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Mais um motivo para não cobrar por conteúdo

Mais um efeito, este colateral, da decisão de alguns veículos de cobrar por conteúdo: além de sumir dos sites de busca (a exceção são alguns acordos que permitirão acesso via Google a conteúdo protegido pelo paredão da cobrança), eles vão desaparecer também das matérias de empresas que têm por hábito fornecer links externos.

A BBC já anunciou que colocará, na maioria dos casos, avisos para os eventuais links que direcionem a conteúdo pago. Mais: a médio prazo, há a chance deles simplesmente sumirem do site britânico por uma questão de tempo e espaço.

Enquanto acham que estão protegendo seu valioso tesouro, os adeptos do micropagamento estão conseguindo, isso sim, ficar ainda mais escondidos e ensimesmados.

Aconteceu ontem: alguns escritos sobre o estado do jornal impresso

Desde ontem, com Carlos Eduardo Lins da Silva (ombudsman da Folha de S.Paulo), iniciamos aqui uma conversa sobre formas de o jornal impresso apresentar o noticiário a fim de se diferenciar de internet/tv, que exploram exaustivamente os mesmos fatos horas antes.

Silva contou que é recorrente a reclamação, por parte dos leitores da Folha, de que o jornal não trouxe fatos novos nem sequer avançou, publicando meramente o que já havia sido visto/lido pelo público no dia anterior.

Pesa contra o desprendimento ao “aconteceu ontem”, antes de mais nada, o próprio DNA do produto jornal, nascido para relatar e documentar a jornada que passou. Poucos jornalistas conceberiam um publicação diária que fugisse ao registro destacado do dia anterior. Mas, e o público?

Leia também: nada mais desatualizado do que o jornal de hoje

Opine: um jornal precisa de manchete todos os dias?

Pode-se dizer que é uma patologia do jornalismo.

O advento da internet teve muito mais impacto na audiência dos jornais do que o rádio e televisão porque, diferentemente de dois antecessores, a web deu ao consumidor de notícias a possibilidade de escolher onde e quando consumi-la.

Essa sim é a grande novidade que a revolução tecnológica trouxe ao exercício do jornalismo. Hoje não é mais necessário aguardar o momento em que jornal/tv/rádio vão transmitir notícias. Um sequenciado e curto apertar de botões leva o freguês a um destino ainda melhor: a exata notícia que procura. Afora o fato dele próprio ser capaz de apurar/produzir/difundir a informação que lhe convenha.

O triunfo da navegação por mecanismos de busca (eufemismo para Google), essa sim, expôs a grande ferida do jornalismo impresso: a desatualização.

Soluções óbvias são oferecer conteúdo diferenciado proveniente de investigação (o bom e velho furo) e tratamento analítico e opinativo ao noticiário.

Mas o que fazer com o “aconteceu ontem”?

Volto ao assunto nesta terça.

Técnicas avançada de busca na Internet

Já combinamos que os mecanismos de busca são a home page da Web2. É por meio deles que encontramos diretamente aquilo que estamos buscando, e nos livramos da mediação meia-boca dos capistas dos portais.

Assim entende também o professor espanhol Ramón Salaverría, que está no Brasil para ministrar um curso que tem justamente como ênfase técnicas avançadas de busca na Internet.

Reparem no site que Salaverría montou e a quantidade de utilitários do Google que ele colocou ali.

Felizmente, ele não pára por aí: abrange agregadores e redes sociais, que são os “points” de encontro hoje na rede.

A pré-história do Google

“In this paper, we present Google…”. Esta é uma peça histórica que há tempos fiquei de colocar aqui: o artigo escrito por Sergei Brin e Larry Page, ainda na Universidade de Stanford, sobre a máquina de busca que revolucionaria a forma como os usuários usam a Internet.

Na época (o texto é de 1998), os caras já possuíam um protótipo da ferramenta com 24 milhões de páginas arquivadas. O mais legal: tudo o que eles prometeram lá, cumpriram. Imperdível.

A dica é do e-periodistas, comandado pelo professor Ramón Salaverría.