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Até quando a maioria será tratada como minoria?

Excelente a observação de Phuong Ly para o Poynter (a escola de jornalismo que possui um jornal de verdade, o St. Petersburg Times), ainda que não valha para o jornalismo brasileiro, onde não se usa (ou não se deveria usar) o termo “minorias”.

Até quando todo mundo que não é branco será tratado assim? Nos EUA, a coisa está pertíssimo da virada oficial, resta saber se o jornalismo acompanhará a realidade…

A saída educacional para o jornalismo impresso nos EUA

No ambiente de crise que cerca a imprensa em papel nos Estados Unidos surgiu, como uma das possíveis saídas, a hipótese de veículos ligados a escolas de jornalismo ganharem mais fôlego para, digamos, perpetuar a profissão.

A conta é simples: se forem convertidas em entidades educacionais (e, portanto, sem fins lucrativos), as empresas jornalísticas passam a poder receber subsídios governamentais, além de doações filantrópicas que fazem parte da cultura americana.

Já existe, inclusive, um belo exemplo: o St.Petersburg Times, que pertence ao Poynter Institute.

O jornal faturou dois prêmios Pulitzer no ano passado _a Flórida inteira, seu Estado natal, havia ganho quatro em toda a história. É do St.Petersburg Times a ideia do mentirômetro que acompanhou as promessas de Barack Obama (e agora já tem “filhotes” em oito Estados americanos).

Para o Brasil, onde não existe a cultura da doação, provavelmente não adiantaria nada vincular veículos jornalísticos a faculdades de comunicação (que possuem produtos restritos e de nicho) _e muito esperar pela adesão a um modelo não lucrativo.

Mas é interessante conhecer as propostas para que superemos o pior momento do jornalismo impresso em todos os tempos.

Como lemos na Internet?

O comportamento do olho humano diante de uma tela de computador

Um novo estudo sobre o comportamento do olho humano diante de uma tela de computador foi feito pelo Poynter Institute. A imagem aí acima mostra um esquema do que foi descoberto pelo experimento com 46 pessoas.

A tendência de dar mais atenção ao canto esquerdo corrobora as descobertas de Jakob Nielsen e seu Padrão F. Mas há um detalhamento mais apurado sobre as outras áreas do monitor. Lembrando que são pesquisas como essas que ajudam jornalistas a valorizar coisas nas homes pages e páginas internas. E, claro, auxiliam anunciantes a saber onde exporem suas marcas.

O site Acessibilidade Legal analisa a pesquisa aqui. Ou vá direto aos originais em inglês ou espanhol.

A dica foi de Leopoldo Godoy, que comanda o valoroso 8bitsemeio.