Arquivo da tag: novas narrativas jornalísticas

Realidade aumentada, o que fazer com isso no jornalismo?

Ainda não se sabe exatamente o que podemos fazer com a realidade aumentada no jornalismo. Mas é bom irmos pensando com urgência, porque trata-se de uma boa possibilidade, como mostra o exemplo abaixo _uma ação da National Geographic na Hungria.

Live Augmented Reality for National Geographic Channel / UPC from Appshaker Ltd on Vimeo.

Joe Sacco e os segredos do jornalismo em quadrinhos

Um dos maiores expoentes do jornalismo em quadrinhos, o maltês Joe Sacco esteve em São Paulo e falou um pouco sobre seu processo de criação.

Como, por exemplo, fotografar as locações que, depois, se transformarão em HQ.

Gostar de escrever basta?

Gostar de escrever é suficiente para querer ser jornalista?

É o que discute Gary Moskowitz neste interessante artigo.

A conclusão, minha e dele, é que não basta gostar, é preciso saber.

Ainda que, no caso do jornalismo on-line, o texto não seja exatamente uma prioridade para quem pretende explorar o potencial das novas narrativas (como Moskowitz explica no artigo).

Uma pensata sobre novas narrativas na web

James Breiner faz uma oportuna, relevante (e longa) pensata sobre as novas narrativas jornalísticas na web.

Algumas considerações são básicas, como a facilidade que narrativas não lineares introduzem à leitura on-line _o que significa que fugir da ditadura do texto não é apenas uma decisão jornalística, mas também de usabilidade.

O principal do texto, pra mim, é o realce a uma opção básica: escolher o formato adequado para o veículo certo. Não somos todos obrigados a adotar todas as novidades do novo mundo na rede, mas conhecê-los e aplicá-los onde de direito, isso sim, é nosso dever.

 

A revista Comunicar já está on-line

Debater as novas expressões comunicativas da TV é o objetivo do mais novo número da revista Comunicar, que já está disponível on-line.

Bom proveito.

Mais um vídeo com cara de novos tempos

Faz tempo que teço loas a bons exemplos de novas narrativas jornalísticas, ao mesmo em que me preocupa tanto quanto a você de que forma vamos fazer jornalismo em vídeo _em dispositivos móveis ou na web.

Nem aprendemos como fazer na web, aliás, e já nos deparamos com vários outros desafios…

O atropelamento de um grupo de ciclistas na noite passada, em Porto Alegre, foi registrada pelo CicloDocs (um canal no YouTube) com uma edição nervosa, excelente, adequada.

É um bom complemento para um texto que já conta muito, como o da Zero Hora.

Exemplifica bem o que eu defendo como o caminho do vídeo jornalístico em plataformas multimídia (Notebook, PC, Mac, celular, iPad etc).

Se queremos integração papel/on-line, a produção em vídeo tem de seguir esse caminho no dia a dia _claro que conteúdos especiais, resolvidos unicamente em vídeo, podem ter tratamento de matéria de TV. Mas sou xiita: acho fora de lugar.

Infográfico: a distribuição étnica nas cidades dos EUA

Em dezembro falei do trabalho de Bill Rankin, que em 2009 concebeu um infográfico dimensionando a distribuição das etnias na Chicago de 2000.

O NYT fez melhor agora, expandindo a visualização para cada canto do país com dados mais recentes.

Estou me divertindo comparando as duas Chicagos…

‘Ambulanciaterapia’ consolida expertise do JC em novas narrativas

A “ambulanciaterapia”, aquela prática de transferir pacientes de cidades do interior para hospitais nas capitais, consolida a vocação do Jornal do Commercio, de Recife, para a webrreportagem com “A Viagem de Joanda“.

Conteúdo que vale a pena explorar feito por gente que, em outra oportunidade, já tinha recorrido a conceitos de HQ e fotonovela para contar uma história.

Estou gostando de ver.

Detectado há seis anos, erro se perpetua em sites noticiosos

É impressionante, mas quanto mais fuço textos antigos sobre o jornalismo na internet, percebo o quanto os problemas persistem.

É assim com o clássico “A fundamental way newspaper sites need to change”, de Adrian Holovaty, redigido em setembro de 2006 e que apontava um erro crasso nas versões eletrônicas dos jornais impressos na web: ela, a mera transposição do conteúdo (o modo de contar as coisas levando-se em conta a unidimensão do meio papel, ou em português mais claro, a dificuldade de se libertar da ditadura do texto).

Desconte-se aí a longa folha de serviços prestados de Holovaty ao data journalism, ou uso de dados na profissão, que ele exacerba no texto.

Meu ponto coincide com o dele ao analisar a monocordia generalizada, que sempre desconsidera a melhor maneira de se contar uma história em detrimento do texto pura e simplesmente.

Evidente que o mashup de dados não é o único caminho, mas um deles. Assim como explorar melhor as potencialidades do meio em que, hoje, rastejamos.

Está tudo dentro da nossa cabeça: enquanto não pensarmos outras formas de contar histórias, ficaremos presos ao formato texto-lide.

Uma nova geração de jornalistas

Lewis Dvorkin é um jornalista veterano com passagens, entre outras, pelas redações de NYT, Newsweek, AOL, The Wall Street Journal. Atualmente, ele chefia a produção on-line da Forbes.

Bem por isso suas palavras têm mais peso.

Ele disse fazer parte de uma nova geração de jornalistas, aqueles que criam e planejam conteúdo na era da internet.

Não é pouco, para quem conheceu o jornalismo antes da revolução tecnológica, admitir que prática e abordagem na profissão mudaram. É uma discussão que vamos manter bastante em 2011.