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Como a internet mudou radicalmente a economia da notícia

O professor Paul Bradshaw, maníaco do avanço tecnológico e da comunicação on-line, descreveu, em 12 pontos, as mudanças mais significativas que a internet provocou no que ele chama de “economia da notícia”.

Recomendo a leitura integral do artigo, mas vou destacar algumas coisas que me chamaram a atenção.

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Primeiro que, pícaro, Bradshaw celebra o fim dos monopólios _e também a criação de outros.

É evidente que o enterro do monopólio que menos interessava (o do jornalista como filtro universal entre os acontecimentos e o público) transformou definitivamente a profissão.

Mas o surgimento de monoculturas como Google e Facebook, para citar só duas, apenas mantiveram o status quo.

Bradshaw cita dois aspectos também importantes da revolução provocada pela tecnologia: primeiro, a explosão do consumo de notícias. Nunca se teve tanto ao alcance de tantos e por tão pouco (invariavelmente, zero). Depois, ele presume que a web deu a quem trabalha com notícias a noção exata de sua audiência (quem é, de onde vem, para onde vai).

Isso não é exatamente verdade: a internet é o meio pior auditado da história da comunicação. Basta dizer que, até hoje, não há consenso sobre a padronização a ser seguida num quesito simples como a avaliação do tamanho da audiência.

Mas tudo bem: tecnicamente, os meios existem. Os homens é que ainda não se entenderam.

A mudança mais importante, segundo ele, foi o surgimento de uma nova moeda, baseada em reputação, conhecimento e rede de conexões. Muito verdade. E tem tanto jornalista que ainda não percebeu isso…

O que mais será que mudou no jornalismo com a revolução tecnológica?

Enfim, algo de novo na rede

A capa on-line do jornal holandês Volkskrant

Eu aqui apregoando o fim da home page, e gente como o webdesigner Wilbert Baan, do jornal holandês Volkskrant, pensando em soluções para a página inicial do veículo na Internet.

As novidades começam no topo, com o que Baan apelidou de “rio de notícias”: uma linha do tempo das últimas 24 horas mostrando a quantidade de notas publicadas pelo site.

Na coluna do lado direito, as notícias mais recentes. No pé, fotos recentes, links para redes sociais e listas de mais lidas e mais enviadas por e-mail.

E, viva, dane-se o Padrão F de Jakob Nielsen.

Quem analisa a novidade tim-tim por tim-tim é nosso amigo Paul Bradshaw.

E esquenta a discussão. Eu não disse, mas pensei: tava faltando webdesigner nessa conversa…