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Pesquisas escancaram mudança no modus operandi jornalístico

O Newspaper Death Watch chama a atenção para o fato de que três pesquisas quase simultâneas sinalizem claramente mudanças profundas no modus operandi jornalístico tradicional.

Apesar de serem 100% americanas, todas trazem dados que provavelmente, transpostos a um cenário global, corresponderiam à realidade.

A primeira aponta que sete em dez jornalistas estão usando sites de redes sociais para apuração e reportagem, 28% a mais do que aferido no ano passado.

Na mesma linha de mídia alternativa e jornalismo cidadão, outra sondagem descobriu que 90% dos jornalistas consultam blogs para procurar pautas.

A última, no nicho do “sei como se faz linguiça“, indica que 59% dos sites de revistas generalistas dos Estados Unidos estão na categoria “não são editadas e suas informações checadas como se faz na edição impressa” ou simplesmente “não são editadas nem checadas”.

Em plena crise, jornais aumentam preço de capa

O New York Times reajustou em 33% seu preço de capa, num movimento que vai ao encontro do que fizeram boa parte dos jornais americanos. São os casos, por exemplo, de Washington Post, Tampa Tribune e Dallas Morning News _todos estes dobraram de preço nos últimos dois anos.

O mesmo aconteceu com a Newsweek, que tomou um banho de loja, reduziu o número de páginas e… ficou mais cara.

Não parece estranho subir o valor de compra de um produto que é cada vez menos cobiçado? Sim, de nada adianta a Associação Mundial de Jornais avisar que, em 2008, houve um acréscimo de 1,3% na circulação global de periódicos (que se deveu, é claro, aos países emergentes).

Já há números parciais que apontam, para 2009, uma redução considerável da venda dos jornais _o primeiro trimestre foi catastrófico, segundo apontam estudiosos e especialistas no assunto nos Estados Unidos.

O blog Newspaper Death Watch enxerga nessa alta de preços uma hipótese interessante: os jornalões estão se agarrando a seus leitores mais fiéis, que também são mais atrativos para os anunciantes, acelerando assim o processo de queda na circulação (amealhando alguns dólares a mais, porém).

Na prática, os jornais estariam desistindo do impresso para centrar esforços em inovação tecnológica que, finalmente, poderá fazê-los deixar a era paleozoica.

A se conferir.