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Publicidade nos jornais americanos despenca em 2011

Números divulgados pela Newspaper Association of America mostram que a publicidade nos jornais impressos dos Estados Unidos recuou 7,3% em 2011.

Por outro lado, os anúncios em produtos jornalísticos digitais (muito mais baratos, diga-se) foram quase 7% maiores no ano passado.

Toda a indústria do jornalismo faturou US$ 34 bilhões no ano passado – sozinho, o Google arrecadou US$ 37,9 bilhões.

O Google News e os jornais

Essa era boa, mas eu deixei passar: na terça, Eric Schmidt, executivo do Google, falou num evento da Newspaper Association of America _a mesma cujo presidente, despreparado, foi ridicularizado num humorístico da tv americana.

Claro que Schmidt teve de falar sobre serviços como o Google News, que agrega material noticioso e, portanto, aponta com frequência para sites de jornais. Alguns veem isso como roubo de conteúdo (vários solicitaram até judicialmente a exclusão das menções). Um disparate.

Esses jornais se esquecem que o Google tem muito mais audiência do que todos eles somados. E que a máquina de busca é a grande porta de entrada, hoje, de qualquer conteúdo na web. Se você não aparece numa busca, seja em que ferramenta for, está morto.

Talvez seja isso.

“O jornal é um blog que deixa tinta nas suas mãos”

Presidente da Newspaper Association of America (NAA), John Sturm submeteu-se ao constrangimento de participar do humorístico de TV The Colbert Report, que mimetiza a linguagem dos telejornais para fazer piada.

Nos Estados Unidos, a situação dos jornais impressos não tem graça nenhuma. Após fechamentos de veículos em Denver e Seattle, nesta semana o Chicago Sun-Times (há anos capengando) quebrou de vez e agora tenta a recuperação judicial.

As declarações de Sturm ao comediante retratam exatamente o momento do jornal impresso nos EUA (e também na Europa). A claque ri do que deveria chorar. O presidente de NAA cita, com cara triste, que os jornais americanos têm milhões de visitantes on-line, e não cobram nada pelo conteúdo.

“Existe muita informação de graça”, diz Sturm. Sim, é o tal do compartilhamento. Não adianta se fechar em copas: seu conteúdo será distribuído por admiradores, não por piratas. Não tem jeito.

O final do vídeo, uma brincadeira de criança entre humorista e entrevistado, chega a corar Sturm. E quem vê.

É toda uma caricatura do fim de uma era.

ATUALIZAÇÃO: Ontem, no mesmo programa, foi a vez de Biz Stone ironizar/ser ironizado. A diferença é que ela comanda um empreendimento bem sucedido (o Twitter). Então, as piadas são sempre mais engraçadas.