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Caminhemos juntos

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É impressionante como o PR tradicional, a despeito de todas as ressalvas dia após dia, continua negligenciando a presença digital. Preocupamo-nos com todas as pontas da construção da imagem na comunicação corporativa, do discurso ao relacionamento, e entregamos a gestão on-line aos deus dará – como se nós mesmos não estivessémos embedados nesse mundo que há muito tempo deixou de ser um “outro lugar” – mas sim uma extensão de nossa vida real.

Enquanto isso acontece, observa-se o desfacelamento de um modelo off-line (e a perda de relevância da mídia formal está aí para demonstrar) que – por não querermos ou, principalmente, não sabermos enfrentar – serve apenas à uma parcela cada vez menor das necessidades comunicacionais.

Mas o caminho inverso também pode ser verdadeiro (e me incomoda sobremaneira): sob o manto protetor da suposta modernidade, muitas vezes revestimos as tarefas de PR digital em trabalho reservado a uma casta de iluminados que, talvez por dominar termos em inglês que nem ela própria sabe o que significam exatamente, constitue praticamente um exército de alienígenas dentro das agências. Qual a real diferença de um trabalho de relacionamento com players off-line e on-line, por exemplo? Pois é.

A conclusão, óbvia, é que são trabalhos indissociáveis e que precisam caminhar juntos. Há especificidades, evidente, mas no final das contas os caminhos (e as pedras) são bem parecidos.

Por mais que você insista em desvalorizar um ou outro, é inexorável: algo estará sempre faltando se essas estratégias não caminharem juntas e, de preferência, exercidas por times, não por fragmentos que se tenta colar a fórceps.

Comunicação pública digital em São Paulo

A Medialogue divulgou nesta semana um estudo com conclusões bem pessimistas sobre o uso dos recursos digitais em 46 cidades do Estado de São Paulo.

Na maior parte dos municípios as plataformas de comunicação digital são “como se fossem outdoors instalados no deserto”, ou seja, usufruídas por muito poucos.

A comunicação pública tem um grande desafio pela frente: a entrega qualificada de conteúdo. Em resumo, adaptar as ferramentas existentes para encontrar o cidadão e efetivamente interagir com ele.

A relação entre jornalismo e RP

Na era da convergência dos campos da comunicação, estudo do Instituto Reuters joga alguma luz na relação entre jornalismo e RP – concluindo que o jornalismo depende cada vez mais do trabalho de RP, que depende (por causa dos novos canais oferecidos pela tecnologia) cada vez menos do jornalismo.

Como o Google combate a pirataria – e faz política

Sim, a empresa se diz preocupada em monitorar e evitar “atividade ilegal” na rede, conforme relatório de 25 páginas que divulgou ontem.

Para muitos analistas, trata-se de uma peça de posicionamento e aproximação com uma indústria tão ou mais poderosa: a de entretenimento.

Facebook adere à narrativa de marca

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Mencionei outro dia a narrativa de marca (ou jornalismo de marca ou marketing de conteúdo – e outros sinônimos) outro dia, ressaltando que apesar de ser uma estratégia antiga (ou será que esquecemos do Repórter Esso ou do Guia Michelin?) tem sido apresentada como a última palavra em comunicação corporativa.

É bem verdade que, como tática de marketing, a narrativa de marca surge com intensidade no McDonald´s em 2004 como um coelho que o lendário Larry Light (ex-CMO da rede) tirou da cartola para reagir ao estupendo “Supersize Me”, documentário maravilhoso que colocou a marca na berlinda.

Nem nativos digitais que, a priori, não precisariam se preocupar com isso estão alheios à movimentação. É o que explica a iniciativa do Facebook no terreno do brand content – um avanço institucional no campo do “meu site não serve só pra memes inúteis”.

Narrativa de marca como ela é

A noção da Coca-Cola sobre como influenciar as conversações nos próximos anos, expressa no vídeo acima (aliás imperdível), dá uma noção exata de como é difícil fazer o trabalho de jornalismo (ou narrativa) de marca, estratégia antiga porém cada vez mais atual e demandada.

Exige a essência de cada uma das três grandes “ciências” da Comunicação (jornalismo, publicidade e relações públicas). Por óbvio, não temos uma formação multidisciplinar.

Há campos, como o da comunicação, que começam a exigir uma reflexão mais ousada para operar mudanças drásticas já na universidade.

É notícia?

Finalmente alguém escreveu sobre isso: se você trabalha PR (o odioso termo “assessoria de imprensa” no Brasil) e tem dificuldade para conseguir cobertura jornalística é porque seu evento não é notícia.

A retrospectiva do Journalistics

O interessante blog que trata de jornalismo e RP – portanto, assessoria de imprensa, como este trabalho é entendido nos Estados Unidos – fez uma seleção do que considerou seus melhores textos no ano.

Divirta-se.

Seu negócio vai mal? Contrata uma assessoria!

Quando o seu negócio vai mal, o que você faz? Muda procedimentos, busca ideias novas, troca pessoas?

Não! Você contrata uma empresa de relações públicas (as populares assessorias)!

Foi isso que a Associated Press (AP), a mais antiga agência de notícias em funcionamento, decidiu fazer.

Agora, sua marca será trabalhada pela Speed Communications, que tentará mostrar ao mundo a importância da velha escola de jornalismo.

É a saída fácil para qualquer crise. Resolve? Veremos.

Releasemania II, o ataque aos infográficos

Caiu do céu uma suíte para a discussão sobre “Releasemania”, que tivemos ontem: agora, as relações públicas (que alguns insistem em chamar de assessoria de imprensa) descobriram a infografia.

Já tem até quem mostre a maneira mais fácil de expor a sua mensagem usando pra isso a linguagem visual…