Arquivo da tag: novas mídias

Aprendendo a jogar

Responsável pelas operações do Facebook na América Latina, Alexandre Hohagen dá um choque de realidade em gente que, a exemplo de Carlos Nascimento, ficou indignada com o buzz provocado por Luíza, a que estava no Canadá.

“A nova mídia na verdade não determina qual a profundidade ou quais temas interessam mais para a sociedade. Novas tecnologias e plataformas digitais permitem, sim, o acesso ubíquo a um número muito maior de assuntos. Se assuntos como o intercâmbio de Luíza se tornaram relevantes, é resultado do que a sociedade se interessa em ler e compartilhar”.

Nascimento (a quem respeito muito), na verdade, está zangado porque não é mais ele quem define o que seu público vai ver, comentar e passar adiante.

Manual de estilo para novas mídias

O inquieto Mario Tascón está por trás de um manual de estilo para novas mídias, que começou a ser escrito.

(a dica é de António Granado).

Pronto: já estão achando que o tablet vai substituir o jornal

Demorou, mas começou a onda de análises que colocam os tablets (com o iPad na linha de frente) como os substitutos dos jornais.

A previsão é que 70 milhões de unidades do produto (das quais 50 milhões de aparelhos da Apple) sejam vendidos apenas nos Estados Unidos em 2011.

Em “The Newsonomics of tablets replacing newspapers”, Ken Doctor analisa ponto a ponto, e pela ótica econômica, a possibilidade real do tablet se transformar num produto a ser levado muito a sério pelo jornalismo.

Eu acredito nisso. Mas, de novo: não tentemos achar um substituto para o papel. O papel é insubstituível. Se ele continuará abrigando notícias, é outra história.

A revolução que o WikiLeaks não fez

Interessante o artigo de David Carr publicado originalmente no New York Times e reproduzido por jornais brasileiros ontem.

Não é verdadeira a percepção que de que a tática dos vazamentos empregado pelo site de Julian Assange seja uma revolução jornalística.

“Com o tempo, o fundador do site começou a compreender que o que norteia a cobertura dos eventos é a escassez e não a abundância”, escreveu Carr, um especialista em novas mídias e as mudanças que o avanço da tecnologia está trazendo ao jornalismo.

Há duas semana, num podcast, também falei um pouco sobre o modus operandi do WikiLeaks e saudei a união do que existe de melhor na nova mídia, justamente sua velocidade, com o melhor dos meios tradicionais, credibilidade e critério de edição.

Mas Carr agora põe os pingos nos is.

O fim da fronteira entre mídia e audiência

Como 20 anos de comunicação digital acabaram com a fronteira entre mídia e audiência?

É o que repassa este texto, dividido em três partes e bastante completo.

Leituras de domingo

#ficaadica: A revista Fronteiras-Estudos Midiáticos, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos (RS).

Coisas bacanas e boas discussões.

O pensamento vivo de Arianna Huffington

Arianna Huffington, 60 anos, é uma personalidade do que a gente convencionou chamar de novo jornalismo (não o new journalism, mas novo mesmo).

Acreditou piamente na ideia de que a profissão, hoje, tem de ser exercida com base no diálogo redação/leitor, agora também produtor de conteúdo.

E seu site, o Huffington Post, superou gigantes da comunicação nos EUA na internet contando com uma estrutura física modesta.

Ela ganhou uma página na edição de ontem de O Globo que, como bem pontuou a colega Luciana Moherdaui, vale muito a pena ler.

Jornais não dominam mais as bolsas de pesquisa científica

Dos Estados Unidos, quem diria, vem uma notícia auspiciosa para o jornalismo: editores e repórteres de jornais impressos não dominam mais a concessão de bolsas de pesquisa científica no país.

Segundo o New York Times, em quatro dos programas mais conhecidos (Harvard, Instituto de Tecnologia de Massachusets, Stanford e Michigan), caiu de 29 para 11 o número de jornalistas empregados pela mídia tradicional. Também diminuiu bastante a quantidade de jornalistas que trabalham em revistas e agências de notícias.

“A mídia agora é muito mais ampla”, conta James Bettinger, diretor da John S. Knight Fellowships, em Stanford. “Estamos tentando reconhecer esse fato e aproveitá-lo. Uma das coisas que nos parecem claras é que muitas inovações poderosas não virão do jornalismo tradicional. Este ano, escolhemos dois consultores de mídia que tradicionalmente não seriam considerados jornalistas.”

Há outra explicação para o desaparecimento gradual dos coleguinhas de redação entre os agraciados com bolsas de pesquisa nos EUA: o fato de os jornais dificultarem sua liberação para este tipo de curso e, pior, o medo dos profissionais de perder o emprego caso apostem na empreitada acadêmica.

Ainda assim, Bettinger tocou no ponto. O ambiente nada favorável a inovações que ainda toma conta das redações, especialmente a de jornais tradicionais, não sugere que seus quadros tragam, à universidade, alguma colaboração que realmente valha o pagamento de uma bolsa.

Exemplos, aliás, temos aí aos montes: a quantidade de bobagem na qual a academia tem se debruçado (e isso inclui o Brasil, claro) e desperdiçado dinheiro nos últimos anos é notória. Você conta nos dedos os trabalhos que realmente agregaram alguma coisa à evolução da profissão.

Mas agora, sem a predominância de jornalistas de jornalões, existe uma boa de possibilidade de chegarem, à esfera acadêmica, reflexões e detecções que ajudem mais rapidamente o combalido jornalismo a reagir, mudar e se adaptar a um novo paradigma comunicacional e informacional.

Otimismo demais?

Matando a mensagem

As novas mídias, especialmente as redes sociais, nos impuseram aos jornalistas uma série de novos obstáculos na comunicação e interação com a “ex-audiência“.

Nesta quarta deu pra sentir a extensão de alguns deles ao observar o ataque de BBB9 pelo qual passou o serviço em microblog da Abril.com. Por horas, tudo o que atualizou-se no canal do portal no Twitter dizia respeito à nova edição do reality show da TV Globo _relevante, sem dúvida, mas só para um grupo específico.

É claro, isso desagradou a alguns.

Neste caso faltou segmentar a própria audiência. A criação de um canal “abrilcom_BBB9”, promovido eventualmente no endereço-mãe, teria resolvido o problema e evitado o desgaste.

Ainda dá tempo.

O público heterogêneo de um portal supõe, à produção de conteúdo e concepção de produtos, comprometimento com os interesses de todo um leque de indivíduos. Como eles podem agrupados exaustivamente (até chegar à unidade indivisível, que é você), a segmentação da mensagem é premissa.

Para isso, é preciso conhecer a ex-audiência. O microblog _que já é uma segmentação em si_ dá boas pistas.

A febre do Twitter continua

Agora é o espanhol El País quem está enviando seus breaking news pela rede. Simpático, o jornal ainda o adiciona e passa a ser seu “follower”…

O argentino Clarín, sempre na vanguarda, já estava lá.

E você, já descobriu qual o melhor uso para o Twitter?