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A Constituição do Facebook

Você já leu os termos de uso do Facebook?

Ex-editor-chefe do Washington Post e agora diretor da Faculdade de Jornalismo de Columbia (EUA), Steve Coll leu. E abandonou o serviço.

“Tudo me pareceu muito pretensioso, escrito como uma Constituição, mas de um Estado do qual eu não gostaria de ser cidadão”, contou.

Há mais bobagens do que a observação “Você não deve usar o Facebook se for um criminoso sexual condenado” na tal “Constituição” do serviço de Mark Zuckerberg. O besteirol grassa em termos de uso de forma generalizada, como os do Twitter, por exemplo.

A grande questão é que as cláusulas leoninas escondidas entre as estultices acabam sempre passando batidas. E, depois, dá-lhe polêmica porque uma foto de passista foi excluída da página de um veículo jornalístico que fazia a cobertura do Carnaval.

Mas eu nem deveria estar falando disso, já que certamente você não leu nem lerá as regras. Tá. Apenas não reclame depois. O ambiente ali não é nosso, é deles (dos donos).

Os males da monocultura

Você confia sua vida on-line ao Google e, no primeiro problema, sai xingando muito no Twitter.

Uma queda parcial dos serviços da empresa de Sergei Brin e Larry Page, nesta semana, nos fez lembrar mais uma vez os males que a monocultura traz. A verdade é que muita gente parece simplesmente não ter plano b na web.

Isso é ruim em primeiro lugar pela própria democratização da rede – há serviços idênticos em toda parte, basta procurá-los.

Em segundo, e fica o alerta: suas coisas on-line podem não ser tão seguras assim. Não é o caso do Google, mas ninguém está livre de perder arquivos cruciais por causa do fechamento de serviços. Isso às vezes acontece de forma totalmente inesperada.

Pense nisso antes de espernear.

A propósito, desta feita a queda parcial dos serviços do Google, tudo leva a crer, esteve concentrada nos servidores de provimento, não dos da empresa.

No meio da tragédia, um jornal escrito a mão


O terremoto seguido de tsunami e crise nuclear que devastaram o Japão proporcionaram cenas extraordinárias de superação e disciplina.

É o caso de seis redatores do Ishinomaki Hibi Shimbum, que durante seis dias foi escrito a mão e distribuído por eles nos abrigos em regiões mais seguras da cidade.

Nas matérias, os jornalistas relatavam os acontecimentos, alertavam sobre operações de resgate e pediam a participação dos leitores para que mais histórias fossem contadas.

Uma prova de amor à profissão e a compreensão de seu objetivo definitivo, que é servir o público.

O jornal feito a mão circulou entre 11 e 17 de março, quando a energia elétrica foi restabelecida em Ishinomaki.

O Newseum, principal museu de história da imprensa no mundo, já recebeu um exemplar para expor em seu acervo, aberto ao público em Washington (EUA).