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Em destaque, a nova ortografia

É uma vergonha, mas só agora, 15 dias depois, notei a arte pedagógica que o Diário de S.Paulo (registre-se: para nós mais velhos, o eterno Dipo) está publicando por ocasião da Nova Reforma Ortográfica (PDF). Notei não, Ricardo Viel e Carolina Araújo que me disseram.

No pé de matéria do Diário de S.Paulo, à direita, o box que esclarece a nova grafia de palavras

No pé de matéria do Diário de S.Paulo, à direita, o box que esclarece a nova grafia de palavras

O desenho não é original (a fórmula do hiperlink foi usada milhares de vezes), mas a iniciativa sim. É, possivelmente, a intervenção mais severa e visível de um veículo de imprensa na cobertura da recente com a mudança do vernáculo.

Mexe, inclusive, com a diagramação das páginas. Parece inibir, às vezes, mais ocorrências _como se os redatores estivessem escolhendo palavras (claro, imagine sua página cercada de hiperlinks por todos os lados).

Veja no detalhe: o verbete novo é realçado e leva a um pequeno quadro que, melhor editado, pode trazer outros exemplos semelhantes e ser ainda mais útil.

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Quanto aos meus recortes eletrônicos desta edição de ontem do Diário, só digo que quem não tem scanner caça com máquina digital…

Saudades do português…

Nesta quarta participei de um curso rápido (bem rápido!) sobre a nova reforma ortográfica, que a partir de 1º de janeiro será adotada por vários órgãos de imprensa do Brasil _pelo menos os maiores jornais do país, como Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e O Globo, já anunciaram a adesão.

Ou seja: será deste jeito que você vai ler e escrever a partir de então.

Dá um pouco de saudade da ortografia antiga, é claro, especialmente porque era algo que você dominava. Você sente que uma das poucas coisas que sabia com segurança acaba de ruir por terra.

Mas enfim, não sou resistente a mudanças e tão pouco refratário. A reforma, além de minúscula (atingirá no máximo 2% de nosso vocabulário, incluida aí uma dose de palavras, como sotopor, que espero nunca usar), corrige algumas distorções e facilita o uso do hífen, por exemplo.

Não há que ser contra, não há que praguejar: é fato. O português não será mais como o conhecemos…