Arquivo da tag: multimídia

A coleção narrativa do NYT…

…guardada num único link, com a lista de produtos em novas narrativas que o jornal norte-americano lançou no ano passado.

Nossas matérias ainda são longas demais?

Outro dia contamos aqui que a quantidade de reportagens de mais de 2.000 palavras despencou 86% no Los Angeles Times.

Há, ainda, gente que considere isso pouco. Ou melhor, que aponte que persiste nos jornais a cultura da matéria longa.

O motivo, explica Alan Mutter, é que não usamos os complementos que a tecnologia nos deu, como infográficos e vídeos, para contar as histórias melhor e de maneira mais prática.

Faz sentido.

Pós em Jornalismo Multimídia na Faap

Resultado de um processo de maturação que consumiu quase dois anos entre pesquisa, estruturação pedagógica e escolha do corpo docente, o curso de pós-graduação em Jornalismo Multimídia da Faap é projeto no qual estou envolvido até o pescoço – como idealizador, coordenador e professor.

. Informações sobre matrículas, bolsas e formas de pagamento podem ser obtidas na secretaria da Faap por telefone (11 3662-7449) ou e-mail

Neste ano abriremos as portas, a partir de março, para a segunda turma do programa, estruturado em três módulos (semestres) de aulas e mais seis meses para a conclusão da monografia final. As inscrições já estão abertas.

Entre os professores, temos Mario Kanno (editor-adjunto de Arte da Folha de S.Paulo), Bob Wolheim (da SixPix, com a disciplina de empreendedorismo, que eu acho o máximo!), Leandro Beguoci (ex-Folha e iG e atual editor-chefe on-line da Fox Sports), Rafael Spuldar (Ex-Reuters, UOL e Terra), Ana Brambilla (editora de mídia social da Editora Globo), Leopoldo Godoy (Microsoft), Francisco Madureira (Abril), Rafael Sbarai (editor de midia social de Veja) e André Deak (Casa de Cultura Digital), entre outros.

É um prazer e uma responsabilidade enorme dirigir esse timaço.

 

Novas narrativas jornalísticas

Meu mestre Jose Luis Orihuela reuniu uma coleção respeitável de conteúdo documental com o conceito de novas narrativas jornalísticas. Vale a pena checar um por um e, quem sabe, se inspirar a fazer algo diferente.

Olimpíada de Londres atualiza quatro anos de avanço tecnológico

Em Pequim-2008 o Twitter era uma criança (foi a primeira cobertura – um ensaio, na verdade – da Folha de S.Paulo na plataforma, sabia?), o Facebook inexistia no Brasil e a gente tinha menos banda e recursos móveis para produzir (e consumir) notícias.

Londres-2012 vem aí (os Jogos Olímpicos começam no dia 27) e, com o evento, uma avalanche de novidades multimídia, interativas e em aplicativos.

Prepare-se.

Mais um vídeo com cara de novos tempos

Faz tempo que teço loas a bons exemplos de novas narrativas jornalísticas, ao mesmo em que me preocupa tanto quanto a você de que forma vamos fazer jornalismo em vídeo _em dispositivos móveis ou na web.

Nem aprendemos como fazer na web, aliás, e já nos deparamos com vários outros desafios…

O atropelamento de um grupo de ciclistas na noite passada, em Porto Alegre, foi registrada pelo CicloDocs (um canal no YouTube) com uma edição nervosa, excelente, adequada.

É um bom complemento para um texto que já conta muito, como o da Zero Hora.

Exemplifica bem o que eu defendo como o caminho do vídeo jornalístico em plataformas multimídia (Notebook, PC, Mac, celular, iPad etc).

Se queremos integração papel/on-line, a produção em vídeo tem de seguir esse caminho no dia a dia _claro que conteúdos especiais, resolvidos unicamente em vídeo, podem ter tratamento de matéria de TV. Mas sou xiita: acho fora de lugar.

‘Ambulanciaterapia’ consolida expertise do JC em novas narrativas

A “ambulanciaterapia”, aquela prática de transferir pacientes de cidades do interior para hospitais nas capitais, consolida a vocação do Jornal do Commercio, de Recife, para a webrreportagem com “A Viagem de Joanda“.

Conteúdo que vale a pena explorar feito por gente que, em outra oportunidade, já tinha recorrido a conceitos de HQ e fotonovela para contar uma história.

Estou gostando de ver.

O obituário on-line do Jornal do Brasil

Alunos da disciplina Técnicas de Reportagem, Entrevista e Pesquisa II de Jornalismo da Uerj, sob a coordenação do professor Marcelo Kischinhevsky, produziram uma espécie de obituário do Jornal do Brasil que, como todos sabemos, deixou neste ano de circular em papel e sobrevive apenas na versão on-line (onde, aliás, foi pioneira entre os veículos de comunicação nacional).

Trabalho interessante que merece ser visitado.

Uma imprensa para cada um

Mais de uma vez já escrevi aqui que se no meu tempo houvesse o acesso à tecnologia que vivenciamos hoje, talvez nunca teria trabalhado numa redação _faria jornalismo cidadão com meu celular ou netbook, numa boa, publicando tudo num blog ou coisa que o valha.

É sério. Com as armas que todos dispomos agora, quase idênticas às do jornalismo profissional, não faz muito sentido se acotovelar numa redação em busca de um lugar ao sol.

Ao jornalista de carreira, é verdade, há o privilégio da legitimação. Um exemplo bobo, mas prático: após o jogo de futebol, ele tem acesso a treinadores e jogadores, coisa que um cara que faz jornalismo como hobby tem de sofrer para, talvez, conseguir _sim, a internet permite conquistar legitimação (e os vários casos de jornalistas independentes com acesso aos personagens do noticiário prova isso).

O jornalista profissional tem ainda, à frente de si, a relevância e a credibilidade do veículo que representa. Não é pouco e abre portas.

Uma iniciativa individual pode atingir esse patamar, mas é uma trilha bem mais cansativa. Possível, mas desgastante.

A foto lá de cima, o equipamento individual de um freelancer, não pode intimidar. Com muito menos (e eu sou testemunha disso) dá para fazer bom jornalismo.

Mas, sinal dos tempos: é frequente ver outsiders muito melhor equipados _e sintonizados com a agilidade que nossos tempos pedem_ do que repórteres do mainstream.

Um laboratório de jornalismo comunitário

A eleição de ontem é um ótimo pretexto para falar do projeto de jornalismo comunitário que o amigo Bruno Garcez está tocando com a cara e a coragem.

O projeto multimídia (cujo resultado pode ser conferido no blog Mural) incentiva “correspondentes comunitários” a produzir textos, fotos e vídeos e já formou 40 alunos _blogueiros, jovens com alguma experiência em jornalismo e outros interessados egressos de comunidades de periferia e de regiões pobres.

O trabalho de Garcez é exemplo de como a convivência pro-am (profissionais e amadores) pode fazer bem ao jornalismo.