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Um jeito novo de ver TV

Se pensarmos a TV como um dispositivo, sim, ela está fadada a acabar.

Se pensarmos a TV como uma entrega de conteúdo unidirecional e cronológica, também.

Se pensarmos a TV como produto (que é como deve ser), as novas possibilidades tecnológicas de acesso e personalização vão reforçar o caráter desse meio como o mais poderoso de todos os tempos.

Por que Coca-Cola vende mais que Pepsi?

ATUALIZAÇÃO: Infográfico imperdível sobre história e evolução das marcas, com muitos dados, vídeos históricos etc.

Não tem exatamente a ver com jornalismo, mas sim tudo a ver com construção e manutenção de marca _uma necessidade dos tempos da conversação proporcionada pela internet.

Repare na evolução das logomarcas de Coca-Cola e Pepsi desde 1885.

Marca não é só um logotipo. Representa coerência e unidade.

Trocar de identificação visual como quem troca de roupa não é, positivamente, a melhor estratégia para quem tenta posicionar o seu produto num ambiente altamente competitivo (como o mercado de refrigerantes, por exemplo).

Passa a impressão também de que se está mudando o conceito. E, à exceção das vezes em que isso é absolutamente necessário por imposição comercial, transmite uma sensação de desorientação.

Trazendo a discussão para o nosso meio: mudanças são sempre bem-vindas, mas elas precisam acontecer de forma consoante às necessidades e à solicitação do público (no nosso caso, a ex-plateia, a audiência). Às vezes, como no caso da Cola mais famosa, não foi necessário nem mudar (fórmula secreta incluída).

Percebe-se, especialmente na web, onde as coisas são bem mais dinâmicas, uma sanha de redesenhos de páginas que muitas vezes não levam em consideração a opinião dos usuários e, mais grave, a adequação das reformas à usabilidade (aquele bem que fazemos a quem deseja acessar o nosso conteúdo).

Na Índia, por exemplo, nada menos do que quatro veículos on-line mudaram aparência e apresentação de seus sites nas últimas três semanas. Nos EUA, a NPR (conglomerado público de comunicação) também se repaginou. Resolve?

Não sei. No mundo ideal, a disposição dos conteúdos informativos são personalizados pelo usuário. Ou seja: nestes casos, pouco importa a vontade de mudar apenas por mudar que, muitas vezes, norteia redesenhos de sites. Os conteúdos que serão expostos, na ordem e tempo que serão expostos,  dependem em boa medida de quem os consome.

No final das contas, o cliente sempre tem razão: é ele quem decide se toma Pepsi ou Coca.