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A mídia social refém das efemérides

calendas

Felizmente essa era parece estar acabando, mas a ficha demorou a cair – pensei que trataríamos eternamente a gestão de presença de marcas no Facebook e no Twitter (para ficar apenas em duas das redes mais importantes) como se fossem prioritariamente mera agenda de efemérides inventadas.

Saudar, em nome de outrem, a passagem de datas obscuras, inexistentes e – principalmente – que não fazem parte do dia a dia das pessoas se transformou numa espécie de regra não escrita da mídia social, deixando uma legião de reféns de publicações aparentemente obrigatórias. Obrigatórias?

No fundo, tudo fica parecendo aquela velha agenda de papel Pombo – nos perguntávamos de onde tinham tirado aquele Dia da Dona de Casa, para ficar num exemplo esdrúxulo.

No afã de participar da conversa das redes, criou-se uma disputa quase obsessiva pela lembrança de datas. Neste caso, e falando especificamente do Facebook, há um problema ainda mais grave: com a entrega de conteúdo proporcionada pelo site (no qual um post tem duração média de 36 horas nas timelines), via de regra a “homenagem” é vista no dia seguinte. Ou seja…

Uma boa fatia do caráter júnior que muita gente ainda credita ao trabalho de mídia social diz respeito a essa agenda inútil. Nesse ambiente, o que é realmente importante se confunde com a bobagem – e como a bobagem costuma ter mais capilaridade, tudo desaparece.

Assumindo a hipótese de que esse planejamento editorial visa dar mais visibilidade às presenças digitais, esbarramos em outro problema grave: até que ponto é eficaz abrir o leque atrás de números robustos, permitindo a entrada de gente que pouco ou nada tem a ver com sua audiência?

A burocracia, onde quer que esteja, atravanca os processos. Num ambiente de relacionamento, apesar das convenções, surpreender também é bem-vindo.

Aprenda a falar em emojês

Que o emoji é uma poderosa ferramenta de engajamento social, todos sabemos. Mas de que forma eles são interpretados? Um estudo da Universidade de Minnesota se debruça sobre esse tema, chegando a conclusões pertinentes.

Como um texto, os emojis não são “lidos” da mesma forma pelas pessoas. A plataforma onde é publicado (seja equipamento ou rede social) também impacta decisivamente a forma como a mensagem será interpretada pelo receptor.

E qual é o limite para sua utilização? Depende do tom de voz da marca. Quem conversa com os jovens tem muita mais liberdade no uso desse “alfabeto” tão importante quanto o nosso. Perfis mais “sérios”, por outro lado, não deveriam abandonar o recurso por completo, mas talvez encontrar figuras que, para além do bom e velho ok, fossem imunes a mal-entendidos.

De toda forma, não dá para pensar em gestão de presença em redes sociais sem emojis. De jeito nenhum.

O estado das marcas no Facebook

O gráfico abaixo tem informações bacanas sobre a presença (e a atuação) de grandes corporações no maior site de rede social do mundo.

Por isso insisto tanto na necessidade de os veículos jornalísticos estarem ali, no mesmo nível de seus consumidores, trocando informações e impressões sobre o produto.

A gestão da presença jornalística on-line

Autocrítica, humildade, honestidade, responsabilidade e versatilidade são as características que minha amiga Esther Vargas considera fundamentais para uma boa gestão de presença on-line.

É tudo verdade