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SMS, esse incompreendido

Por não estar em rede, muitas vezes minimizamos o papel importante que o SMS (o bom e velho torpedo de celular) desempenhou para turbinar a comunicação pessoal. Basta dizer que ele é o inspirador do Twitter, um site que acabou sendo revolucionário.

No infográfico abaixo, alguns grandes momentos da plataforma móvel.

A importância da interação com a comunidade

“É indispensável criar e cultivar não um grupo de consumidores, mas uma comunidade em torno do produto ou do serviço que está sendo ofertado. Quanto maior e mais diversificada for a interação nessa comunidade, maior será a percepção de ‘diversão’ por parte do usuário e maior será sua propensão, no longo prazo, a se engajar com a marca e consumir aquilo que está sendo ofertado.”

Julio Vasconcellos, fundador do site de compras coletivas Peixe Urbana, falava, evidentemente, de comércio eletrônico, mas essa lição se enquadra perfeitamente a quem faz jornalismo na internet.

Administrar uma comunidade e interagir com ela é, hoje, o ponto de partida para iniciativas bem-sucedidas em novas plataformas.

Ciclos de Jornalismo debate a mobilidade

Nesta quarta, das 8h30 às 12h, o povo da Universidade Federal da Bahia realiza mais uma etapa do Ciclos de Jornalismo e debate o tema “Jornalismo em
dispositivos móveis: celulares e tablets trazem nova vida ao jornalismo?”

Nós, que sabemos que sim, vamos acompanhar de perto a discussão, porque ela interessa imensamente aos mergulhados na pesquisa sobre plataformas.

A questão é que a quarta tela (o tablet _e lembrem que não incluo o cinema, porque nessa classificação falo apenas de jornalismo) impõe um desafio grande: nós, que mal sabemos como tratar nosso trabalho na web, passamos de raspão pelos aplicativos, e eis que surge outra fronteira.

O debate certamente terá transmissão ao vivo no Twitter.

Internet, velocidade e controles de qualidade

A internet não será um bom lugar para praticar o jornalismo até que existam controles editorais de qualidade.

O debate entre David Simon e Aaron Sorkin, roteiristas de séries e filmes de sucessos como The Wire ou A Rede Social, foi um dos pontos altos da semana passada em Cannes (a cidade francesa abrigou mais uma edição do festival de criação publicitária).

A conversa era sobre produção de conteúdo e, tenho de deixar claro, discordo da sentença que abre este texto, citada no papo.

Não existe lugar bom ou ruim para praticar o jornalismo, ele está posto, e em todas as fronteiras.

Simon (ex-jornalista) foi o mais crítico de todos à velocidade de ferramentas como o Twitter _hoje absolutamente dominados pelo jornalismo. Ele pediu mais critérios e profundidade.

É, aquele velho problema da superficialidade e rapidez. Mas jornais impressos têm o timing de 24 horas e estão forrados de erros e informação ligeira (também faço um e sei do que falo).

Talvez a maior curiosidade da conversa tenha sido Sorkin revelar que tinha ouvido falar do Facebook “como sabia sobre um carburador” antes de adaptar o roteiro que ganharia o Oscar.

Ah, e Piers Morgan absolutamente deslumbrado com o poder de drive de audiência (para a TV) que o microblog possui.

O poder das redes sociais na distribuição de conteúdo noticioso

Levantamento da eMarketer mostra o potencial da distribuição de notícias via redes sociais: nada menos do que 60% dos links compartilhados nessas plataformas remetem a esse tipo de conteúdo.

É apenas mais uma compilação que aponta para a mesma direção: que a produção jornalística precisa ser fortemente voltada para sites como Facebook e Twitter.

Uma vez me perguntaram porque os jornais competiam entre si para dar mais audiência ao Facebook. Puro desconhecimento: exibiri conteúdo lá tem um retorno, em seu próprio domínio, que muito provavelmente (em alguns casos isso já aconteceu) superará o do Google.

O jornalismo mostra sua cara no Tumblr

Já são pelo menos 160 os produtos jornalísticos que estão presentes no Tumblr, uma plataforma entre blog e microblog que tem experimentado um crescimento considerável de 2010 pra cá (o site foi criado em 2011).

O último foi o Washington Post, que seguiu os exemplos do The Guardian e do Los Angeles Times.

É mais uma plataforma em que o jornalismo vai precisar mostrar a sua cara. Basicamente, para convidar o usuário a participar diretamente do noticiário, compartilhando texto e imagens.

Nenhuma grande novidade, a não ser a facilidade de publicação.

Mas provocará barulho.

O paypal do jornalismo

O Google tinha prometido ajudar os jornais a sair da pindaíba. Para isso, criou um produto, o One Pass.

O serviço é basicamente agregar conteúdo pago selecionado pelo usuário. Tem uma vantagem: não se restringe à web (tudo o que é comprado ali pode ser lido em todas as plataformas).

Yahoo e Apple já tinham anunciado iniciativas semelhantes na semana passada.

Falemos novamente sobre a blogosfera

Incrível  a disposição de Tomás Baviera Puig em revisitar a  blogosfera, tratar do empoeirado embate páginas pessoais versus jornalismo e tentar enfim cravar uma convicente definição operacional de um blog (a de Baviera é fraca, diga-se).

É uma leitura nostálgica. Muito já falei sobre isso, mas agora quero só ouvir.

Detectado há seis anos, erro se perpetua em sites noticiosos

É impressionante, mas quanto mais fuço textos antigos sobre o jornalismo na internet, percebo o quanto os problemas persistem.

É assim com o clássico “A fundamental way newspaper sites need to change”, de Adrian Holovaty, redigido em setembro de 2006 e que apontava um erro crasso nas versões eletrônicas dos jornais impressos na web: ela, a mera transposição do conteúdo (o modo de contar as coisas levando-se em conta a unidimensão do meio papel, ou em português mais claro, a dificuldade de se libertar da ditadura do texto).

Desconte-se aí a longa folha de serviços prestados de Holovaty ao data journalism, ou uso de dados na profissão, que ele exacerba no texto.

Meu ponto coincide com o dele ao analisar a monocordia generalizada, que sempre desconsidera a melhor maneira de se contar uma história em detrimento do texto pura e simplesmente.

Evidente que o mashup de dados não é o único caminho, mas um deles. Assim como explorar melhor as potencialidades do meio em que, hoje, rastejamos.

Está tudo dentro da nossa cabeça: enquanto não pensarmos outras formas de contar histórias, ficaremos presos ao formato texto-lide.

Por que o Twitter é tão popular no Brasil?

Por que o Twitter é tão popular no Brasil, pergunta a revista Time, se escorando em dados que mostram que, em agosto, 23% dos internautas brasileiros visitaram o site, contra 11% dos americanos.

É uma questão difícil de responder até para quem viu a plataforma surgir do zero (quando ainda tinha pouquíssimos usuários no país) _desde 2007 utilizo o microblog em sala de aula.

O brasilianista James Green, ouvido pela revista, dá um chute arriscado: diz que “a falta de diversidade na mídia” levou os brasileiros ao Twitter.

Tem duas coisas a se considerar aí: primeiro, que o Twitter verdadeiramente “explodiu” e passou a ser conhecido no país apenas a partir do ano passado. É, ainda, muito pouco tempo de uso para se detectar alguma febre.

Junto disso, verificou-se o fenômeno de adoção da ferramenta por personalidades, o que seguramente ampliou seu leque de utilizadores (aqueles que gostam de dizer “tio” para William Bonner, por exemplo).

Qual o seu palpite?