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Globo desembarca do Facebook

Agora é oficial: as Organizações Globo (que detêm a principal operação de TV do Brasil, uma das mais relevantes da internet e importantes braços editoriais no mercado de revistas, jornais e livros) estão desembarcando do Facebook.

A partir de agora, a orientação é que produtos como a Rede Globo, o portal G1 e revistas como a popular Quem (só para citar alguns exemplos) não distribuam mais links dentro do site de Mark Zuckerberg. As páginas continuarão lá, mas insossas, com objetivo meramente institucional.

É uma decisão difícil de explicar e justificar. Diz-se que chegou-se à conclusão de que o Facebook está “roubando” audiência da Globo – mas isso, se verdadeiro, certamente irá se intensificar a partir do momento em que nem mesmo links estarão circulando pelo ambiente frequentado por 75% dos internautas brasileiros.

A menção ao Facebook, por motivos comerciais, já havia sido proibida pela companhia, o que é compreensível – só o apresentador Fausto Silva, bocudo, desafia a norma muitas vezes citando a rede social, inclusive fora de contexto, para mostrar “independência”.

Houve um tempo em que a Globo decidiu criar um microblog próprio, à imagem e semelhança do Twitter – e que fracassou, evidentemente. Agora, resta saber o que vem por aí.

Londres quer proibir torcedores de compartilhar a Olimpíada em redes sociais

Atenção, surgiu mais uma iniciativa fadada ao fracasso: o comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Londres pretende impedir que o público pagante do evento limite o registro de fotos, vídeos e áudios à esfera “doméstica e privada”.

O contrato que rege a venda de ingressos cita expressamente o veto à distribuição em sites de redes sociais “e na internet de forma geral” de qualquer conteúdo captado “em ambiente olímpico”.

Veja, não será proibido filmar ou fotografar – mas sim compartilhar esse material.

Com quase 6 milhões de entradas para eventos em 26 modalidades, eu me pergunto como alguém acha que é possível controlar de que forma se dará o armazenamento do registro feito pelas pessoas.

Por mais que YouTube e Facebook (só para citar os dois canais mais óbvios e pops de escoamento da produção das pessoas) montem um exército para excluir material indesejado pelos proprietários dos direitos da competição – e eles irão, já há acordos nesse sentido com o Comitê Olímpico Internacional -, mais uma vez será uma disputa de gato e rato. E o vencedor já sabemos todos quem será.

É 2012 e ainda não entendemos que a rede e seu poder de compartilhamento são incontroláveis?