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O jornalismo fora da redação

A redação não é mais o habitat do jornalista. Um dado que corrobora essa impressionante realidade é a demissão, só em 2013 e só em São Paulo e Rio de Janeiro, de 300 jornalistas.

Outro dia mesmo comentei sobre a valorização que ofícios como marketing e publicidade estão dispostos a nos oferecer.

Ambientes corporativos estão interessadíssimos no nosso trabalho, como Jeremy Porter explora muito bem em artigo no Journalistics.

Por sinal, hoje, na Folha de S.Paulo, o publicitário Nizan Guanaes dá uma pista definitiva para entendermos o que está acontecendo. “Não deixa de ser irônico para a propaganda. Na época da comunicação total, a verdade tornou-se a maior arma de persuasão em massa.”

Até prova em contrário, os especialistas em verdade somos os jornalistas.

Marketing e publicidade valorizam mais o jornalista do que o jornalismo

Uma das novidades trazidas pela transformação do ecossistema informativo, eternamente sendo reinventado, é que hoje o trabalho jornalístico é muito mais valorizado (e melhor pago) por ofícios ligados ao marketing e à publicidade.

Ambos, evidente, querem emprestar, além da credibilidade, a metodologia de trabalho jornalística que envolve coleta de informação, apuração, clareza e objetividade na estruturação de textos, entre várias outras coisas.

Há aquilo que se convencionou chamar de brand journalism, o que é bem estranho, mas paralelamente surge todo um novo campo de ação para jornalistas, trabalhando em áreas que efetivamente valorizam seus profissionais.

Há luz no fim do túnel, senhores.

Como fazer marketing no YouTube

Como sempre, a principal dica é a simplicidade.

Curtiu?

Um texto bastante interessante sobre uma pessoa que foi usada no Facebook para engrossar uma ação publicitária.

Mais uma demonstração de que números robustos em ações na rede não significam grande coisa. Tem muita armação por aí.

A venda de um presidente, uma aula de jornalismo

Quer uma aula de jornalismo e marketing políticos? Então leia The Selling of the President 1968, no qual Joe McGinniss discorre sobre o cinismo e a malandragem da campanha de Nixon em 1968 – aquela em que pelo menos sua turma não invadiu a sede do partido adversário em busca de capivaras.

O lado de dentro das campanhas eleitorais tem muito a ensinar a quem se considera, como nós próprios nos julgamos, defensores da transparência.

Social Media Week alija o jornalismo da discussão

São Paulo foi uma das cidades que abrigaram, na semana passada, mais uma “edição de Primavera” da Social Media Week. E confesso que fiquei impressionado pela forma como o jornalismo foi alijado das discussões.

Tudo bem, eu entendo que o trabalho em mídia social é 90% estratégia de marketing e posicionamento de marca, mas nada explica o fato de que praticamente todas as mesas de debate tinham como protagonistas publicitários e povo de agências.

Discutiram dos cases mais desimportantes àqueles que, ainda que falassem com o público errado, chegaram ao estrelato (vide caso pôneis malditos).

Desde sempre a publicicidade teve mais liberdade (e dinheiro) do que o jornalismo. Bem por isso, o papo sobre trânsito e planejamento em redes sociais está anos-luz mais avançado entre esse galera.

Mesmo assim, temos experiências importantes para trocar. Especialmente porque o gerenciamento de comunidades em mídia social por jornalistas parece muito mais sintonizado com o conceito de troca e cumplicidade, básico para, mais do que vender um produto, prestar serviço e conquistar o cliente/leitor/usuário.

Fora que, na publicidade, o personalismo e a necessidade de holofotes colocam em segundo plano a pessoa mais importante quando se desenha uma política de mídia social: você.

Você já ouviu falar em 4D?

Você já ouviu falar em 4D?

Eu não, até ler isso aqui.

Claramente uma farra em cima de um rótulo.

É como, por exemplo, se referir a etapas da evolução da web usando números mais afeitos à indústria automobilística, tal qual 3.0 ou o que o valha.