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O verdadeiro Brasil x Argentina

O verdadeiro Brasil x Argentina hoje é o confronto pela liberdade de imprensa.

Enquanto o Casal K fomenta o ódio ao mainstream, mais especificamente ao Grupo Clarín (guardadas as proporções, a nossa Globo), em nosso terreiro membros poderosos do governo admitiram que estiveram no limite de processar meios de comunicação por reportagens com exaustivo trabalho de investigação por trás, diga-se.

No Brasil, o salto de 499 produtos jornalísticos que recebiam propaganda oficial em 2003 para quase 6 mil hoje foi lido como espécie de cabresto, de curral eleitoral. Assim como a política de benefícios que tem o Bolsa Família como carro-chefe.

É tudo verdade, mas é bom ouvir Eduardo van der Kooy, experiente editor do Clarín, pra entender no que somos bem diferentes dos hermanos _no futebol, ambos são habilidosos e beneficiados pela arbitragem.

Van der Kooy descreve um vazio de poder político que obrigou o jornalismo argentino a se tornar um ator dos acontecimentos, mais do que um mediador. E isso numa era em que a imprensa como filtro universal dos acontecimentos desmilinguou-se.

No Brasil, claramente perdemos esse protagonismo. Que, neste caso, pode ser ainda pior. Nenhum protagonismo exagerado, muito menos de quem não deve ser notícia, é bom para um país.

Jimmy Wales está entre nós

Amado ou odiado, um dos criadores da Wikipedia dá o ar da graça por aqui. Nesta quarta, será sabatinado pela Folha de S.Paulo.

Jimmy Wales é uma das grandes figuras da Web. Ele sim teve um sonho _uma enciclopédia colaborativa que gerou vários filhotes com a mesma vocação_ e levou a coisa adiante. Ruim, ingovernável, politizada… enfim, a Wikipedia tem toneladas de aspectos negativos. Mas é, hoje, uma realidade.

Sempre antenada, a Cristina de Luca foi à gravação do Roda Viva com o norte-americano (ainda sem data para ir ao ar). Foi nesta segunda, no Centro Cultural São Paulo.

Segundo ela, o cara foi pouco acionado, o debate girou em torno dos “pensadores” de sempre. O twiteiro Fugita faz as mesmas observações: muita gente falando, menos Jimmy. Do que ele falou, sobre o poder do celular como produtor/difusor de notícia, pouco a se destacar.

Depois, Jimmy foi a um bar na Vergueiro. Mas quem o acompanhou na cerveja preferiu apenas destacar esse aspecto (“tomei umas com Jimmy Wales”).

É a tal da colaboração.