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O Twitter, os robôs e a política

Levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV/DAPP) tenta quantificar uma ação que a cada dia ganha mais musculatura no Twitter: o uso de robôs para influenciar no debate político.

“O estudo tira do campo da hipótese a informação de que todos usam robôs – esquerda, direita e centro – para propagar suas ideias”, diz Marco Aurélio Ruediger, diretor da DAPP.

A constatação do estudo é de que pelo menos 20% das conversações na ferramenta são motivadas ou aquecidas por mensagens automáticas,  representando “uma ameaça real para o debate público, representando riscos, no limite, à democracia”.

A interferência de atualizações automatizadas esteve no cerne da disputa eleitoral de 2016 nos Estados Unidos – que culminou com a eleição do empresário Donald Trump.

 

 

Audiência fake destrói credibilidade do mundo digital

Para que servem números robustos se eles não têm conteúdo?

É meu mantra eterno em redes sociais – copas do mundo de mais fãs ou seguidores não servem pra nada e são o combustível de compra de adesões ainda menos republicanas.

É assim também na web segundo a narrativa da Bloomberg, que investigou como internautas artificiais estão desidratando os investimentos de anunciantes em mídia on-line.

Os numerões são falaciosos: dados bem concretos sobre práticas como o remarketing mostram (sempre de acordo com a reportagem) que boa parte das impressões que embasam extraordinárias performances de ROI correspondem a bots, ou seja, não-humanos.

Há todo tipo de truque, até pop-ups do tamanho de um pixel, imperceptíveis.

Nas redes há um drama parecido: a terra onde um pacote de curtidas e retuítes está ao alcance de qualquer bolso, sem suor, não pode ser auspiciosa.

Números robustos sem conteúdo não valem nada.

Conheça os robôs-repórteres

Existe uma previsão, sombria, de que algoritmos e robôs serão responsáveis por mais da metade dos textos hardnews do jornalismo on-line em dois ou três anos. Parece uma loucura, mas não é.

Texto de Sarah Marshall desmistifica essa realidade futurística com pinta de filme de ficção científica. Para os robôs brilharem, é evidente, antes um humano precisa dar as coordenadas.

Quem viu essa história primeiro, como de hábito, foi o colega António Granado.

Até os robôs podem ser parciais

Os algoritmos do Google fazem milhares de decisões diárias para ordenar os resultados de uma busca específica ou sua página inicial do Google News, por exemplo. Mas a ausência de humanos no processo não significa que estamos livres da parcialidade.

É o que nos conta Nick Diakopoulos num texto bastante interessante, ilustrado com exemplos de como, quando menos esperamos, esse trabalho dos robôs também é influenciado por hábitos pra lá de humanos.