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Em infografia e reportagens multimídia, 27 representações da crise financeira global

A crise financeira que eclodiu em 2008 era só uma marolinha?

Não sei, mas o jornalismo visual produziu toda forma de representação da catástrofe político-administrativa que levou o planeta à beira do caos.

Algumas coisas já conhecíamos, outras são novidade.

Importante é que se trata de infografias ou reportagens multimídia que nos ajudam a pensar em coisas diferentes e bacanas. É essa nossa principal função, dos jornalistas, nos tempos de hoje.

Fotógrafos escancaram a pobreza nos Estados Unidos

Com o mote “a pobreza não é mais invisível na América”, um coletivo de fotógrafos _auxiliados, diga-se de passagem, por uma belíssima sonorização_ estão usando o jornalismo visual para mostrar como vivem e sofrem os excluídos na nação mais rica do planeta.

Não apenas para a gente lembrar das novas narrativas jornalísticas (até porque essas eu não deixo a gente esquecer nunca, né), mas também da própria função social do jornalismo, esta sim bastante maltratada.

Aliás, será que ainda se discute isso nas redações? Eu, sinceramente, não lembro a última vez que tratei, no dia a dia do jornal, do tema.

A culpa é de todos nós, claro.

Uma nova embalagem para um velho produto

Uma matéria de personagens, histórias humanas, com gente que salta na última estação do Metrô. Não é original: meu pai foi personagem de pauta semelhante do Jornal da Tarde em 1977 _não era a última parada, mas o último Metrô, à 0h.

Agora, que é uma aula de jornalismo multimídia o gráfico apresentado pelo The New York Times para contar essa surrada história, isso é. É por aí que o “jornalismo do futuro” vai trafegar.

A dica é do Contra a Clicagem Burra.

Uma aula de jornalismo multimídia

A coisa está ficando boa: hoje o St.Petersburg Times, da Flórida (EUA), apresenta uma reportagem multimídia que é exemplo em todos os quesitos.

Com o auxílio de uma belíssima arte em flash, mais fotos, vídeos e áudios, o material conta a história de uma garota encontrada há três anos, raquítica, vivendo como um bicho dentro num quarto da casa de sua família, sem roupas, habilidades verbais e coberta de fezes.

Agora, para a gente não se esquecer o que realmente importa no bom e velho jornalismo: apesar de todo o acompanhamento multimídia, o principal _o texto, a reportagem em si_ não foi esquecido. Aliás, ele começa de forma brilhante, com a perturbadora descrição da cena da menina na janela (que, por sinal, dá título à matéria).

Trabalhos desse tipo, em flash, já foram objeto de comentário aqui em outra oportunidade. É uma das especialidades da Universidade de Austin (Texas), cuja cadeira de jornalismo on-line é comandada pelo brasileiro Rosental Calmon Alves, ex-correspondente do Jornal do Brasil.

É uma tendência inexorável nos sites noticiosos. Porém o jornalista, ao menos no Brasil, ainda não aprende este tipo de coisa _o flash, pela miopia brasileira, é um recurso reservado ao designer gráfico. Nada mais equivocado.