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Técnicas de busca no Google

Essa ‘disciplina’ meu mestre Ramón Salaverría já dava há milênios, mas nunca é demais saber se há novos macetes para turbinar o fantástico buscador.

A lenta morte da Nokia

A Nokia, empresa finlandesa que investiu e popularizou o SMS, produziu – anos antes da Apple – protótipos de dispositivos muito similares ao iPhone e ao iPad que nunca chegaram ao público.

Não chegaram porque a cultura da companhia (que gastava rios de dinheiro com pesquisa e inovação) era a do medo: se o texto por celular dava certo e fazia da empresa um Olimpo do avanço tecnológico , pra que arriscar com essas geringonças que seus engenheiros apresentavam?

Hoje, a empresa caminha para a falência com um valor de mercado 98% menor do que o de outrora.

Mas vamos combinar: de que adiantariam iPhones e iPads que rodassem Symbian (um sistema operacional catastrófico) com uma oferta de aplicativos inclassificáveis, de tão defeituosos?

A Nokia deitou na fama do SMS e morreu.

O jornalismo faz mal à saúde

Em “O Trabalho do Jornalista: Estresse e Qualidade de Vida“, o pesquisador Roberto Heloani traça uma raio-x devastador da profissão. O trabalho foi conduzido com base em entrevistas concedidas em meados de 2010 – dispensável dizer que, de lá para cá, nossa situação não melhorou, muito pelo contrário.

Heloani é uma das maiores autoridades do Brasil em assédio moral, essa praga que invadiu o ambiente de trabalho (em especial o jornalístico). Formado em Direito pela USP e em Psicologia pela PUC/SP, é mestre em Administração pela FGV/SP e doutor em Psicologia Social pela PUC/SP.

No trabalho, o professor aborda muitos aspectos do nosso dia a dia, como a competição dentro das redações e a tendência da contratação, cada vez mais intensa, de profissionais mais novos. “Os patrões adoram porque eles não dão trabalho”, diz.

Há tempos venho dizendo que jornalismo é coisa para garotos – mais do que a tendência à despolitização (que evita raros mas possíveis embates sindicais), pesa nesse aspecto a juventude mesmo. Ser um profissional 24 horas por dia, sete dias por semana, como reza o mantra, cansa. E cobra um preço.

Há, ainda, a pressão por atualização – consequência do avanço tecnológico – e o surgimento cotidiano de novas tarefas e rotinas. Nesse aspecto, Heloani vai ao ponto: a lenda de que jornalistas devem saber de tudo um pouco serve justamente para reforçar, diante de seus patrões, que todos são substituíveis.

Síndrome do pânico, angústia e depressão são as doenças mais comuns ligadas à nossa atividade, segundo o especialista. A falta de tempo para família, lazer, estudos e atividade física, positivamente, está nos tornando profissionais piores.

Daí é inevitável lembrar do divertidíssimo ‘Salvar un Periodista‘. Seja um ex-jornalista você também.

Quem não está on-line?

Um em cada cinco americanos adultos não possui atividades on-line. Basicamente, são idosos, pessoas com pouca instrução e gente com baixa renda.

O Pew tem mais informações sobre o tema.

Boca a boca, ainda a propaganda mais eficiente on-line

Levantamento recente da Nielsen mostra que a recomendação de amigos (taí a galinha dos ovos de ouro das redes sociais) ainda é a propaganda que as pessoas veem com mais credibilidade (92% dos pesquisados). Menos da metade desse universo acredita em anúncios em meios tradicionais.

A publicidade on-line é crível para 33% dos entrevistados – eram 26% em 2007.


Buscador cartográfico especializado em mapas antigos

Um buscador de mapas antigos, eu garanto que era tudo o que você queria!

Muito boa proposta do OldMapsOnline, que já colocou no ar uma coleção considerável de cartografia do arco da velha.

Como o mapa de 1882 do Brasil que você vê aí ao lado.

(a dica é de @nessort)

A quem interessa uma nova versão do iPad?

É o que explora o gráfico abaixo, com base em entrevistas de usuários americanos. E uma ducha de água fria para nós: o consumo de notícias aparece no final da fila das prioridades de quem usa a versão 2 do tablet da Apple…

ATUALIZAÇÃO: Na caixa de comentários, meu amigo Rafael Capanema me avisa que o consumo de notícias na verdade aparece em 7º lugar (o que está lá pra trás é a leitura de revistas). Melhor, mas ainda assim…

Eleições e credibilidade de meios

Em ano de eleição, as pessoas acreditam no noticiário?

Veja infográfico e descubra.

O resultado pode não ser dos melhores para a mídia impressa, mas ao menos a rede social (onde se pratica disparado o pior jornalismo) está no final da fila.

O horário nobre do Twitter

O Scup avaliou uma base de 36 milhões de tweets em 2011 para concluir que o horário nobre do Twitter no Brasil é  entre 14h e 15h, de segunda a sexta. Veja mais dados abaixo.

Escândalo de escutas ilegais reabre discussão sobre controle da mídia no Reino Unido

Como era de se esperar, o escândalo de escutas ilegais (e outras cositas más) perpetradas por veículos do grupo NewsCorp, de Rupert Murdoch fez recrudescer, na Inglaterra, a discussão sobre o controle da mídia.

Stephen Coleman, professor de comunicação política na Universidade de Leeds, aborda o aspecto de responsabilidade da mídia, mas abre uma avenida que pode transformar o mero controle: que a nova regulamentação se preocupe ainda em capacitar jornalistas e investir em pesquisas sobre ética e procedimentos.

“Não há nenhuma habilidade específica para se tornar um jornalista, mas padrões básicos que precisam estar no foco”, diz ele.