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De recordação da cobertura, a foto de um corpo


Vergonha alheia: Oliver Harvey, repórter (?) do The Sun, tirou uma foto ao lado do corpo do ex-ditador líbio Muamar Kadhafi como recordação de sua “cobertura” do épico acontecimento.

Bateu aquela vontade de provar que realmente ele estava lá ou simplesmente é falta de senso profissional?

E não me venham falar em tabloides. Isso aí é caráter pessoal, não do veículo. E vale também praquele pessoalzinho que pega autógrafo e tira foto com jogador de futebol e congenêres durante o exercício da profissão.

Não são meus pares.

Mais importante do que a morte do ditador

Tudo bem, o jornal é um tabloide popular…

O escândalo do tabloide e a velha ética

ATUALIZAÇÃO: Em entrevista ao The Holywood Reporter, uma jornalista do News of the World conta como era o modus operandi da redação em busca de escândalos.

Vladimir Safatle faz a pergunta certa em artigo na Folha desta semana: a questão sobre o “News of the World” e o escândalo de crimes travestidos de reportagens perpetrados por sua (ex) equipe, hoje, é menor. O que os leitores têm direito de saber é se há outros veículos que agem como o (ex) tabloide de Rupert Murdoch.

Decidir “quem vai ser exposto e quem será conservado, quem vai para a primeira página e quem vai para a nota do canto”, como fala Safatle, é trabalho de edição. A obtenção de informações anterior a esse processo é que precisa ser absolutamente ética.

E não posso, aqui, colocar a mão no fogo por ninguém. Muito menos devido à agenda atual dos meios, em grande parte contaminada pelo jornalismo on-line e a ascensão de qualquer bobagem ao status de notícia.

Queira ou não, é a nova ordem. Como se mobilizar nela, entretanto, continua a ser um procedimento tão antigo quanto conhecido.

 

A arte de publicar um palavrão na manchete com elegância

Chamou a atenção, nesta semana, a manchete de anteontem do New York Post, tabloide nova-iorquino normalmente desprezado.

A novidade era escrever shit (merda, em inglês) recorrendo a símbolos como $, # e !. Graficamente, funcionou bem.

A matéria a que se refere o título é essa aqui (tudo a ver, portanto).