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As crianças e a cultura digital

É um tema sobre o qual pouco se fala, mas que logicamente tem uma importância fundamental, já que se trata das pessoas que levarão essa revolução adiante.

Laura Lewis Brown discute o assunto do ponto de vista da introdução, por parte dos pais, da tecnologia na vida de seus filhos. Interessante.

A trajetória da comunicação móvel em fotos

Outro dia mostrei aqui a evolução do computador dos anos 40 ao iPad.

Hoje é a vez de perceber, visualmente, a trajetória da comunicação móvel de 1938 aos dias de hoje.

Tecnologia facilita até ‘invenção’ de santo

A célere movimentação da Igreja Católica rumo à canonização de João Paulo II, ninguém me tira da cabeça, é mais um importante reflexo do impacto do avanço tecnológico na humanidade.

Temos acesso a mais informação, e ela corre mais rápido.

Resumidamente: a imagem mais que angelical de Karol Wojtyla foi construída pela mídia, ao mesmo tempo em que fatos que supostamente confirmam seu caráter sacro circulam com mais desenvoltura.

A tecnologia facilitou até construção e consagração de divindades religiosas.

Nada mais natural que o primeiro Papa da internet seja também seu primeiro beato e, logo mais, santo.

A tecnologia de ponta em 1995

“O Windows 95 chega para revolucionar. Adeus à tradicional espera para acessar os programas. Você pode trabalhar na mesma tela com quatro programas de uma só vez”.

É Cesar Tralli, num Jornal Nacional de 1995, falando sobre as maravilhas da tecnologia de ponta da época.

A revolução que o WikiLeaks não fez

Interessante o artigo de David Carr publicado originalmente no New York Times e reproduzido por jornais brasileiros ontem.

Não é verdadeira a percepção que de que a tática dos vazamentos empregado pelo site de Julian Assange seja uma revolução jornalística.

“Com o tempo, o fundador do site começou a compreender que o que norteia a cobertura dos eventos é a escassez e não a abundância”, escreveu Carr, um especialista em novas mídias e as mudanças que o avanço da tecnologia está trazendo ao jornalismo.

Há duas semana, num podcast, também falei um pouco sobre o modus operandi do WikiLeaks e saudei a união do que existe de melhor na nova mídia, justamente sua velocidade, com o melhor dos meios tradicionais, credibilidade e critério de edição.

Mas Carr agora põe os pingos nos is.

A ausência de limites da tecnologia

Um casal gay do Texas conseguiu consagrar seu casamento mesmo com a proibição da união civil de pessoas do mesmo sexo no Estado.

Como? Ele recorreu ao Skype e a um oficial a quilômetros de distância, em Washington DC, onde o casamento homossexual é permitido.

Não há, nas leis texanas, nada contra o “e-casamento”. Logo, está tudo valendo.

Outro exemplo da ausência de limites que só a tecnologia dá para a gente. Sabendo usar, não vai faltar.

Você já ouviu falar em 4D?

Você já ouviu falar em 4D?

Eu não, até ler isso aqui.

Claramente uma farra em cima de um rótulo.

É como, por exemplo, se referir a etapas da evolução da web usando números mais afeitos à indústria automobilística, tal qual 3.0 ou o que o valha.

Jabulani redonda, relato quadrado

Já que eu ando numa fase meio esportiva (afinal, é a editoria onde trabalhei durante 13 de meus 20 anos de profissão), engato reflexão de Alberto Dines que considerei pertinente.

O ponto que mais me interessa é, se de fato, a internet acrescentou alguma novidade à cobertura esportiva. Ele acha que não, o que é altamente discutível.

“O fato de um twiteiro mandar um pergunta lá do meio da floresta amazônica para o comentarista ou narrador tiritando de frio num estádio na África do Sul não chega a constituir um efetivo avanço jornalístico”, diz Dines.

E mais uma frase para reflexão, mas essa com um erro incluído: a maioria dos jornalistas “escravizados” ganha muito mal.

“Aquilo que a empresa jornalística brasileira chama de “desempenho multimídia” é um sistema falsamente meritocrata (na realidade escravocrata) no qual alguns ganham muito bem, em compensação são sugados até a medula dos ossos e impedidos de usufruir do sublime prazer de esmerar-se na apuração e na escrita.”

Jornais abraçam o 3-D, essa tecnologia do século passado

A moda do 3-D chegou aos jornais. O Philadelphia Inquirer anuncia o formato para sua edição de 13 de junho, um domingo. Cada exemplar virá acompanhado de um óculos especial.

Para mim, que tive gibi do Tio Patinhas em 3-D (com direito a óculos, claro), soa quase ridículo. Estou falando de pelo menos 30 anos atrás.

Trata-se de uma tecnologia muito antiga que, por motivos comerciais, voltou à voga, impulsionada pelo cinema.

Não por isso é menos divertida. Mas, ainda mais em se tratando de jornais, não passa de uma curiosidade.

Os sites estão menos importantes?

À provocação de Sérgio Lüdtke eu respondo de cara: não, os sites não estão menos importantes. Mas o que está ocorrendo nas redes sociais é tão relevante que, merecidamente, invade o espaço onde estávamos habituados a ver meramente chamadas para o próprio umbigo.

A revolução das pessoas, fruto da capacidade de publicar instantaneamente e com as mesmas armas da mídia formal (ou quase, tirando a legitimação), fez voltar definitivamente a atenção do mainstream para a mobilização pública em sites como Facebook e Twitter.

Exatamente como Lüdtke aponta: a Associated Press manda uma notícia do Twitter para o Facebook, sem passar por suas páginas. O Estadão chama da home para o microblog, longe de seus domínios, sem pudores.

Será que começamos a entender para que serve a internet?