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Sem licença aérea, drones são proibidos de voar nos EUA

A autoridade que controla o tráfego aéreo nos EUA proibiu voos de drones que vinham sendo usados por universidades do país.

A rigor, o bode é mínimo, é só pedir: a FAA expede uma autorização federal para o uso de drones – essas novas grandes estrelas do jornalismo.

Drones e problemas

Muito interessante o relato sobre o uso jornalístico de drones (pequenos veículos aéreos dotados de uma câmera e controlados remotamente) feito por Taís Gasparian à Folha de S.Paulo.

Essas ferramentas se constituem numa grande novidade do mundo das novas narrativas, proporcionando não apenas imagens bonitas como ainda, conforme conta Taís, mais segurança aos repórteres, por exemplo, num front de batalha.

O que não é seguro (ou pelo menos sabemos pouco sobre isso) são os riscos que corre quem está com as cabeças debaixo de um drone. O próprio texto nos relata, em tom de galhofa, um manejo desastrado de um artefato que cobria uma manifestação em Paris e caiu no rio Sena.

Pessoalmente estive muito perto de testar a nova tecnologia no ano passado, num trabalho publicitário, mas as restrições para seu uso eram tamanhas que tive de desistir.

Tudo por conta da precaução (por exemplo, o aparelho não pode sobrevoar vias onde há carros e humanos, há distâncias mínimas de aproximação e até autorizações aeroportuárias são necessárias, de acordo com a região que se quer filmar).

Durante os protestos de rua em São Paulo, a Folha de S.Paulo ignorou esses obstáculos e foi em frente, produzindo um belíssimo material. Ainda bem que tudo deu certo. A miniaturização desse equipamento, que já está em curso mas ainda a preços pouco acessíveis, vai resolver de uma vez por todas esse delicado problema.

Jornal impõe restrições em perfis pessoais de seus profissionais na web

O Globo divulgou na quinta-feira o que chama de “Estatuto das Eleições 2010“.

No conjunto, são medidas absolutamente dentro do bom senso, como sugerir aos seus jornalistas que não usem “distintivos, camisetas ou qualquer peça de propaganda de candidatos”.

A peça de dez regras e alguns adendos, porém, faz marcação cerrada contra os perfis pessoais dos funcionários em sites como Twitter e Facebook, porque “na prática, qualquer conteúdo publicado nas redes sociais poderá ser associado à linha editorial do jornal”. É? Se for, é um erro de quem faz a associação.

As restrições vão além e versam até sobre prática do retweet e adição de “amigos”.

“No caso específico do uso de Twitter e/ou outros microblogs, fica vedado ao funcionário do GLOBO a prática de reenvio (“retweets”) de conteúdos publicados por partidos políticos ou candidatos. Também não será permitido usar o serviço para propagar links para sites (pessoais ou institucionais) que contenham propaganda político-partidária, ou que sejam tanto ofensivos quanto elogiosos a determinado candidato.

Se, por necessidade profissional, jornalistas precisarem adicionar candidatos ou partidos políticos como “amigos” em páginas do Facebook, Orkut e demais sites de relacionamento, devem fazê-lo de forma equilibrada, evitando restringir a prática a apenas um determinado candidato ou partido. As inclinações políticas de jornalistas do GLOBO não devem aparecer também em seus perfis pessoais nesses e em outros sites de relacionamento.”

Da forma que foi redigido, o estatuto invade um terreno perigoso _e indefensável.

Outras restrições, em outros veículos, certamente virão.