Arquivo da tag: novas narrativas jornalísticas

Organização e planejamento no videojornalismo

Já falei aqui do trabalho de Ruud Elmendorp, que se intitula videojornalista e tem um trabalho interessante em reportagens na África (onde é mais fácil fazer bom jornalismo, convenhamos, diante de tanta pauta nova).

Organizado, ele disponibiliza também os roteiros das matérias e mostra que, sempre, a disposição de se fazer reportagem.

Como ele publicou exemplos novos, é legal dar um pulo lá para conferir.

Henry Jenkins fala

Uma entrevista do professor Henry Jenkins a Vinicius Navarro (PDF em inglês com versão em português) vale o esforço, aproveitando que vem mais feriado por aí.

Fala-se, claro, de convergência, mas de narrativas transmidiáticas, iniciativas pedagógicas, cinema, direitos autorais, participação e cultura de massa.

A arte da simplicidade

Um conjunto de trabalhos em novas narrativas jornalísticas que primam justamente  por essa característica tão importante nestes tempos de pirotecnia: a simplicidade.

Não perca.

Um blog entre tantos

Mais uma dica curta: o blog de Pete Warden. Pertinente.

400 infográficos do La Información

O espanhol Mario Tascón esta na linha de frente entre os que se dedicam a pensar o futuro das narrativas jornalísticas.

Em suas duas trincheiras _o jornal La Información e o blog de mídia 233 Grados_, sempre tem coisas interessantes a oferecer, de reflexão pura a manga arregaçada mesmo.

Ex-diretor digital do El Pais (outro jornal que sabe fazer bem as coisas na internet), partiu para a carreira solo e seu diário on-line completou um ano disponibilizando os mais de 400 infográficos multimídia que concebeu nos últimos 365 dias.

Tem coisa ruim, mas muito material inspirador.

Tascón é um provocador nato _a propósito, 233 graus (nome de seu blog) é a temperatura de combustão do papel.

Apocalipse jornalístico

Baita animação da The Economist feita no auge da crise financeira, meados de 2008. Pegada jornalística e tudo.

É a descrição do fim do mundo tendo o jornal impresso como metáfora.

Simplesmente sensacional.

(Via @contrafactos)

Vídeos na web: a valorização do som ambiente

Uma transmissão de futebol em que você ouve apenas a torcida (tá, o locutor, de forma incidental).

Eu acho esse formato o mais adequado para a web on demand, quando todo mundo sabe o resultado do jogo e como foram os gols.

Descrever em texto lances relevantes basta. Em vídeo, basta botar o som ambiente, sem malas falando o óbvio.

É um diferencial na internet que parece evidente, mas pouco visto.

Filme de 1982 sugere ‘inovações’ ao jornalismo de hoje

Koyaanisqatsi, filme de 1982, é uma lição de colagem de imagens e edição de trilha sonora.

Muita coisa a se aproveitar no jornalismo, mas especialmente a câmera fixa, conceito antigo que consiste em monitorar por várias horas determinado lugar com a intenção de exibir transformações.

Insisto nisso como algo supermoderno.

190 milhões sem ação

Mais um vídeo excelente que serviria perfeitamente ao jornalismo: um motoqueiro sai às ruas de São Paulo no intervalo do jogo Brasil x Holanda, na semana passada.

E o que ele encontra? Veja o vídeo e compreenda de uma vez por todas a importância da Copa do Mundo para o nosso povo _que, aliás, hoje deveria reproduzir o feriado não fosse a derrota da equipe de Dunga naquele dia.

O mangá a serviço do jornalismo

Ótima descoberta do Portal Imprensa: o japonês Yomiuri Shimbun, jornal que tira cerca de 10 milhões de exemplares por dia, tem recorrido aos quadrinhos (ou, como eles dizem lá, mangá) para relatar alguns fatos a seus leitores.

Como o exemplo acima, a revolta de gangues que têm provocado distúrbios na Jamaica.

Usada com critério, a HQ pode perfeitamente ser um exemplo criativo de novo formato jornalístico. O cuidado aqui é evitar que se fantasie a coisa _aí, deixa de ser jornalismo.