiado pelo público (ou seja, pelo cliente) para ser muito mais sustentável do que o velho modelo amparado em publicidade, especialmente a oficial.

Os 50 anos da notícia ao vivo

Em 2013 completam-se 50 anos do assassinato do presidente norte-americano John F. Kennedy, um momento difícil para o jornalismo diante da quantidade de teorias da conspiração, afora o estupor natural provocado por esse tipo de meganotícia.

Dois dias depois da morte, que apesar de registrada em vídeo não foi transmitida ao vivo, outro assassinato (esse diante dos olhos de milhões de telespectadores) chocaria ainda mais o público: Lee Harvey Oswald, apresentado como o assassino de Kennedy, foi abatido a tiros quando era conduzido a um presídio.

Se não foi a primeira morte mostrada ao vivo, certamente foi um dos primeiros momentos em que a TV, que ainda engatinhava, conseguiu levar ao ar um acontecimento noticioso inesperado ao mesmo tempo em que ele acontecia.

A reviravolta nas transmissões de TV e rádio, como você pode conferir nos vídeos acima, foi incrível. Afinal, no mesmo momento o corpo do presidente morto deixava pela última vez o Capitólio, em Washington. Jack Ruby, um escroque com problemas mentais, resolveu roubar a cena.

Houve outros momentos em que o jornalismo capturou a notícia ao vivo, caso do assassinato do presidente egípcio Anwar Sadatt e da tentativa de assassinato contra o Papa João Paulo II.

A morte do premiê israelense Ytzak Rabin foi registrada por uma câmera de segurança e posteriormente exibido pelas TVs, mas houve ainda o inesquecível e mortífero balé aéreo dos aviões usados como mísseis no 11 de setembro de 2001.

Nesses momentos, o jornalismo profissional é insuperável.

O primeiro comercial de TV do Facebook

Acima, o primeiro comercial de TV do Facebook, assinado pela Wieden + Kennedy Portland.

O estado da mídia em 2013

Estabilidade no meio papel, audiências menores na TV… resumido em infográfico em espanhol, o State of Media 2013, tradicional levantamento do Pew Research.

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Google ganha concurso de publicidade impressa

ad_googleO jornal norte-americano USA Today (aquele responsável pela introdução da linguagem da TV e textos cada vez menores no jornalismo impresso) bancou um concurso com  US$ 1 milhão de prêmio para estimular a criatividade das agências de publicidade que produzem anúncios para o veículo.

O resultado? Quem ganhou foi o Google, provavelmente um dos principais responsáveis pela necessidade de se estimular a criatividade em produtos impressos, com a peça que você aqui, produzida por seu laboratório de criatividade.

Alguma dúvida de que fomos atropelados inexoravelmente?

Al Jazeera americana

A chegada aos EUA da rede de TV Al Jazeera, do Catar, é uma das grandes notícias de 2013. A forma como isso se concretizou é ainda mais curiosa: a emissora comprou uma operação local do ex-vice-presidente Al Gore, que antes havia recusado uma oferta da apresentador e reacionário Glen Beck.

Daí já viu, né? Num país dividido, claro que iria sobrar para Gore, acusado de fazer negócio com um “porta-voz do terrorismo“. Coisas que só poderiam acontecer nos Estados Unidos…

Nada como um dia após o outro

Não acho bacana colegas questionarem colegas. Muito menos em busca de reconhecimento em formato de comenda. Aproveito para falar sobre o assunto exatamente hoje, dia em que os vencedores do Prêmio Esso 2012 receberão suas merecidas distinções em concorridíssimo evento no Copacabana Palace.

Ocorre que cinco jornalistas da TV Record discordaram da decisão de premiar outros cinco colegas, estes da Folha de S.Paulo, por uma série de reportagens sobre a saída de Ricardo Teixeira da presidência da CBF após um reinado de 22 anos à frente da entidade que comanda o futebol brasileiro – foram da TV, é verdade, as primeiras matérias sobre o tema.

Não vou nem sequer entrar no mérito do julgamento, visto que não tive acesso ao conteúdo completo de nenhuma das duas séries. Chama-me a atenção, porém, que o trabalho ora considerado injustiçado (por seus autores, diga-se) não tenha chegado entre os finalistas em sua categoria, de televisão.

Mas vou me ater unicamente ao aspecto comportamental. Definitivamente fico com vergonha alheia de quem move montanhas por causa de uma premiação. Julgamentos são assim mesmo, e mais, não determinam absolutamente nada sobre capacidade profissional. Ainda mais no jornalismo, quando se tem de matar dois leões por dia.

Meu conselho aos colegas da Record: a melhor resposta é sempre a edição de amanhã. Mãos à obra.

TV e internet, um infográfico

O gráfico abaixo tem dados bastante importantes sobre consumo de mídias tradicionais (notadamente a TV) e internet nos Estados Unidos.

O portfólio de comerciais de TV da Apple

Um comercial da Apple de 1984, exibido no intervalo do Superbowl (a final do campeonato de futebol americano), é apontado como o maior de todos os tempos.

Agora um fã da marca disponibilizou o que garante ser a coleção de TODOS os comerciais da empresa. É um portfólio digno de ser preservado. São 485 peças a começar pela primeira, de 1977.

Internet, o meio que mais cresce

A internet é o meio que mais viu crescer o faturamento publicitário no primeiro semestre deste ano, alcançando 5,5% de todas as receitas da mídia na rubrica.

Mídia exterior e TV por assinatura aparecem logo depois.