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Henry Jenkins fala

Uma entrevista do professor Henry Jenkins a Vinicius Navarro (PDF em inglês com versão em português) vale o esforço, aproveitando que vem mais feriado por aí.

Fala-se, claro, de convergência, mas de narrativas transmidiáticas, iniciativas pedagógicas, cinema, direitos autorais, participação e cultura de massa.

Uma imagem para resumir como nossa profissão mudou


Eu gosto muito dessa foto. Para mim, representa como poucas como mudou, para nós jornalistas, essa profissão maravilhosa.

Hoje temos a companhia de pessoas _de todas as pessoas, a rigor_ que estão lá, como a gente, testemunhando e difundindo fatos. Isso é muito saudável, oxigenou nosso ofício.

O lado ruim dessa história: não tenho informação alguma sobre a imagem acima, que suponho ter sido tirada em 11 de setembro de 2001.

Alguém tem?

ATUALIZAÇÃO: O Thiago Araújo resolveu o mistério, trata-se da cobertura cidadão da explosão de um gasoduto em Manhattan, em 2007

Um projeto que poderia ser jornalístico, se nos importássemos com isso

A participação não é um paradigma da web, é uma realidade que o jornalismo ainda está aprendendo a conhecer. No geral, o usuário da internet é segregado quando o assunto é notícia _sua contribuição, no máximo, ocupa canais específicos de portais, sempre jogados num canto qualquer.

Fora do jornaismo, porém, a compreensão de que as pessoas devem dar as cartas e ser ouvidas está bem mais consolidada. O projeto Vote na Web é um exemplo que poderia perfeitamente estar dentro de um projeto jornalístico (e ajudar repórteres a compreender o pulso popular diante de iniciativas parlamentares).

No site, o internauta tem a possibilidade de dizer sim ou não a todos os projetos de lei que estão em tramitação no Congresso, além de acompanhar o comportamento de seus representantes nas casas legislativas. Um evidente instrumento de pressão, no mínimo.

De novo, uma iniciativa simples, mas que dá ao usuário da web (enfim, um cidadão) a exata medida de sua importância. Coisa que o jornalismo, com as bravas exceções, ainda parece não ter compreendido.

Até quando vamos tratar essas pessoas, nossos clientes, afinal, como se fossem passivos devoradores de notícias? Não está claro que as pessoas querem (e já estão, independentemente da gente) participar de processos?

Quem soube primeiro foi a Adriana Salles Gomes, cujo único defeito é ser são-paulina.