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O malfadado algoritmo

Talvez o tema sobre o qual sou mais acionado para discorrer seja o funcionamento do feed de “notícias” do Facebook – hoje um poderoso drive que, para muita gente, significa o único contato do virtual para o mundo exterior.

O problema é que esse mecanismo está envolto por uma grande caixa preta e, mais, passa por modificações por todo o tempo.

De toda forma, Will Oremus esteve em Menlo Park e explica com suas palavras o que ele entendeu sobre essa misteriosa máquina de fazer virais. O resultado é absolutamente técnico, ciência da computação pura. Por essa narrativa, no final das contas, o algoritmo serve muito mais para prever do que para decretar.

Armadilhas da colaboração na rede

Investigação jornalística. É essa receita de Julien Pain para evitar que falsas notícias acabem indo parar nas páginas do Observers, site colaborativo francês.

Chato, mas sempre tem alguém usando o jornalismo participativo para tentar trapacear, seja enviando uma foto não original ou, ainda pior, um relato fraudulento.

No caso de quem trabalha no dia a dia com mídia social, monitorar o que as pessoas estão dizendo na rede pode significar minutos preciosos na antecipação de um acontecimento _desde, claro, que ele seja verídico.

Identificar o autor da informação, contextualizá-la e organizá-la são algumas dicas da Slate francesa para evitar barrigas vindas das redes sociais.

Outro aspecto bacana é o técnico: descobrir informações sobre imagens postadas (e isso não é muito difícil mesmo sem ferramentas pagas) pode, por exemplo, revelar uma data que inviabilizaria a associação com uma determinada notícia.

O testamento dos que tombaram na redação

Na esteira do dramático passaralho no Ig (o portal teria demitido cerca de 30 pessoas ontem), é muita coincidência a compilação que a revista on-line Slate (excelente, por sinal) fez dos testamentos, ou melhor, das cartas que jornalistas enviaram a seus chefes após serem demitidos.

Poderiam figurar tranquilamente, e em posição de destaque, num museu da imprensa.

(o solerte António Granado viu primeiro).

O YouTube dá dinheiro?

É a pergunta do milhão: o YouTube dá dinheiro? Juan Varela, nesta belíssima análise, atesta que não. Com a ressalva de que os dados são, em boa medida, estimativas de um estudo, ele mostra que o site de compartilhamento de vídeos movimenta dinheiro compatível com uma rede de TV europeia (US$ 727 milhões).

Isso significa pouca coisa se lembrarmos que armazenar dados, como faz o Youtube, custa bem mais caro que operar uma emissora de TV comercial _ou você acha que banda nasce em árvores?

Só no ano passado, o Google perdeu quase US$ 500 milhões com o site de compartilhamento de vídeos, mas é promissor o acréscimo de usuários e de vídeos vistos, todos eles devidamente monetizados com publicidade.

Mesmo assim, o estudo prevê que serão necessários pelo menos oito anos de bons resultados para o Google recupere os US$ 1,65 bilhão que colocou no negócio.

50 marcas que sabem se comunicar com o público no Facebook

Como 50 marcas estão conseguindo se comunicar com seu público e ganhar reputação (e dinheiro) usando com inteligência as redes sociais?

Neste slideshow, a The Big Money e a Slate mostram os segredos de quem está se mobilizando no Facebook em sintonia com a ex-plateia.

De novo, algumas lições pra gente aplicar às marcas jornalísticas.

E se o homem chegasse hoje à Lua?

A Slate, um produto bem representativo da era da web (a revista de atualidades e cultura foi criada em 1996 e sempre teve como mérito cobrir as tendências da vida em rede), produziu um vídeo bem divertido sobre como teria sido a repercussão (especialmente na internet) caso o homem tivesse chegado apenas hoje, não há 40 anos, à Lua.

Imagine, claro, o Twitter “baleiando”, Youtube e Flickr forrado de imagens e até manchete no Huffington Post (o site/blog de Arianna Huffington que é outro exemplo emblemático da era da conversação e troca de informações via computador).

A ficção não está muito distante da realidade. Basta lembrar a morte de Michael Jackson, um acontecimento com alcance global como seria a conquista da Lua hoje.

(via Tiago Dória)