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Jornais e TVs investem contra portais de internet

Chegou à Procuradoria Geral da República uma representação que promete provocar bastante barulho: ANJ (Associação Nacional de Jornais) e a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), em nome dos veículos de comunicação brasileiros, consideram que portais de internet (casos específicos de Terra e Ig) controlados por estrangeiros estejam descumprindo a determinação constitucional que limita a 30% a participação forasteira no capital de grupos de mídia.

“Entramos com a representação com base em duas premissas: o de que a internet não é uma terra sem lei e o de que algum órgão público tem que fazer valer uma regra constitucional que está sendo flagrantemente desrespeitada”, disse Daniel Slaviero, presidente da Abert.

O grupo português Ongoing, dono dos jornais Brasil Econômico e O Dia, também está na mira das entidades patronais do mainstream.

É polêmica para mais de metro.

O Terra, por exemplo, pertecente à espanhola Telefónica, diz que não é um grupo de mídia, mas uma empresa de tecnologia. Fato, mas que produz conteúdo, como todo mundo sabe.

No cerne do tema não está a Constituição, mas uma mera questão de concorrência. Coincidentemente, justamente com a internet, que tantos apontam como a responsável por tomar leitores dos jornalões…

Enxurrada de redes sociais

A Telefónica inaugurou, na Espanha (ainda sem previsão de chegada ao Brasil), a era das redes sociais corporativas. Com o Keteke, a empresa pretende reunir usuários do sistema de telefonia celular que estejam dispostos a se juntar em comunidades e trocar fotos, vídeos e informações.

Isso vai além do conceito de oferecer serviços e cobrar por eles, como já abordamos aqui. E tem bastante a ver com jornalismo, se pensarmos em antecipar tendências.

Veja, 70% dos espanhóis acessa ou já acessou uma rede social. É a quinta nação com mais usuários deste tipo de plataforma. O Brasil é o segundo, quase empatado com o líder, Canadá.

Isso significa que deveremos assistir, nos próximos meses, a uma enxurrada de novas redes sociais, várias delas postas no ar por grandes grupos de comunicação e tecnologia.

Reunir pessoas em torno de interesses comuns (e eles podem, por que não, ser notícias) é mais do que um negócio para vender acesso móvel ou na Web. É o caminho mais rápido para comunicar e mobilizar. Quem já percebeu isso, caso de Barack Obama, sabe muito bem do que estamos falando.