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O Facebook dá, o Google toma

Um pequeno recorte da realidade mostra que o Facebook não é apenas uma máquina de oportunidades para si próprio: estudo da Universidade de Maryland aponta que apenas o mercado de aplicativos para o site de Mark Zuckerberg gera cerca de 200 mil empregos diretos nos EUA.

Enquanto isso, o Google é acusado de favorecer seus produtos no fantástico mecanismo de busca que criou (e que responde por cerca de 90% das pesquisas no mundo).

 

O YouTube dá dinheiro?

É a pergunta do milhão: o YouTube dá dinheiro? Juan Varela, nesta belíssima análise, atesta que não. Com a ressalva de que os dados são, em boa medida, estimativas de um estudo, ele mostra que o site de compartilhamento de vídeos movimenta dinheiro compatível com uma rede de TV europeia (US$ 727 milhões).

Isso significa pouca coisa se lembrarmos que armazenar dados, como faz o Youtube, custa bem mais caro que operar uma emissora de TV comercial _ou você acha que banda nasce em árvores?

Só no ano passado, o Google perdeu quase US$ 500 milhões com o site de compartilhamento de vídeos, mas é promissor o acréscimo de usuários e de vídeos vistos, todos eles devidamente monetizados com publicidade.

Mesmo assim, o estudo prevê que serão necessários pelo menos oito anos de bons resultados para o Google recupere os US$ 1,65 bilhão que colocou no negócio.

Banner on-line completa 15 anos hoje

Hoje o banner publicitário na internet completa 15 anos. Em 27 de outubro de 1994, o site HotWired (a primeira revista web da história, fundada em 1994) criou o formato, cobrando US$ 60 mil (os valores são da época) da AT&T por 24 semanas de exibição.

No início, a novidade provocou problemas hoje inimagináveis. Claro, boa parte dos potenciais anunciantes nem sequer possuía um site. Logo, linkar pra onde o banner? Alguns optaram por sites ainda em construção, estratégia certamente catastrófica.

Saudado como a grande possibilidade de monetização das operações digitais, o banner ainda persiste, hoje sem carregar o peso dessa (falsa) responsabilidade.   Pudera: Jakob Nielsen, mestre da usabilidade, comprovou em suas pesquisas que o usuário simplesmente ignora essas mensagens publicitárias _tudo que está fora do campo de visão do padrão f é como se não existisse.

Amado e odiado, o banner veio pra ficar? Não responda ainda: a publicidade on-line também evoluiu. E está descobrindo maneiras mais efetivas de chamar a sua atenção.

Twitter em 1.822 caracteres

Uma prova de que as coisas caminham muito rápido na web é que, enquanto eu escrevia o pequeno texto que acompanha reportagem de Mariana Bastos (só para assinantes) no Esporte da Folha de S.Paulo neste sábado, o Twitter finalizava um de seus primeiros contratos de publicidade.

E todo mundo sabe que não fazer dinheiro é, de longe, a principal crítica ao sinônimo de microblog.

Eu acrescentaria outra: a falta de transparência com relação a seus números de tráfego e usuários (entre outros dados menos importantes). Já há quem suspeite, como @leogodoy , que o hype nem é tão grande assim e uma revelação nua e crua das entranhas do site provocaria decepção coletiva _algo como Vale ou Petrobras anunciarem, de sopetão, um prejuízo milionário.

Enfim, em 1.822 caracteres, eu abordei o Twitter assim desta vez.