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Será o fim do Facebook?

Acho que não foi bem compreendida a “previsão” de que o Facebook deixará de existir em 2020, feita por Eric Jackson, fundador de uma empresa de investimento.

Jackson se refere ao inexorável fato de que, na vida como na web, a fila anda. Ferramentas ultrapopulares em seu momento são substituídas por outras – algumas, seguem seu rumo sem o mesmo buzz; outras, simplesmente acabam.

Agora, como alguém bem disse outro dia, chegou a hora de decretar o fim de decretar a morte de alguma coisa.

Em 1994, o protótipo do jornal do futuro

Em 1994, o professor Roger Fidler (hoje na Universidade do Missouri) apresentou o trabalho “O jornal do Futuro”, baseado num conceito que estava desenvolvendo na academia. A imagem aqui ao lado é exatamente de como o seria o “protótipo” deste produto.

Parece um imenso iPad, mas naquele tempo ainda não havia tablet como o conhecemos hoje. Fiedler usou como ponto de partida outro produto da Apple, o Newton (que o mundo conheceria como palm top).

Tãopouco havia rede sem fio (ou internet comercial) naquele tempo, mas Fiedler pensou que a atualização do jornal eletrônico poderia ser feita pelo mesmo sistema do videotexto _a tecnologia que originou o closed caption, então transmitido via ondas de TV.

Acesse a ideia completa e entenda o que prosperou (e o que era furado) na conceituação de 17 anos atrás.

Será o fim do NYT como o conhecemos hoje?

Há dez anos, Dick Brass (que foi executivo de Microsoft e Oracle, entre outros) previu que a última edição em papel do The New York Times seria rodada em 2018.

Normalmente palpites desse tipo estão fadados ao fracasso, mas ao menos suscitaram (no caso do NYT) uma onda de paródias e brincadeiras bem divertidas

Um caso clássico de jornalismo-chute

O título bombástico do jornal argentino Perfil de 22 de agosto diz tudo: estamos diante de um caso clássico de jornalismo-chute.

A matéria foi escrita 17 dias depois do acidente que soterrou 33 trabalhadores numa mina de ouro e cobre no norte do Chile e que terminou, com nosso testemunho, num lamentável episódio de exploração comercial _mas com todos vivos, diga-se.

Muitas vezes, o melhor caminho é não escrever.

O polvo Paul e o ridículo no jornalismo


Não tem nem dois dias que eu ressuscitei uma entrevista do goleiro Rogério Ceni (na qual o cara falava sobre encarar esporte como entretenimento), e me deparo agora com um texto que avalia a corrida do jornalismo ao polvo “vidente” Paul como uma babaquice sem tamanho, uma jogada da marketing do aquário de Oberhausen, na Alemanha.

É nessas horas que o ditado “nem tanto ao mar, nem tanto à terra” faz muito sentido. No texto, o crítico questiona os poderes sobrenaturais de Paul _ele próprio causando mais ridículo do que a situação em si.

Nosso amigo não percebeu que se trata de uma brincadeira divertida, com altíssimo potencial de audiência, mas que não deveria ter qualquer tipo de explicação. Procurar biólogos para explicar os “dons” de Paul, é verdade, também é estúpido (sim, o jornalismo fez isso).

Há momentos em que tudo o que o jornalismo precisa é de uma feature. Isso mesmo, um tratamento lúdico a uma não notícia capaz de divertir a audiência. O diversionismo pelo diversionismo.

Mas tem gente que não compreende como o humor pode fazer bem à profissão.