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A primeira vez a gente nunca esquece

Blog da Universidade de Columbia informa que nesta segunda o The New York Times publicou o primeiro anúncio de sua história na primeira página.

Com a ajuda da correspondente da Folha de S.Paulo em Nova York, Andrea Murta _que teve de revirar o lixo e encontrar o exemplar, já que lá nos EUA o jornal não vem embalado em plástico, mesmo sob neve intermitente, e vai direto para a lixeira em dias úmidos_, descobri que trata-se de um rodapé em seis colunas com destaques da programação da CBS, a rede de TV número um dos Estados Unidos.

Em texto na edição, o jornal justifica a decisão como uma resposta “à pior queda de receita desde a Grande Depressão” e diz que a publicidade será veiculada apenas “abaixo da dobra”, ou seja, na metade de baixo da capa.

A minha surpresa neste caso é saber que só agora essa primeira página foi “maculada”. Por aqui, já tivemos até o triste caso de toda uma primeira página (e dos três principais jornais brasileiros) comprada por um anunciante, e ainda por cima estatal.

Deu na primeira página

Em dia de vitória histórica de Barack Obama, vale a pena conferir essa seleção de primeiras páginas de jornais nos Estados Unidos e no mundo.

A capa do Chicago Sun-Times

A capa do Chicago Sun-Times

Cidadão emplaca primeira página em “O Globo”

 

A ressaca que atingiu o litoral do Rio na quinta-feira por pouco não provocou o naufrágio de um catamarã que fazia a travessia Niterói-Rio (17 pessoas acabaram ficando feridas após a embarcação ter sido invadida por uma gigantesca onda).

A quase-tragédia, porém, serviu para alçar o cidadão comum Alexandre Caldas à primeira página do jornal “O Globo”. 

Ele estava dentro do barco, fotografou os momentos de tensão e enviou imagens para o Eu Repórter, o canal participativo do Globo Online.

Como sugeri, há um mês, que vocês fizessem.

Enquanto isso, vejo no site de jornalismo cidadão Ohmynews um texto sobre a vitória de Danica Patrick no GP do Japão da F-Indy. Publicada quatro dias após a prova e com aspas “chupadas” do site da ESPN International.

É assim que se oferece um caminho alternativo à mídia tradicional?