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Mais considerações sobre o diploma

Uma questão tem passado despercebida na discussão sobre a obrigatoriedade de um diploma em jornalismo para exercer a profissão: o fato de que as principais empresas jornalísticas do país (cito as Organizações Globo e os veículos do Grupo Estado, entre os quais o jornal O Estado de S.Paulo) exigem o pedaço de papel para contratar seus profissionais de redação.

Assim como não houve qualquer sinalização de mudança nessa postura, não haverá (garantem minhas fontes) alteração dessa exigência mesmo que o STF, seja lá quando for, pregue o caixão deste entulho autoritário que erroneamente é defendido como se fosse uma conquista _quando, na verdade, é uma prisão, uma masmorra.

Sim, para efeito do empregador, existir ou não obrigatoriedade é um mero detalhe. As empresas continuarão com o direito de exigir a formação que seja de seus jornalistas. Até mesmo de jornalismo, um curso (hoje, mas isso é passível de mudança) com bem menos profundidade intelectual do que vários outros.

Mesmo nas companhias menores, onde (dizem) se contrata a torto e a direito sem registro como jornalista (como se nos grandes portais de internet não ocorresse a mesma coisa).

Vou repetir que essa discussão deixou de ser importante a partir do momento em que a tecnologia deu uma imprensa pessoal para cada um. Quem quiser, faz jornalismo, não precisa nem ter ligação com a mídia dita formal.

Para encerrar com humor, então, uno-me à campanha do André Forastieri, que ironicamente pede a exigência de diploma de jornalista profissional para blogueiros. Aliás, o sindicato de jornalistas do Rio Grande do Sul já tinha levado essa proposta, como se fosse séria, a público.

Meu deus, que vergonha desses meus “colegas” de diploma…

ATUALIZAÇÃO: Ana Estela, no Novo em Folha, discorre claramente sobre a importância da formação do candidato a jornalista, não do tipo de papel que ele porta ao se apresentar numa redação.