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Um novo ângulo da história, 20 anos depois

O homem que deteve tanques na praça da Paz Celestial é visto ao fundo, à esquerda; à direita, o impressionante comboio bélico do exército chinês

O homem que deteve tanques na praça da Paz Celestial é visto ao fundo, à esquerda; à direita, o impressionante comboio bélico do exército chinês

No aniversário de 20 anos do massacre da Praça da Paz Celestial, o New York Times revela uma imagem jamais vista (e, ao mesmo tempo, da cena mais vista) do confronto.

Num ângulo, digamos, térreo, o fotógrafo Terril Jones captou o momento em que um desconhecido manifestante se posta no meio da rua para impedir o avanço de tanques que adentravam Tiananmen para pôr fim à manifestação que mudaria a forma como o planeta enxerga a China (repare: é o cidadão em pé no canto esquerdo da imagem).

Bacana que uma imagem tão representativa _e que passou décadas repousada num arquivo acessado apenas pelos amigos de Jones_ tenha chegada à tona exatamente hoje.

Por mais que a China tente apagá-lo, é um momento eterno.

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A verdadeira muralha da China

Direto de Pequim, a jornalista Janaína Silveira desafiou a blitzkrieg do governo chinês à internet. “Hoje, não temos aqui Youtube, Blogger, WordPress, Google Reader, Twitter, Flickr, Ning, o recém-saído do forno Bing, sei lá o que mais”, conta.

O massacre da Praça da Paz Celestial fará dois anos amanhã, e o regime quer se prevenir banindo os sites que melhor espalham as novidades _aliás, a BBC fez um ótimo media criticism sobre a cobertura dos eventos que moldaram muito a visão posterior do mundo sobre a China.

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É um aspecto tão nefasto quanto as ameaças da Arábia Saudita à liberdade do trabalho de repórteres, que abordei ontem.