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Métodos de pesquisa para a internet

Será lançado no dia 5 o livro “Métodos de pesquisa para a internet“, que se propõe a ajudar pesquisadores que se debrucem sobre as novas tecnologias com abordagens empíricas.

De autoria de Suely Fragoso, Raquel Recuero e Adriana Amaral, a obra debate metodologias que sejam eficientes e que permitam coletar e analisar dados compatíveis com problemas de pesquisa e perspectivas teóricas.

Notícias sobre realidade e virtualidade

“Laços sociais dependem de interação, investimento e sentimento. E podem se desgastar no espaço off-line. Mas não no on-line”, argumenta Raquel Recuero, que aborda o on-line e off-line em nossas vidas em texto sobre o caráter dos sites de redes sociais.

Seu princípio é que talvez não possamos dizer que realidade e virtualidade fazem parte de um mesmo espaço, ou seja, que termos como ciberespaço não fazem mais o menor sentido.

“o Twitter, através de sua forma de constituição de redes sociais, permitiu novas formas de compartilhar informações, agregar visibilidade e mesmo conversar. Esses valores não eram acessíveis antes do on-line. Ora, se a pesquisa tem demonstrado que as redes sociais on-line adicionam dimensões diferentes às redes off-line, elas também são diferentes dessas”.

Ok, mas continuo achando que ainda estamos falando do mesmo espaço, apenas com características diferentes.

Facebook avança na terra do Orkut

Raquel Recuero detecta, no Brasil, a ocorrência do fenômeno que levou o Facebook a superar o Orkut na Índia (ainda hoje um dos maiores mercados do site de rede social número um no Brasil).

Vale a pena dar uma lida.

Conversas sobre redes sociais


Ainda no ‘Volto Já’ mode, mas a Raquel Recuero descobriu duas palestras legais sobre redes sociais. Desfrute.

Entendendo o ‘RT’: a distribuição de notícias nas redes sociais

O uso informacional das redes sociais (que a mídia parece ter descoberto só agora, e só com o Twitter, depois que foi atropelada e “furada” por personagens do noticiário) é um dos aspectos mais importantes de mudanças no exercício do jornalismo precipitadas pelo avanço tecnológico.

Raquel Recuero, pesquisadora brasileira mais plugada nessas modificações, traça uma ótima relação de hipóteses sobre a propagação de informação via sites desde Orkut/Facebook até o próprio messenger, sistema limitado porém eficiente de distribuição de informação.

Para jornalistas e empresas jornalísticas pensarem um pouco mais sobre a qualidade de sua atuação on-line.

Lembrando, como eu digo sempre, que uma coisa é presença, outra é atuação. Não basta criar perfis (muito menos alimentados por feeds), há que se gerenciar comunidades.

Navegando pelos primórdios dos blogs

Scripting News, um dos blogs mais antigos de que se tem noticia, e sua aparência em 1997

Scripting News, um dos blogs mais antigos de que se tem notícia, e sua aparência em 1997

Hoje resolvi fazer a lição de casa e, finalmente, visitei (graças à máquina do tempo da Web) dois dos blogs mais antigos do mundo.

Consta nos autos que Dave Winer e Jorn Barger começaram a blogar em 1997, com diferença de meses. Há relatos de blogueiros ainda mais antigos (como Justin Hall, que foi visto na rede fazendo algo parecido ao ato de colecionar links legais a partir de 1994).

Outra coincidência entre eles é que todos eram, em todas as acepções da palavra, geeks (que no meu tempo eram chamados de nerds, tanto faz). Trabalhavam com programação de computadores e desenvolvimento de softwares. Barger teria sido, ainda, o criador do termo weblog, cuja corruptela se transformaria numa coqueluche a ponto de ser totalmente deturpada _ainda que haja quem, com propriedade, desconstrua as pistas básicas sobre como identificar a plataforma.

Ainda que nossa viagem no tempo favoreça Barger _a impressão mais longínqua de sua página é de 1999, dois anos à frente da de Winer_, nota-se claramente que ambos faziam a mesma coisa: vasculhavam a Internet e publicavam os links que consideravam mais interessantes.

A veia noticiosa do Robot Wisdom (tocado por Barger) se explica: 1999 marcou o auge dos newsjunkies e do consumo por esse tipo de produto. Não por acaso 2000 foi o ano mais auspicioso a história da rede, com a criação em série de portais e produtos, vários deles com ênfase no noticiário do dia-a-dia. Essa fase terminou em tragédia.

Já o Scripting News original, de Winer, era naturalmente focado em tecnologia (característica que resiste até hoje num número expressivo de páginas pessoais).

Entretanto, os dois mostram conhecimento sobre usabilidade e design. Descontados os anos, já eram modernos o minimalismo (expresso no fundo branco, uma contraposição ao carnaval de cores e gifs que dominava a Internet daquela época) e a disposição dos hiperlinks _note quantos, o que envergonharia os blogueiros de meia pataca de hoje que fazem, na verdade, colunas impressas em versão eletrônica.

É engraçado se referir a todas estas coisas tão recentes como “antigas”, mas o timing on-line é assim, inclemente.

Minha inspiração veio da leitura de Blogs.com, uma compilação indispensável para entender do que é que aqueles caras estavam falando há 15 anos.

Leitura de final de semana

Não passou batido, mas esqueci de comentar aqui o lançamento do livro (disponibilizado apenas on-line) Blogs.com, organizado por Raquel Recuero, Adriana Amaral e Sandra Montardo.

Recém imprimi, então as impressões ficam para depois.

Só uma, que dá para dizer de cara: sinto falta da versão em livro. A Web é muito legal, mas há coisas que merecem uma encadernação para serem consultadas a posteriori _e, porque não, off-line.

A praga do control c + control v revisitada

ATUALIZAÇÃO:  a ferramenta indicada pela autora para a checagem de plágio está fora do ar. Como opção, é possível usar o Plagiarism Check.

É a maior crítica à plataforma on-line, não tem jeito. As facilidades de reprodução de palavras ou blocos de texto pelo computador transformam a Internet, muitas vezes, no paraíso da cópia. A culpa, evidente, não é da plataforma, mas dos desprovidos de idéias e vergonha na cara.

A jornalista e pesquisadora Raquel Recuero dá um bom exemplo ao relatar que texto de sua lavra foi copiado descaradamente pelo governo federal num edital.

Nas faculdades, é constante o número de trabalhos de alunos executado com base em propostas de outros, que têm seu trabalhado surrupiado sistematicamente.

Mais feio ainda é o jornalismo, atividade profissional em que o texto é a ferramenta básica, forrado de textos absolutamente copiados. E isso não ocorre apenas no on-line: recentemente, detectei em dois jornais impressos cópias de textos originalmente publicados na Web.

Recuero indica, por sinal, o site Plagiarism Detect, que varre a Internet em busca de cópias de frases e parágrafos inteiros.

Ladrões de palavras, tremei.