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Projeto em Jornalismo Impresso I – Sétima aula

Na aula desta sexta (3/10), a sétima do curso, discutiremos o poder noticioso da fotografia, sua evolução através do tempo e o choque de credibilidade que enfrenta em tempos de Photoshop.

Além disso, é hora de discutir, ainda que de forma intermediária, a que conclusões estamos chegando sobre o nosso produto, desta vez com base nas idéias apresentadas por vocês no trabalho de conclusão do bimestre.

Deixo aqui alguns textos sobre fotojornalismo que podem ajudar um pouco na reflexão da importância da imagem na construção do discurso jornalístico.

A crise do fotojornalismo, de Pedro Doria, é essencial para entender a encruzilhada do jornalismo fotográfico contemporâneo. Em Análise visual: o uso de fotos na Folha Online, a abordagem é mais prática. A natureza comunicacional da fotografia oferece um viés acadêmico sobre o tema, enquanto O fotojornalismo em Portugal, de Manuel Correia, dá uma perspectiva européia ao assunto.

Os slides desta aula já estão disponiveis on-line.

Recado importante: não nos encontraremos no dia 10/10. A programação normal do curso será retomada em 17/10, a partir das 8h45, com a palestra do fotógrafo Marcelo Min. Ele falará justamente sobre os temas que debateremos agora, com ênfase na autonomia da fotografia enquanto gênero informativo.

Comentário sobre os comentários

“As pessoas precisam ser detidas”, me disseram certo dia. E eu, conversando informalmente com um amigo que toca blog corporativo, aparentei estupor pelo fato de no site dele os comentários serem publicados sem moderação. Como assim, sem moderação?

As pessoas precisam ser detidas, sim. E o comentário é livre até onde vai a compreensão de liberdade do dono espaço.

Ótimo debate capitaneado por António Granado _lembrando que, como sempre, é na caixa comentários que a discussão ocorre de verdade.

Edição e Design

De nossa produtiva conversa de hoje com o editor de arte Mondrian Alvez, que apresentou de maneira didática o passo a passo da construção de um projeto gráfico, ficou uma importante dica: o livro “Edição e Design“, de Jan White.

A obra é um manual sobre o assunto (literalmente: é a recomendada para a padronização de procedimentos na editora Abril, por exemplo) e trata do design com um discurso afinado ao nosso: o de “notícias para ver”, totalmente integrado ao conteúdo jornalístico.

Ainda na linha dicas: o blog “Imagem, Papel e Fúria“, sobre design de notícias, tem a tudo a ver com a disciplina também.

Mais uma dica valiosa que em muito contribuirá para o nosso curso.

Projeto em Jornalismo Impresso I – Aula seis

Nesta sexta (19/9), teremos a primeira palestra de nosso curso, a cargo do designer Mondrian Alvez, editor de arte da Duetto Editorial.
Na conversa, falaremos sobre as etapas de construção de um projeto gráfico, uso de peças gráficas, cores, tipologia, diálogo com a pauta, infografia e afins.
Por ora, deixo como sugestão alguns textos sobre o tema que irão ajudá-los a inquirir nosso convidado sobre necessidades específicas do nosso produto.

Projeto em Jornalismo Impresso I – Aula quatro

O papo da quarta aula de PJI I começa pelo conceito da economia do grátis de Chris Anderson e avança rumo aos gratuitos no jornalismo diário, feitos para “o cidadão que anda a pé”.

Pegamos carona no sucesso dos jornais de graça (e relativizamos esse triunfo, mostrando onde se deu e onde não se deu esse toque de midas) para contextualizar o momento da notícia na sociedade da informação: sim, ela virou uma commodity, infelizmente.

Na atividade do segundo tempo, vamos comparar dois dos gratuitos mais distribuídos no mundo, Destak e Metro (em suas versões paulistanas) e perceber graficamente que peças poderão ser úteis para o projeto que pretendemos fazer, além de criticar soluções equivocadas e ausência (ou presença) de jornalismo.

Lembrem que a leitura de “O Destino do Jornal” (páginas 59 a 89) é importante para compreendermos a percepção que os usuários têm das mídias (trata-se de ótima pesquisa qualitativa).

Leia mais sobre as teorias de Chris Anderson e também a respeito do declínio do jornalão e ascensão do gratuito.

Os slides da aula já estão on-line. Até esta sexta!

Quem perde mais com o avanço da Web?

Sendo a Internet uma mídia que comporta todas as outras (do cinema ao livro, passando por TV, jornal e rádio), a pergunta que não quer calar é: quem perde mais público com o avanço da Web?

Não há uma pesquisa definitiva sobre o tema. Recentemente, o The Pew Research Center abordou o assunto num levantamento por telefone com 3.615 maiores de 18 anos nos Estados Unidos. O foco, claro, foi o consumo de notícias.

Apesar da amostragem, que não permite uma conclusão segura, a pesquisa mostra quedas em todas as mídias _menos a Internet, claro.

Entre 1993 e 2008, a porcentagem de pessoas que viam o noticiário na TV caiu de 77% para 52%. No rádio, essa perda foi de 47% para 35%. E a quantidade de pessoas que declarou ter lido um jornal em papel na véspera também despencou (de 58% para 34%).

No Brasil, me apego a algumas mudanças que o programa televisivo Fantástico tem exibido nas últimas semanas. Neste domingo, por exemplo, duas das principais reportagens diziam respeito à Internet, uma clara intenção de aproximar os conteúdos. Uma delas, inclusive, era a exibição pura e simples de webcams em pontos do planeta.

Isso sem contar a seção “bola cheia/bola murcha”, mantida por meio de vídeos enviados pelos “usuários”.

No jornal de papel, também assistimos a uma tentativa de aproximação de conteúdo depois que a Folha de S.Paulo (jornal brasileiro com maior circulação) criou a página “Folha Corrida“, cheia de fotos, informações curtas e… links, claro.

Diante disso, tendo a concordar com o diagnóstico do The Pew Research Center. Porém, pelas características, ainda enxergo a Web muito mais nociva à TV. Afinal, ela possui a mídia TV embutidade, e ainda por cima on demand (ou seja, o telespectador não precisa esperar os comercais para ver o que deseja).

Projeto em Jornalismo Impresso – Aula três

Caros,

Na aula desta sexta-feira (29/8) vamos tratar dos hábitos de leitura do ser humano contemporâneo, destacando (é claro) o interesse pelo jornal.

Atualizaremos dados que constam no livro “O Destino do Jornal”, de Lourival Sant’Anna, dando conta da leve recuperação global de circulação e faturamento dos periódicos em papel e analisaremos alguns projetos bem-sucedidos.

Falaremos sobre as verdades a respeito desta mídia (a mais clara delas: que jornal não é mais mídia de massa) e de seu posicionamento no mercado.

Em tempo: diferentemente do informado, o Correio da Bahia não adotou o formato 3030, mas o tradicional Berliner. Vamos comparar.

Os slides desta aula já estão on-line.

Projeto em Jornalismo Impresso I – Aula dois

Nesta sexta (22/8), a partir das 8h, damos seqüência ao curso de Projeto em Jornalismo Impresso I debatendo conceituação e nuances do projeto gráfico. Os slides já podem ser consultados on-line.

O que é o projeto gráfico? Em resumo, é o plano inicial cujo conjunto de elementos forma e dá caracteristica a um meio de informação. É o aproveitamento de todos os recursos gráficos, dentro de uma proposta editorial jornalística.

O projeto gráfico determina, entre outras coisas, o formato (tamanho do produto), a tipologia (família de fontes) e a apresentação (design), sempre dentro do conceito “notícias para ver”.

Um bom projeto gráfico está a serviço do editorial, ou seja, utiliza os recursos disponíveis para melhor explicar uma pauta ao leitor. Abusa de imagens e textos curtos, mimetiza a linguagem da Web, usa infográficos, interfere na qualidade da leitura, trata de exibir melhor o conteúdo textual.

Veremos ainda a composição dos elementos morfológicos principais (texto, título e imagem), assim como discutiremos o formato 3030, vendido como sendo o do jornal do futuro _na verdade, é do presente (o futuro pressupõe a supressão do papel).

Textos complementares

Para auxiliar na discussão, separei duas pequenas matérias que relatam conversas de editores de arte com alunos do Curso Abril. Em ambas, há dicas importantes e ótimos exemplos de como conceber um projeto gráfico bem-sucedido.

Além disso, deixo como sugestão mais três textos acadêmicos que abordam de forma simples e direta o assunto: “Notícias para ver“, de Norah Vela; “Técnicas gráficas de jornalismo“, de Artur Araújo; e “O diálogo gráfico/editorial: projeto gráfico e hipóteses de trabalho“, assinado por Michaella Pivetti.

O material de apoio é complementar à matéria dada em aula _portanto, fundamental para a compreensão e contextualização do tema.

Na segunda parte do nosso encontro, e usando o Newseum, vamos comparar (por meios das primeiras páginas) os três principais jornais brasileiros (O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e O Globo), objeto da pesquisa de Lourival Sant’Anna em “O Destino de Jornal” _livro de leitura obrigatória que já será discutido na próxima semana.

Até lá!

Projeto em Jornalismo Impresso I – Aula um

Começa nesta sexta (15/8), às 8h, curso deste semestre que terei o prazer de ministrar ao lado da professora Jô Rabelo.

Como de hábito, no primeiro encontro vamos expor o conteúdo, debater os grandes temas da disciplina e, na segunda parte da aula, fazer um trabalho comparativo entre projetos gráficos dos jornais brasileiros.

O Plano de Ensino e os slides da primeira aula já podem ser consultados on-line.

Até lá!

Preto no branco, jamais o inverso

Finalmente hoje o utilíssimo La Buena Prensa traz um exemplo do que não deve ser feito por um jornal impresso. É a página aí de cima, ou deste hiperlink aqui, do Diário de Burgos (Espanha).

Tome note: jamais, num jornal, use fundo escuro com letras brancas. Você pode estar simplesmente dizendo a seu leitor “não leia esse texto”.

Explico: não só o papel jornal tem qualidade ruim como, via de regra, a impressão no Brasil a torna ainda pior. Por isso, erros de registro são comuns. No caso de letras brancas, a leitura fica absolutamente impossível.

A recomendação não vale para revistas e produtos que utilizam papel com gramatura maior _portanto, com chance de mais qualidade na impressão.

A página do Diário de Burgos fica bonita aqui porque o que estamos vendo é um PDF. Pega o jornal na banca para você ver que bicho que pode sair…