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A terceirização dos comentários em sites

António Granado alerta para texto do Nieman Lab sobre uma novidade: a mídia tradicional começa a experimentar a terceirização da moderação de comentários em seus sites, essa praga quase impossível de administrar e, ao mesmo tempo, fundamental para aprimorar a conversação e participação do público.

Uma empresa canadense já faz o serviço, que garante ser “personalizado”.

Há mais homens que mulheres falando no noticiário?

Alicia Shepard, ombudsman (ou ombudsqvina?) da NPR (a emissora estatal de rádio dos EUA) fez um levantamento que resultou numa constatação interessante _e sobre a qual nunca havia percebido: há poucas fontes femininas no jornalismo praticado pela companhia.

Provavelmente, transposto à nossa realidade, o estudo chegaria à mesma conclusão. Mas isso é perceptível? Você nota que há menos mulheres do que homens falando com frequência no noticiário?

Taí um ótimo objeto de pesquisa.

Por que Coca-Cola vende mais que Pepsi?

ATUALIZAÇÃO: Infográfico imperdível sobre história e evolução das marcas, com muitos dados, vídeos históricos etc.

Não tem exatamente a ver com jornalismo, mas sim tudo a ver com construção e manutenção de marca _uma necessidade dos tempos da conversação proporcionada pela internet.

Repare na evolução das logomarcas de Coca-Cola e Pepsi desde 1885.

Marca não é só um logotipo. Representa coerência e unidade.

Trocar de identificação visual como quem troca de roupa não é, positivamente, a melhor estratégia para quem tenta posicionar o seu produto num ambiente altamente competitivo (como o mercado de refrigerantes, por exemplo).

Passa a impressão também de que se está mudando o conceito. E, à exceção das vezes em que isso é absolutamente necessário por imposição comercial, transmite uma sensação de desorientação.

Trazendo a discussão para o nosso meio: mudanças são sempre bem-vindas, mas elas precisam acontecer de forma consoante às necessidades e à solicitação do público (no nosso caso, a ex-plateia, a audiência). Às vezes, como no caso da Cola mais famosa, não foi necessário nem mudar (fórmula secreta incluída).

Percebe-se, especialmente na web, onde as coisas são bem mais dinâmicas, uma sanha de redesenhos de páginas que muitas vezes não levam em consideração a opinião dos usuários e, mais grave, a adequação das reformas à usabilidade (aquele bem que fazemos a quem deseja acessar o nosso conteúdo).

Na Índia, por exemplo, nada menos do que quatro veículos on-line mudaram aparência e apresentação de seus sites nas últimas três semanas. Nos EUA, a NPR (conglomerado público de comunicação) também se repaginou. Resolve?

Não sei. No mundo ideal, a disposição dos conteúdos informativos são personalizados pelo usuário. Ou seja: nestes casos, pouco importa a vontade de mudar apenas por mudar que, muitas vezes, norteia redesenhos de sites. Os conteúdos que serão expostos, na ordem e tempo que serão expostos,  dependem em boa medida de quem os consome.

No final das contas, o cliente sempre tem razão: é ele quem decide se toma Pepsi ou Coca.