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Os males da monocultura

Você confia sua vida on-line ao Google e, no primeiro problema, sai xingando muito no Twitter.

Uma queda parcial dos serviços da empresa de Sergei Brin e Larry Page, nesta semana, nos fez lembrar mais uma vez os males que a monocultura traz. A verdade é que muita gente parece simplesmente não ter plano b na web.

Isso é ruim em primeiro lugar pela própria democratização da rede – há serviços idênticos em toda parte, basta procurá-los.

Em segundo, e fica o alerta: suas coisas on-line podem não ser tão seguras assim. Não é o caso do Google, mas ninguém está livre de perder arquivos cruciais por causa do fechamento de serviços. Isso às vezes acontece de forma totalmente inesperada.

Pense nisso antes de espernear.

A propósito, desta feita a queda parcial dos serviços do Google, tudo leva a crer, esteve concentrada nos servidores de provimento, não dos da empresa.

O Facebook dá, o Google toma

Um pequeno recorte da realidade mostra que o Facebook não é apenas uma máquina de oportunidades para si próprio: estudo da Universidade de Maryland aponta que apenas o mercado de aplicativos para o site de Mark Zuckerberg gera cerca de 200 mil empregos diretos nos EUA.

Enquanto isso, o Google é acusado de favorecer seus produtos no fantástico mecanismo de busca que criou (e que responde por cerca de 90% das pesquisas no mundo).

 

A googlelização de tudo (mas o que podemos fazer?)

Professor da Universidade de Virginia, Siva Vaidhyanathan é autor de uma importante obra que aborda, sobre diversos aspectos, a monocultura do Google.

A Googlelização de Tudo (e porque devemos nos preocupar)” basicamente acusa a empresa de Larry Page e Sergei Brin de tecnofundamentalismo _sempre será possível apresentar uma solução técnica para um problema da humanidade.

Vaidhyanathan não é xiita e, em diversos momentos, reconhece a excelência do Google e de vários de seus produtos.

Mas alerta que os controles de privacidade da empresa, apesar de personalizáveis, constituem uma amarra quase obrigatória: o serviço de busca funciona melhor para quem cede seus dados à companhia. Isso sim é grave.

Ontem, Mariano Amartino escreveu sobre a dominação do Google e decreta: hoje é praticamente impossível construir um negócio on-line que não tenha um pilar fundamental amparado num serviço da empresa.

O passo seguinte a essa discussão toda é: e nós, podemos fazer o que?

Em busca de um concorrente para o Google

O Google realiza hoje 98.3% das buscas dos internautas na Internet.

Foi assim, com essa ducha de água de fria, que começou o “Alternative Search Engines Day” (Dia das Máquinas de Busca Alternativas), realizado neste 21 de abril em San Francisco (EUA).

Tudo bem, já está ficando repetitivo. Mas a questão é que há pelo menos outros 100 mecanismos (veja aqui) que desempenham tarefas específicas, como localizar vídeos, áudios, livros, dissertações etc.

Juntos, respondem por 1.7% das buscas efetuadas na web.

É a tal da monocultura…

Seqüestraram a Internet

É o que diz a Wired. A Wired não, o nerd e especialista Dan Kaminsky.

O negócio é o seguinte: URLs abandonadas de domínios como Google, Ebay, Paypal e Yahoo estão sendo usadas para ganhar dinheiro e, sem proteção adequada contra ataques virtuais, viraram um paraíso de hackers e internautas desonestos.

Kaminsky diz ter comprovado que acessos de dentro dos Estados Unidos a um site desativado ou que não existe têm levado cada vez mais a “páginas de sugestão” registradas pela empresa britânica Barefruit. Ou seja: em vez de uma simples mensagem de erro, o usuário vê anúncios do tipo adsense e links de clientes da firma.

E daí?

Fora o monópolio, isso mostra que servidores controlados por um único administrador “tomam conta” de uma parte considerável do tráfego na rede _uma flagrante ameaça à neutralidade, segurança e estabilidade da web.

Redirecionamento de tráfego na Internet é justamente o core business da Barefruit. Eles têm de tudo, até soluções para que o seu negócio apareça primeiro numa busca no Google.

Eathlink, megaprovedor americano, hoje é o mais vulnerável à fraude, segundo a reportagem.

Contra a monocultura, Telog

Tenho falado muito sobre ditaduras na Internet. Seja da Microsoft, do Google, do Orkut… enfim, a monocultura empobrece quase todos _enriquece os donos do monopólio, claro.

Para dar o exemplo, já estou ativo no Telog, a ferramenta de microblogging brasileira criada à imagem e semelhança do Twitter.