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Reportagens redigidas por uma máquina. É verdade.

O New York Times já tinha falado sobre isso há alguns meses, mas o jornalismo produzido por computador (como é que é?) parece estar se tornando real.

Prova da evolução da inteligência artificial, que consegue que uma máquina imite um humano até no jeito de escrever.

Já há quem aposte que, no futuro, 90% do conteúdo que leremos on-line terá sido redigido por meio de um software que possui, como principal vantagem, o fato de não assassinar gramática e ortografia.

A coisa está ficando interessante…

Um blog entre tantos

Mais uma dica curta: o blog de Pete Warden. Pertinente.

Um exercício de uso de banco de dados no jornalismo

Ainda estou no “Volto Já Mode On”, mas essa dica não dá pra deixar deixar passar: meus colegas André Pase, Andréia Mallmann e Marcelo Träsel desenvolveram com os alunos do estágio em jornalismo online da Famecos/PUCRS, a Cyberfam, um exercício em uso de bancos de dados no jornalismo mostrando a atuação dos parlamentares gaúchos. Muito legal.

Reiventar o jornalismo ou o jornalista?

Reiventar o jornalismo. Expressão que já virou clichê e sobre a qual poucos realmente se debruçam. É mesmo necessário? O termo correto é realmente “reiventar”? Só o jornalismo impresso precisa ser reiventado? O jornalismo on-line, então, já está posto, definido e bem criado?

Não é bem assim, mas muitas vezes a gente não percebe. Mas é notório que ainda existe um subtratamento (no papel e na web) às possibilidades trazidas pela tecnologia.

Londres vai discutir o tema em 10 de julho, no encontro News Innovation London. Segundo um dos organizadores, Martin Moore, é a chance de debater possibilidades concretas, não conjecturas.

Falando ainda mais claro: o que se propõe aqui é juntar jornalistas e programadores (mas pode chamar de nerds) que tenham ideias legais e úteis. Às vezes, quando jornalista e nerd são a mesma pessoa, as coisas ficam mais fáceis.

Sim, trata-se também da boa e velha reportagem assistida por computador (RAC ou CAR, na sigla em inglês). Uma série de programas e mashups que, bem alimentados, apresentam a informação em formato e perspectiva diferentes.

Curioso que, há poucos dias, a revista Time se perguntava se os nerds poderiam fazer alguma coisa pelo jornalismo. Já estão fazendo, falta aos jornalistas perceberem o quão prático e proveitoso para o leitor/usuário pode ser essa faceta da interpretação e apresentação de dados.

Mas é claro que não é só isso.

Os caminhos do jornalismo passam também pela gestão da produção colaborativa de informação. Os exemplos a serem debatidos em Londres são o projeto My Football Writer (basicamente uma rede de correspondentes amadores em pequenos clubes em East Anglia, uma região da Inglaterra) e rede investigativa “Ajude-me a apurar”, do Channel 4, bastante aberto à conversação, essa dádiva da era da publicação pessoal e da troca instantânea de informação.

Há ainda a necessária administração de mídias sociais (que é, hoje, onde o povo está na internet).

Todo o resto, os preceitos, todas as receitas que conhecemos como exemplos de bom jornalismo, estão preservados.

Falta reportagem? Sim. Falta investigação? É claro. Faltam clareza e acuidade na redação de textos? Quem acha que sim levante a mão. Tantas coisas faltam hoje ao jornalismo impresso.

Mas será que elas já não vinham faltando quando a internet nem sequer existia?

Pensar o jornalismo como um processo, não como uma plataforma, é tão difícil assim?

Leia também: O jornal vai dormir internet, e a internet acorda jornal

Opine: um jornal precisa de manchete todos os dias?

(este post teve as colaborações de @leogodoy e @rsbarai)